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Amizade de mais de 27 mil anos

Pesquisadores suecos descobriram que os cães foram domesticados entre 27 mil e 40 mil anos. A pesquisa, publicada dia no 21 de maio na revista Current Biology, foi baseada na análise de um fragmento de mandíbula de um cão, que viveu na Sibéria, o chamado cão-lobo de Taimyr.

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O fragmento da mandíbula foi datado de 35 mil anos atrás, sendo este o mais recente ancestral compartilhado entre os lobos e cães modernos.

Uma outra possibilidade levantada pelos pesquisador Love Dalen, do Museu Sueco de História Natural, é uma divergência entre as populações de lobos da época, que teria levado as raças modernas. Mas segundo Dalen, essa é hipótese menos provável, pois acarretaria na extinção da outra população de lobos selvagens.

Seguno o estudo, o cão-lobo de Taimyr viveu alguns milhares de anos após o desaparecimento dos neandertais e dos humanos modernos se colonizarem a Ásia e Europa.

O estudo do DNA da mandíbula também mostrou que os huskies siberianos e os cães groenlandeses têm um número de genes “extraordinariamente grande” em comum com o cão-lobo Taimyr.

Fonte Zero Hora

Um velho amigo

CÃES E GATOS ATINGEM A TERCEIRA IDADE CONFORME PORTE E LUGAR ONDE VIVEM

Antes vistos apenas como animais de estimação, os cães e os gatos se tornaram parte das famílias. Mas já parou para pensar há quantos anos ele está morando com você? Se já se perdeu nas contas, ou lembra dos filhos ainda pequenos brincando com ele, prepare-se: brevemente, você terá de enfrentar a velhice do seu amigão.

Especialista em medicina felina e vice-diretora do Hospital de Clínicas Veterinárias, Fernanda Amorim explica que, para os gatos, essa fase da vida começa por volta dos 12 anos. Para os cachorros, a divisão é um pouco mais complexa, diz a especialista em problemas de comportamento de cães e gatos Ceres Faraco. Por mais estranho que pareça, a fase geriátrica chega mais cedo para os cães grandes, por volta dos sete anos. Os pequenos, como as raças bichon frisé e maltês, envelhecem por volta dos 10 ou 11 anos.

MASCOTES INSEPARÁVEIS

Totó e Kovu são de raças diferentes, mas compartilham a mesma dificuldade: chegaram à terceira idade. Enquanto um tem de lidar com injeções diárias para o diabetes, o outro convive com um câncer, que afetou os testículos no início deste ano. A doença mudou não só a vida dos animais, mas também a das donas. Hye Run Kang e o filho Jonas dividem-se há cerca de um ano nos cuidados de Totó, um maltês de 15 anos que acompanha a família desde “bebezinho”. Segundo ela, o envelhecimento do cão afetou um pouco a rotina da família. Além do diabetes, que diariamente, às 20h, une mãe e filho na luta para aplicar a injeção de insulina, Totó está completamente cego.

– Como ele odeia a seringa, a gente se ajuda. Enquanto eu seguro, o Jonas aplica – conta Hye Run.

A estudante Giulia Goidanich (foto), dona de Kovu, um bichon frisé de 14 anos, compartilha do mesmo sentimento. Tendo o cãozinho como amigo inseparável desde os seis anos, ela não consegue nem pensar que, um dia, ele pode não estar mais na vida dela.

No início deste ano, o medo a alertou.

– Me assustei bastante, o pelo dele começou a cair, ele ficou mais sonolento.

Daí percebi que estava ficando velhinho.

Dani Barcelos | Especial

Foto: Dani Barcelos | Especial

SAÚDE DE DAR INVEJA

– O meu não é nem idoso, é Matusalém.

Dona de Iura, um siamês de 19 anos, Gabriela Jacobsen diverte-se ao falar do companheiro. O bom humor não é em vão, já que o gato não tem doença, apesar da idade. Embora Iura tenha ficado mais sedentário, o envelhecimento do animal não mudou em nada o dia a dia da família. As mudanças foram mais nos hábitos do gato que, agora, toma banho só de talco e sai para a rua três vezes por ano, quando a dona o leva para fazer os exames no veterinário.

Foto: Mauro Vieira

Foto: Mauro Vieira

ALGUNS CUIDADOS
Como facilitar a vida do seu animal idoso
– Substituir a ração habitual por outra mais atrativa e de fácil absorção.
– Estimular os animais mental e fisicamente.
– Levá-los para passear, para que mantenham contato com outras pessoas e animais.
– Fazer check-ups geriátricos a cada três ou, no máximo, seis meses.

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ELE JÁ É UM VOVÔ?
Reconheça as marcas da idade no seu mascote por diferentes alterações
– Metabólicas: ganho de peso, maior sensibilidade ao calor e ao frio.
– Na pelagem: esbranquiçamento, rarefação de pelos, pele mais seca, crescimento das unhas.
– Locomotoras: dificuldades para se movimentar, atrofia muscular, artrose.
– Sensoriais: déficit auditivo, catarata.
– Gastrointestinais: tendência à diarreia e constipação, dificuldade para digerir os alimentos.
– No sistema nervoso central: maior agressividade, perda do treinamento higiênico, alterações no sono, latir (ou ouvir) para o nada, caminhar sem rumo (sintomas associados à síndrome da disfunção cognitiva).
– Imunodeficiência: maior suscetibilidade a infecções, ocorrência de neoplasias (câncer).
– Orais: dificuldade de mastigação, desgaste e perda de dentes.

Fonte: Caderno Vida | Zero Hora

Cuias de Oncinha

Segundo o jornal Zero Hora, a novidade deste ano no Acampamento Farroupilha é o charme das Cuias de Oncinhas que está deixando as prendas alvoroçadas. Elas podem ser encontradas no pavilhão de artesanato do Parque Maurício Sirotsky Sobrinho. São cuias, garrafas térmicas e mateiras com estampa de onça, tigre e zebra. O kit se destaca na prateleira, e é um dos campeões de vendas na loja de Patrícia Carvalho.

O kit completo de chimarrão fica em torno de R$ 170,00.

Pode ser novidade no Acampamento Farroupilha, mas a Steel já era a garota propaganda das Cuias de Oncinha desde 2012! lol

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Fonte: Zero Hora

Mascotes nos espaços públicos dividem opiniões

Cachorros acompanham os donos em praças e parques, mas há quem não concorde em dividir o espaço com eles

São tênues os limites da divergência entre o social e o direito individual no debate sobre a presença de cachorros em áreas públicas e deveres dos donos nesses espaços Foto: Lauro Alves / Agencia RBS

São tênues os limites da divergência entre o social e o direito individual no debate sobre a presença de cachorros em áreas públicas e deveres dos donos nesses espaços
Foto: Lauro Alves / Agencia RBS

A família Müller vive um dilema. Há dois meses a cadela Lili chegou à cobertura de Raquel, 59 anos, e Ricardo, 61 anos. Os filhos já saíram de casa, os netos ainda não foram providenciados, e o vazio do apartamento se preencheu pela meiguice da border collie. O marido é daqueles que gosta muito de cachorro, no pátio. Apegada, a mulher criou o hábito de, no final da tarde, passear com a nova companheira. Já faz até parte do grupo Cachorreiros da Encol, com mais de 250 membros nas redes sociais.

— Ela é do meu filho. Está lá em casa só até ficar crescidinha — diz Ricardo.

— Ah, não vou me desfazer dela — retruca a mulher.

Esse impasse privado se reflete, de certa maneira, nas ruas. Porto Alegre é a capital com mais animais de estimação: 51% das famílias criam um bichinho, segundo levantamento de 2013 da Comissão de Animais de Companhia do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Saúde Animal (Sindan). Em locais públicos, os donos dão segmento aos mimos oferecidos em casa. Mas há quem não concorde em dividir o espaço público com eles. Aí se estabelece uma guerra.

Patrícia Konarzewski, 32 anos, reconhece um possível mal estar. Billie Jean, a border collie de três anos dela, é treinada e anda sem coleira por tudo:

— Faço isso porque a minha cachorra obedece voz de comando. Mesmo assim, não vou com ela na pracinha, não invado espaço do outro.

São mesmo limites tênues. Sophia, quatro anos, voltava da escola acompanhada da mãe na última segunda-feira, quando avistou a irmã, de 20 anos, com o cãozinho da família no “cachorródromo da Redenção”. Saiu correndo para encontrá-la e um vira-lata de médio porte se avançou.

— Ficou com medo de voltar, mas eu reconheci que levei ela no espaço dos cachorros e fiz questão de retornar no dia seguinte em outros espaços da Redenção, mostrando que não tinha problema. Não acreditei quando um cachorro se soltou e pulou em cima dela querendo morder de novo — relata a mãe, Juliana Furtado, 39 anos.

Só 15 fiscais para 630 praças

Para organizar esses conflitos, foram criadas legislações estaduais, federais e municipais. Fosse pelo o que diz a lei, cachorro grande de raças consideradas perigosas, como fila, rottweiler, pitbull e dobermann não poderia andar em praças, e, quando saísse à rua, deveria ser conduzido com guia curta, enforcador e focinheira.

Com mais de 630 praças em Porto Alegre, a secretária Especial dos Direitos Animais (Seda), Regina Becker, diz que seria necessário pelo menos um fiscal por parque, e há apenas 15 para dar conta de toda a cidade:

— Não temos como fiscalizar tudo. Seria melhor se a população entendesse que cabe ao proprietário fazer com que a boa convivência se efetive.

Carlos Gross, juiz da 9ª Vara Criminal Especializada em Crimes Ambientais da Capital, lembra que recentemente foi aprovada a possibilidade de haver em parques municipais com mais de 10 mil metros quadrados uma área para cães:

— São locais ótimos, mas, ainda assim, resta a responsabilidade penal do dono se o cão lesionar alguém.

O primeiro local formal deve ser lançado em setembro, no Parque Germânia. Com 7 mil metros quadrados, dispõe de bebedouros para os animais e obstáculos para se exercitarem.

A veterinária e doutora em Psicologia Ceres Faraco lembra que o direito dos que gostam e dos que não gostam dos cães é legítimo.

— A permanência nas praças traz à tona a divergência entre o social e o direito individual. Os grandes conflitos são causados por intransigência, pela carga emocional: se os bichos não estão incomodando, não haveria motivo para criar caso.

Amizade antiga

> Não se sabe bem quando foi que começou esta aproximação, mas a notícia é de que tenha ocorrido há pelo menos 14 mil anos, quando foi encontrado em um sítio arqueológico de Israel um esqueleto humano enterrado ao lado do seu cachorro.

> As pessoas e os cães têm características sociais e familiares semelhantes: ambos precisam viver em grupo, diferentemente dos gatos, mais solitários.

> Pesquisas recentes demoveram a ideia de que o homem é que domesticou os cães. O que se sabe hoje é que as espécies tiveram movimento simultâneo de aproximação por interesses, já que as duas espécies sofreram transformações no seu jeito de viver para poderem dividir espaço. Era bom para os cães porque os humanos ofereciam proteção e comida. E os humanos viam neles um companheiro e uma fonte de defesa.

> Estudiosos dizem que três características separam os cachorros das demais espécies na cultura ocidental: não servem de alimento, receberam nome e foram autorizados a entrar dentro de casa.

> Quando vemos um lhasa apso, poodle ou yorkshire, esquecemos que são todos descendentes do lobo, que foram se adaptando para viver em sociedade.

> Cada vez mais as pessoas estão desenvolvendo a necessidade de olhar para os animais como indicadores de segurança ou ameaça, ou seja, quando ele está tranquilo, significa que o ambiente não oferece perigo. Além disso, há o fator emocional, já que são seres vivos que nos ajudam a sermos sociáveis em um mundo com tanta dificuldade de relação entre as pessoas.

> Os cães conseguem perceber o estado de humor do dono e são afáveis para acalmá-lo. Hoje, poucas pessoas fazem este investimento para manter uma relação.

Cuidados também com a vacinação dos animais

O Judiciário tem sido um termômetro para os sinais dos novos tempos. Centenas de processos envolvendo animais são encaminhados ao Tribunal de Justiça do Estado. A professora de Direito Imobiliário e Responsabilidade Civil da Unisinos Isabel Cristina Porto Borjes conta que já defendeu um rottweiller.

— Um condômino pediu a retirada do bicho, alegando medo. Reunimos os vizinhos para discutir a permanência do cão. Conseguimos provar, por meio de testemunhos, que ele não causava dano — lembrou a advogada.

Há também casos emblemáticos, como o da família indenizada há três anos em R$ 18 mil por danos morais depois que um cão matou de forma brutal, em Porto Alegre, o poodle deles na frente das meninas, uma de 12 anos e outra de oito anos.

— As pessoas precisam entrar com processo pedindo indenização porque talvez essa seja a única forma de o dono aprender que este assunto é sério — prega a advogada.

Como não há forma de vigiar o comportamento de cada cão e seu dono, e a polícia nem sempre consegue priorizar o atendimento desse tipo de ocorrência, o jeito é as pessoas ficaram de olho. Isabel dá uma dica: quando alguém é atacado e o dono está perto, o ideal é tirar fotos da situação, tentar saber o nome completo do proprietário do animal e registrar uma ocorrência na delegacia ou mesmo na internet. Pegar nomes e contatos de possíveis testemunhas da cena também é aconselhável.

Conforme Sônia Maria Duro da Silva, veterinária da equipe de vigilância de zoonoses da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), é importante que os proprietários de cães mantenham a vacinação em dia, principalmente contra a raiva, e também utilizem remédios para vermes. Em contato com os humanos, as fezes dos cães podem transmitir doenças de pele, como o bicho geográfico, por exemplo. Além disso, dados da SMS mostram que no primeiro semestre deste ano foram atendidas 1.049 pessoas no Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre por causa de mordidas de cachorro.

Dicas para uma boa vizinhança

O animal já virou um membro da família, então, dificilmente será possível se perpetuar normas em condomínios que proíbam a presença de animais nos apartamentos, desde que ele não prejudique a saúde, o sossego e a segurança dos condôminos. Por isso, atenção a normas de boa convivência

> Evite entrar no elevador com o seu cachorro, caso tenha alguém dentro.

> Não deixe o animal sozinho o dia inteiro. Ele pode ficar estressado e latir o tempo todo, incomodando vizinhos.

> O dono fica responsável por verificar a periculosidade do animal e escolher a coleira adequada, conforme manda a legislação.

> Ande sempre com um saquinho para juntar os dejetos do seu animal.

> Tente não passear com seu animal em área de recreação infantil.

> Use a coleira para identificar o nome e o telefone do dono.

> Mantenha o seu animal desverminado e com as vacinas em dia.

> Controle pulgas e carrapatos.

Saiba a quem pedir auxílio

193 (Bombeiros)

— Se o animal estiver arisco e sem o dono, ameaçando pessoas em um parque.

— Caso ele esteja com o dono, mas saiu do controle e ofereça risco aos usuários do local.

190 (Brigada Militar)

— Se o animal estiver com o dono e atacar alguém, em caso de lesão corporal.

156 (Prefeitura)

— Animal abandonado na Capital.

O que está por vir

Dois projetos com o mesmo tema foram encaminhados à Câmara de Vereadores. A Secretaria Especial dos Direitos Animais (Seda) e o vereador Marcelo Sgarbossa (PT) querem ver aprovado um projeto de lei para o transporte de cães e gatos de até 10 quilos em coletivos, desde que acompanhados por seus responsáveis. Uma das propostas delimita o horário permitido das 9h às 17h e das 20h às 6h.

Kamila Almeida

fonte: ZERO HORA | 25 de agosto de 2013

Descontração na neve

ZERO HORA |  caderno VIAGEM | Porto Alegre 20 de agosto de 2013

DICAS ESTADOS UNIDOS

Em Aspen, fique à vontade

Esquis, snowboards e caminhadas no gelo no inverno e trilhas para caminhadas no verão fazem da cidade um destino para descontrair

Um convite para conhecer Aspen sinaliza, à primeira vista, um roteiro turístico de requinte, hotéis luxuosos, jantares caríssimos e uma paisagem povoada por celebridades internacionais escondidas atrás de coloridos equipamentos de esqui. Visitar Aspen pode ser assim, cenário de um luxo extremo, mas também consegue se transformar em um passeio descontraído, de tombos na neve nada elegantes, temperado por um almoço caseiro em um bistrô que também abriga uma descolada livraria. E ainda pode incluir a visita a uma farmácia que tem, além de remédios, brinquedos, meias grossas e equipamentos, dentre outras tantas utilidades.

Aspen, localizada no Estado do Colorado, nos Estados Unidos, é o ponto de partida para um complexo de quatro montanhas: Snowmass, Aspen Mountain, Aspen Highlands e Buttermilk. No inverno, iniciantes e veteranos se esbaldam com esquis, snowboards e caminhadas no gelo. No verão, as trilhas e os bosques ficam livres para bicicletas e acampamentos. Embora a temporada de inverno seja a mais movimentada e famosa internacionalmente, a paisagem de verão também é uma boa opção para conhecer a região.

Além de esquiar ou curtir um happy hour ao lado de empresários e artistas de diferentes partes do mundo, quem visita Aspen também tem a oportunidade de se divertir com um passeio de trenó puxado por cães ou com batata frita servida com queijo ralado, salsinha e óleo trufado (iguaria do restaurante Ajax, em ajaxtavernaspen.com). São diferentes lugares e cardápios que deixam a cidade chique com o clima de um acolhedor lugarejo interiorano.

Trenó com cachorros

Quem quiser escapar das aulas de esqui ou snowboard pode fazer uma atividade diferente: passeio de trenó na neve, puxado por cães treinados. O lugar de partida para o tour é Krabloonik, localizado próximo de Snowmass Village, onde cachorros são adestrados para isso desde 1974.

O passeio dura em torno de uma hora e inclui almoço ou jantar no restaurante local. Uma dica para a escolha no cardápio: experimente o creme de cogumelos como entrada.

– Confira mais informações em krabloonik.com

Trenó com cachorros.

Trenó com cachorros.

*A editora de ZH viajou a convite de Aspen/Snowmass e Coelho da Fonseca

ÂNGELA RAVAZZOLO*

Amigo de cachorro é amigo meu – final

ZERO HORA | caderno VIDA | Porto Alegre 17 de agosto de 2013

VIZINHO ANIMAL

DE GUARDAS A MEMBROS DA FAMÍLIA

O caráter dos cães mudou com o passar do tempo. Antes tidos como guardas de casa, hoje os cachorros estão mais para companheiros. Para alguns, são considerados membros da família, o que é explicável em um país com tendência a ter um número cada vez menor de filhos por mulher.

Psicóloga e pet terapeuta, Karina Schutz considera o cão um intermediário entre as pessoas. Nas terapias, ela utiliza animais para incentivar gente com dificuldade de socialização a se relacionar com outras pessoas. Karina compara que é mais fácil uma aproximação por meio dos bichos do que entre duas mães que passeiam com bebês em seus carrinhos:

– Os cães vão se cheirar e os donos acabarão parando para conversar. O animal atrai isso. As pessoas depositam esse afeto porque os bichos vão ficar pelo resto da vida do lado delas. Já os filhos saem de casa, acabam fazendo a vida deles. Isso explica, por exemplo, o quanto uma mãe se apega aos animais. É a síndrome do ninho vazio.

A própria Karina fez amigos a partir do seu pastor branco Phantom, de dois anos e meio. Frequentadora do Parque Germânia, criou no Facebook os grupos Aumigos do Germânia e Vips dos Aumigos – o “au” é uma referência óbvia. Os grupos contam com 169 e 35 membros, respectivamente.

– O animal é um ativador comportamental. Se a pessoa é inibida, só de sair para a rua para passear com um cachorro e alguém fazer um carinho nele já a estimula – define.

ANDRÉ MAGS

 

Amigo de cachorro é amigo meu – parte 3

ZERO HORA | caderno VIDA | Porto Alegre 17 de agosto de 2013

VIZINHO ANIMAL

CALVIN, O QUEBRA-GELO DE GABRIELA

Os bichos são um “quebra-gelo” que ajuda também na adaptação à vizinhança. Foi o que ocorreu com um casal nordestino que se mudou há três meses para Porto Alegre.

Antes de deixar Fortaleza, no Ceará, o cachorro tão amado da advogada Gabriela Pessoa, 28 anos, morreu. A chegada à capital gaúcha, onde o marido de Gabriela, o médico Sávio, conseguiu um emprego, foi recheada de tristeza. Até que a advogada decidiu procurar um novo mascote.

Em um site, descobriu um cãozinho brabo e abandonado chamado Calvin. O nome chamou a atenção porque ela é fã dos personagens de quadrinhos Calvin e Haroldo. Entrou em contato com a cuidadora do vira-lata, Andréia Braile. Foi a primeira amiga que conseguiu em Porto Alegre.

– Mando fotos do Calvin para a Andréia pela internet. Sempre falo com ela sobre a adaptação dele – conta Gabriela, que leva Calvin para passear na Praça da Encol e avança, ela mesma, na adaptação à cidade.

A professora Janete Weigel, 46 anos, e a dupla de shitsus Maya, um ano e meio, e Shiro, quatro anos, também aproveitam seguidamente o gramado da Praça da Encol. A família da professora – que se completa com o marido e dois filhos – deixou Santa Cruz do Sul e mora há cerca de três semanas na Rua Passo da Pátria. Ainda sem muitas amizades na região, ela sente que os cães serão um meio de criar laços na Capital. Já descobriu os horários em que o pessoal passeia com os cachorros na praça e tenta fazer os primeiros contatos:

– Passou uma menina há pouco com um cão pequeno e a gente se olhou, olhou para os cachorros. A raça do cachorro normalmente começa o assunto. É assim que surge uma possibilidade de se aproximar.

Graças ao vira-lata Calvin, a advogada cearense Gabriela fez sua primeira amiga em Porto Alegre.

Graças ao vira-lata Calvin, a advogada cearense Gabriela fez sua primeira amiga em Porto Alegre.

ONDE ENCONTRAR CACHORREIROS NA CAPITAL
– Parque da Redenção
– Praça da Encol
– Parcão
– Praça do Dmae
– Parque Germânia

ANDRÉ MAGS

Continua…



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