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Este dança pra cachorro

foto: André Porto/Metro

foto: André Porto/Metro

Uma prática recreativa com cães de estimação ainda não tão popular no Brasil quanto o frisbee, o flyball e o agility vem ganhando adeptos graças à iniciativa de profissionais do centro do pais, como o treinador André Barreto, de São Paulo. É o Dog Dance Freestyle, ou, simplesmente, “dança com cães”. Barreto é um dos pioneiros do esporte por aqui e o primeiro brasileiro a apresentar uma coreografia completa com música ensaiada. “Divulgo o esporte há 13 anos, e até aqui já ensinei cerca de 30 cães a dançarem com seus donos”, conta. Segundo ele, a dança com cães é uma atividade que oferece inúmeras vantagens na relação dos donos com seus pets, não só porque estimula a intimidade e a comunicação entre homem e animal mas também porque forma “cães mais obedientes, alegres e saudáveis”.

Quem prática três sessões de 25 minutos por semana de “dog dance”, seja em movimentos de solo ou de impacto – que incluem saltos – proporciona ao pet um condicionamento cardiorrespiratório equivalente a caminhadas diárias de 40 minutos em ritmo acelerado, sendo que o trabalho muscuIar também é bastante completo. Isto acaba beneficiando animais com problemas nas articulações ou displásicos, já que muitos movimentos são pensados para enrijecer os músculos.

A principio, qualquer animal, não importando sua estatura, peso, força, temperamento ou raça, pode ingressar no treinamento. Alguns cuidados básicos, porém, devem ser levados em conta. Cães com menos de um ano de vida, por exemplo, não devem ser estimulados a saltar ou fazer quaisquer movimentos que coloquem em risco sua formação. “Essa modalidade se adapta facilmente às limitações físicas do animal. Mas o treino só pode ser traçado depois de uma avaliação veterinária para determinar quais movimentos ele estará apto a realizar”, pondera Barreto.

Feita a avaliação, todo cão deve previamente conhecer os comandos básicos: “senta”, “junto”, “deita”, “fica” e “vem”. As coreografias podem chegar até 80 dicas verbais na sequência avançada. “Os cães acabam adquirindo mais confiança e ficam menos ansiosos e agressivos”, afirma o treinador. Para o aprendizado dos movimentos, basta que o bicho saiba seguir um alvo manipulado pelo dono, que pode ser o dedo indicador.

Fotos: André Porto/Metro

Fotos: André Porto/Metro

Fonte: jornal Metro Porto Alegre

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Babá de Cachorro

Tatiana Antunes: Brincadeiras fazem parte da visita | Fotos: André Porto / Metro

Foto: André Porto / Metro

Todo mundo que tem um animal de estimação, provavelmente já passou por aquela situação de precisar pedir para um amigo, parente ou vizinho dar uma olhada, passear e alimentar o seu pet por causa de uma viagem. Hoje existe uma nova opção para aqueles que não podem levar o pet na viagem ou que precisem deixá-lo sozinho por mais tempo do que o normal, essa alternativa é o serviço de pet-sitter. Nada mais é do que um serviço de babá para animais, uma boa alternativa aos hotéis para animais.

A grande vantagem é que o pet não precisa enfrentar um estresse maior do que o necessário, já que fica no ambiente dele mesmo e também não corre o risco de pegar doenças de outros animais, algo que pode acontecer em hotéis.

Os pet-sitters fazem a higiene do local onde o animal fica, trocam a água e ração, limpam o “banheiro”, brincam e levam para passeios. Tudo de acordo com o que foi tratado de antemão com os donos.

Claro que deixar o seu animalzinho aos cuidados de estranhos sempre deixa os donos com um pé atrás, por isso é política das empresas uma visita prévia para tirar dúvidas, apresentar a babá, definir o que e quando serão feitas as visitas e que partes da casa o pet-sitter vai ter acesso, e claro, assinar um termo de serviço. Ah, vale lembrar que o ideal é que o profissional seja especializado em comportamento animal.

Não demora muito vai ser uma atividade tão popular quanto os passeadores e spas para pets.

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Fotos: André Porto / Metro

Fonte: Metro

A rede social dos pets

Metro | Porto Alegre | 10 de junho de 2012

Ambiente virtual. Criado para donos de animais dividirem dúvidas e paixão pelos bichinhos, Farobook ganha usuários.

São dedos humanos, mas é como se fossem patas digitando palavras no computador. Na rede social dos pets, o “tchau” é trocado pelo “Au, Au” ou “Miau”. Já a palavra “lambidas” representa o beijo que anuncia a despedida em uma postagem. No Farobook é assim: os usuários viajam sobre o imaginário animal e reproduzem uma versão pet da consagrada rede social norte-americana.

Criado no fim de 2012, o Farobook já superou mais de 6 mil internautas, que se registram na rede social brasileira com diversos propósitos. A estrutura do site é bastante semelhante a de outros do gênero, com reserva para a publicação de foto, vídeo e bate-papo entre usuários, que devem criar conta informando o nome do pet, seguido pelo seu real entre parênteses.

Marcos Rodrigues, 46 anos, responsável pela criação do site, percebeu que as fotos de animais de estimação postadas no Facebook eram seguidas de registros sobre outros assuntos, desvirtuando o tema pet da pauta central e, assim, começou a projetar o Farobook. “Tinha muita gente que postava coisas de animais, mas logo abaixo tinha postagem de acidente de carro, daí se perdia”, explica o
eletricista que vive em Santos, no litoral paulista.

Na rede social não é permitida a publicação de imagens de animais feridos ou mortos, nem mesmo com propósito de denúncia.

Site foi criado em 2012 e conta com 6 mil usuários.

Site foi criado em 2012 e conta com 6 mil usuários.

6 mil usuários já têm conta cadastrada no Farobook, segundo os administradores da rede social brasileira. “Tinha muita gente que
postava coisas de animais (no Facebook), mas abaixo tinha outras postagens e se perdia.” (MARCOS RODRIGUES, CRIADOR DO SITE)

Micheli, moradora de Porto Alegre, é uma das mais novas usuárias do site.

Micheli, moradora de Porto Alegre, é uma das mais novas usuárias do site.

Na busca por um filho

Micheli Sielecki costuma brincar que vive com irmã e sobrinha, mas que ainda sente falta de ter um filho. Os cães das raças shitzu e schnauzer, de seu irmão e mãe, respectivamente, são criados em Porto Alegre pela analista de sistemas de 27 anos, natural de Santo
Ângelo. A vontade de adotar um pet a aproximou do Farobook, há cerca de uma semana.

Na seção “Farejando” do site há anúncios de adoção de cães e gatos e é aí que reside a esperança de Micheli em encontrar mais um
companheiro. “Não busco cachorro pela raça ou pelo amor, mas pela condição do animalzinho. Há animais na rua que precisam de carinho”, explica.

Filha de proprietários de uma indústria de artigos para pet shop, Micheli sempre viveu cercada por animais, mas, ao entrar no Farobook, espantou-se com a paixão dos donos pelos seus bichinhos. “No começo foi muito engraçado porque era como animais falando entre si, demorei para entender”, diverte-se.

Além dos chats, fóruns levantam dúvidas recorrentes sobre a criação dos animais. Na rede social também dividem espaço com
proprietários de cães e gatos, donos de peixes, cavalos e até mesmo hamster. Para participar basta ir ao site www.farobook.com.br,
levar o cursor ao ícone “registrar”, informar nome e e-mail e anexar uma imagem de seu pet no avatar do usuário.

10%das contas cadastradas no Facebook são supostamente administradas por animais, apontou uma pesquisa realizada pela companhia de marketing da eMarketer.

“É um lugar para espalhar o amor, não cabe a dor. Postagens de animais sofrendo, nem que seja para denúncia ou mesmo vídeo, não
são aceitos. Aqui, quem tem animal de estimação é bem-vindo, seja cão, gato, iguana, cavalo, hamster ou peixe.” (MARCOS RODRIGUES, FUNDADOR DO FAROBOOK)

Fonte: Jornal Metro



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