Posts Tagged 'CBKC'

Quero ser um criador. E agora?

SÁBADO, 21 DE JULHO DE 2012

Que tipo de criador eu quero ser?

Em primeiro lugar, vale esclarecer que dificilmente um bom criador obterá lucro financeiro com a produção do seu canil. Sim, existem aqueles que criam visando lucro financeiro, e até conseguem, mas temos que analisar a que “custo” isso é possível. E existem, também, aqueles que decidem ser criadores simplesmente porque amam os cães e querem aprimorar a raça.
Um criador que visa o lucro, precisa pensar em como reduzir, ao máximo, os gastos. Isso quer dizer que, fatalmente, vai relaxar nos cuidados e buscar subprodutos para tratar seus cães. Vai economizar comprando uma ração de baixa qualidade (ou “standard”), comprar vacinas mais baratas (e não tão eficientes), espaçar mais as vermifugações, utilizando remédios de segunda linha, e por aí vai. Além disso, vai vender um cão a qualquer pessoa que possa pagar por ele, sem critério de seleção para um futuro promissor ao filhote.

Muitas vezes, esse tipo de criador não registra os filhotes, e coloca anúncios do tipo: “com pedigree, sem registro” (isso não existe!!), ou “filhotes puros, pais com pedigree” (e aí, quem garante?). Outro problema desse “tipo” de criação, é que não há o controle genético, por meio de exames específicos (geralmente caros), para evitar que os filhotes desenvolvam doenças hereditárias. Aí o “criador” anuncia: “os pais têm todos os exames de saúde em dia”. A pergunta é: quais exames? Aqui, não estamos falando nos exames corriqueiros pedidos pelos médicos veterinários clínicos, como hemograma, parasitologia, etc., que são, sim, igualmente importantes e necessários. Mas, sim, de exames, realizados por profissionais especializados, como oftalmologistas (exame de fundo de olho, para detectar se o cão é livre de doenças como a catarata juvenil, o glaucoma, a distrofia de córnea, atrofia progressiva da retina, entre outras), radiologistas (exame de quadris e cotovelos, por meio de radiografias, para detectar se o cão é livre de displasia coxofemoral ou de cotovelos), entre outros.

Canso de receber mensagens de pessoas que estão enfrentando problemas de saúde com seus cães, e o “criador” do cão, que é quem deveria estar dando o apoio e orientações ao proprietário, já não se interessa, porque sua parte, de embolsar o dinheiro da venda, já está cumprida. Aí o cão, que custou barato ao comprador, agora está cheio de problemas, tem desvios de temperamento, doenças genéticas… E o proprietário, que se deixou enganar por propaganda enganosa ou que pensou estar fazendo um ótimo negócio pagando barato pelo seu filhote, agora se vê em apuros e gasta tudo o que pode e o que não pode para tratar do animal. Sim, o barato pode custar MUITO CARO!!
Exemplo das condições de um Husky Siberiano mantido por um fabricante de filhotes.

Exemplo das condições de um Husky Siberiano mantido por um fabricante de filhotes.

Vai por mim: se o valor de um bom cão, provindo de um criador que faz um trabalho sério pela raça, estiver fora do seu orçamento, adie o sonho de ter um belo cão de raça e adote um vira-latas! Os cães “sem raça definida” são excelentes companheiros, costumam ser naturalmente saudáveis, porque vêm de uma “seleção natural” – não é regra, mas não é à toa que costuma-se dizer que os SRD’s são mais fortes e saudáveis que os cães de raça. Por que isso acontece? Um criador que visa lucrar com a venda de cães de raça, não se importa em selecionar pelo padrão morfológico e nem pela saúde física ou mental dos cães. Para eles, se o cão é “puro”, ou se parece com a raça, vai para reprodução, não interessa se o cão e cego, se tem dificuldades para se locomover, se é epilético. Muitas vezes, como tais cães não têm boa procedência, podem ser frutos de cruzamentos entre parentes muito próximos e seus problemas de saúde se agravam. Ou, o criador está buscando determinada cor de olhos, comprimento ou cor da pelagem, e não liga para nada além disso, pois sua “seleção” visa apenas atender o “mercado”, sua lista de possíveis compradores, que querem um cão da tal cor, com a tal pelagem, e os olhos da cor tal.

Muitas vezes, esse tipo de criador participa de feiras, ou repassa seus filhotes para serem vendidos em eventos ou em pet shops. Não aconselho, em hipótese alguma, comprar um animal em feiras ou em pet shops! É impossível saber o histórico desses filhotes, das condições em que foram criados, de ver seus pais ao vivo a fim de verificar sua procedência. Como saber se esse filhote não foi vítima de abusos ou maus-tratos, sem conhecer sequer o local onde nasceu e foi criado? Comprar dessa forma, é incentivar a má criação, o abuso, e correr o risco de pegar uma verdadeira “bomba-relógio”. Esses cães são manuseados por várias pessoas, podem estar contaminados por parasitas ou vírus, e podem vir a morrer em poucos dias após chegar em sua casa.
Por outro lado, um criador que se importa com seus cães e quer o melhor para eles e para a evolução da raça, vai selecionar criteriosamente os animais que serão usados na reprodução. Vai estudar a fundo o padrão da raça, vai trocar informações com criadores mais experientes, vai buscar o melhor espaço para criá-los, vai pesquisar qual é a melhor alimentação, a melhor vacina, os melhores medicamentos, os melhores especialistas. Vai “se matar trabalhando” para investir o máximo possível em sua criação. Seus cães fundadores custarão caros, muitas vezes serão importados de canis renomados, terão vários exames de saúde à disposição, realizados por especialistas.
O bom criador fará uma série de perguntas aos possíveis novos proprietários, e não apenas irá “trocar” o filhote por uma pilha de dinheiro. Ele se preocupará com a preservação da sua linhagem, buscando pessoas conscientes que saibam que um cão “pet”, que será o mascote da nova família, não precisa reproduzir, e viverá melhor sendo esterilizado. Dessa forma, o criador e o proprietário estarão prevenindo uma série de doenças que são desenvolvidas por causa da ação dos hormônios sexuais, como o câncer nas glândulas mamárias e nas adanais, somente para citar alguns exemplos.
Um contrato entre criador e proprietário é sempre recomendável, pois aí um assegura a saúde e pureza do cão, e o outro se compromete com os cuidados adequados e a preservação da linhagem, além de outras cláusulas que garantirão direitos e deveres de ambas as partes sobre aquele cão.
Como faço para abrir um canil?
Aqui vale iniciar dizendo que um canil não é, necessariamente, uma estrutura física, cheia de baias, jaulas ou canis, e nem é preciso ter um monte de cães reprodutores. Podem-se ter, simplesmente, os cães no aconchego do lar, dentro de casa, com acesso ao jardim. Ter uma fêmea, com registro, já é o suficiente para homologar um canil.
O fato é que “ter um canil” é registrar um nome, junto à CBKC (Confederação Brasileira de Cinofilia), pagando as taxas necessárias. Isso lhe dará a possibilidade de registrar ninhadas, tendo, dessa forma, os pedigrees dos filhotes produzidos. Ressalto, porém, que apenas filhotes que tenham AMBOS os pais registrados, poderão ter seus pedigrees emitidos.
Dito isso, o próximo passo é dirigir-se a um KENNEL CLUBE, e solicitar os formulários de registro de canil e realizar o pagamento das taxas correspondentes. O interessado deverá levar 3 sugestões de nome de canil, em ordem de preferência, sendo que um deles será homologado junto à FCI (Federação Cinológica Internacional), com sede na Bélgica.
Os Kennel Clubes servem como um cartório, além de promoverem outras atividades para seus sócios. Para saber sobre o Kennel Clube mais próximo, basta entrar no site da CBKC (www.cbkc.com.br).

 

Anúncios

Cinofilia oficial: por quê criar cães de raça e com pedigree?

SÁBADO, 2 DE JULHO DE 2011

Breve Histórico

A seleção de cães existe desde a pré-história, quando o homem passou a considerar a funcionalidade e a utilidade dos cães e, assim, começou a selecionar casais mais aptos para determinadas tarefas, de acordo com as necessidades das tribos ou grupos de pessoas. A partir dessa seleção artificial, baseada em aptidões, comportamento ou habilidades físicas, surgiram inúmeras raças.

Cães molossos, por exemplo, eram utilizados em combates.

Cães molossos, por exemplo, eram utilizados em combates.

Para que as características desejáveis de cada raça fossem mantidas, foram criados os “standards”, ou padrões, que ditam a conformação física e comportamental de cada raça, servindo como um guia para os criadores produzirem cães dentro de um tipo definido, que diferenciam uma raça da outra.

A fim de ordenar esse sistema, foram criadas entidades oficiais de cinofilia no mundo, que promovem o registro de cães de raça pura e, desta forma, instrumentalizam os criadores com os pedigrees, que lhes permitem analisar a genealogia de cada indivíduo canino.

Atualmente, as raças estão divididas em grupos de cães de tipos distintos, ou grupos funcionais, como cães pastores, de caça, molossos, e assim por diante.

Pela Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC), as raças estão divididas em 11 grupos:

Grupo 1 – Pastores e Boiadeiros (exceto suíços);
Grupo 2 – Tipo Pinscher, Schnauzer, Molossos e Boiadeiros Suíços;
Grupo 3 – Terriers;
Grupo 4 – Dachshunds;
Grupo 5 – Spitz e Primitivos;
Grupo 6 – Sabujos e Pista de Sangue;
Grupo 7 – Aponte (caça);
Grupo 8 – Recolhedores, Levantadores e D’água (caça);
Grupo 9 – Companhia;
Grupo 10 – Lebréis e Lebreiros (galgos);
Grupo 11 – Raças em reconhecimento.

Nota: O Husky Siberiano pertence ao Grupo 5, que está assim relacionado:

GRUPO 05 – Cães Spitz e Tipo Primitivo.

Seção 1 – Cães Nórdicos de Trenó.
1. Escandinávia.
2. Rússia.
3. EUA.

Exemplo: Husky Siberiano.

Exemplo: Husky Siberiano.

Seção 2 – Cães Nórdicos de Caça.
1. Noruega.
2. Rússia.
3. Suécia.
4. Finlândia.

Exemplo: Norwegian Elkhound.

Exemplo: Norwegian Elkhound.

Seção 3 – Cães Nórdicos de Guarda e Pastoreio.
1. Islândia.
2. Noruega.
3. Suécia.
4. Finlândia.

Exemplo: Icelandic Sheepdog.

Exemplo: Icelandic Sheepdog.

Seção 4 – Spitz Europeus.
1. Alemanha.
2. Itália.

Exemplo: Spitz Alemão Anão (Pomerania).

Exemplo: Spitz Alemão Anão (Pomerania).

Seção 5 – Spitz Asiáticos e Assemelhados.
1. China.
2. Alemanha.
3. Japão.

Exemplo: Chow Chow.

Exemplo: Chow Chow.

Seção 6 – Tipo Primitivo.
1. Israel.
2. Malta (Grã-Bretanha).
3. México.
4. Peru.
5. Região da África Central.

Exemplo: Basenji.

Exemplo: Basenji.

Seção 7 – Tipo Primitivo de Caça.
1. Espanha.
2. Itália.
3. Portugal.

Exemplo: Ibizan Hound.

Exemplo: Ibizan Hound.

Seção 8 – Tipo Primitivo com Crista Dorsal.
1. Tailândia.

Por quê escolher uma raça?

Quando alguém decide ter um cão, provavelmente esteja buscando, mesmo que inconscientemente, determinadas características que deseja em um animal com o qual vai conviver por vários anos.

Cada raça tem suas características e aptidões inerentes, provindas de anos e anos de seleção de cruzamentos. Existem, atualmente, mais de 200 raças reconhecidas, e é bem provável que haja a raça ideal para cada pessoa, condizente com seu estilo de vida e personalidade, o que facilita, e muito, na hora da escolha. Cada raça carrega consigo um “padrão”, que descreve como deve ser o caráter, a morfologia, etc.

Por isso, é fundamental que se busque o máximo de informações possíveis sobre a raça antes de tomar a decisão final, e nunca adquirir um cão por impulso ou por vaidades.

Diz um ditado: “HOJE ESTÃO NA MODA, AMANHÃ ESTÃO JOGADOS NA RUA”, que exemplifica o que acontece em muitos casos, onde a pessoa se encanta por um filhotinho ou por determinada raça que está na moda, e depois o “brinquedo” acaba crescendo, ou perdendo a graça, e o cão acaba atirado no fundo do quintal sem cuidados adequados, ou jogado na rua.

Caso o comportamento e as características físicas sejam indiferentes na busca por um cão, ou se o valor de um cão de raça, provindo de um criador responsável e idôneo, esteja fora de cogitação, incentivamos o resgate de cães de raça abandonados em abrigos, ou mesmo o recolhimento de cães de rua que, além de um ato louvável de compaixão, ajuda a salvar vidas e a diminuir um problema que cada vez aumenta mais no nosso país.

O que é e para que serve o PEDIGREE?

“Pedigree” é o nome dado ao registro de origem do cão de raça pura, que contém, além de dados como nome, sexo, data de nascimento, número de registro, nome do criador e do proprietário e número de microchip ou tatuagem, a árvore genealógica do animal – pais, avós e bisavós, bem como os títulos oficiais obtidos por cada um.

Exemplo de pedigree da CBKC.

Exemplo de pedigree da CBKC.

Esse documento deve ser apresentado pelo criador do cão no ato da entrega do filhote ou cão adulto para o novo proprietário e, caso ainda não esteja pronto, o criador deverá apresentar o protocolo de registro da ninhada, e enviar o pedigree posteriormente ao proprietário.

O pedigree serve como um guia para o criador selecionar o casal que irá reproduzir, pois visualizando-o, ele será capaz de identificar o nível de consangüinidade (inbreeding, linebreeding, outcrossing), propensão a doenças hereditárias, características da família, etc.

Quem emite o pedigree é a entidade oficial de registros genealógicos de cães de cada país, e são encaminhados pelo criador, isto é, aquele que possui a fêmea mãe dos filhotes (matriz).

Ambos pais devem ter pedigree para que o registro de uma ninhada seja possível.

Estrutura da Cinofilia Oficial no Brasil

O Brasil tem uma cinofilia oficial organizada, regida pela Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC). A CBKC segue as normas da entidade maior, em nível mundial, que é sediada na Bélgica: a Federacion Cinologuique Internacionale (FCI).

A CBKC abrange todo o território nacional, por isso, delega seus poderes de cartório de registros, organização de eventos (exposições) e homologação de títulos, a seus clubes afiliados, os chamados “Kennel Clubes”, espalhados por diversas cidades do país. Alguns estados possuem, ainda, Federações Cinologicas ou de Cinofilia, que regem todos os Kennel Clubes.

O proprietário da fêmea (matriz) deverá requerer, junto a um Kennel Clube, o registro de canil, que servirá para registrar os filhotes gerados. Lembrando que é essencial que a matriz e o macho escolhidos para o cruzamento tenham pedigree.  O nome do canil será o sobrenome dos filhotes, identificando, dessa forma, a origem dos animais.
No site da CBKC, poderão ser encontradas as normas e regras que regem todo esse processo.

Imagens das raças (exemplos) capturadas do site do American Kennel Club (AKC). É proibida a cópia parcial ou total sem autorização dos textos e fotos aqui publicados. Todos os direitos autorais reservados.

Padrão Oficial da Raça – Husky Siberiano

Padrão Oficial da Raça – Husky Siberiano

QUINTA-FEIRA, 25 DE NOVEMBRO DE 2010

BKC nº 270 de 25/04/94 – FCI nº 270b de 18/04/79

País de origem: Estados Unidos
Nome no país de origem: Siberian Husky

akc_siberian1

APARÊNCIA GERAL: o Husky Siberiano é um cão de trabalho, de porte médio, rápido, ágil, fluente e gracioso em ação. Seu corpo, moderadamente compacto, pelagem densa, orelhas eretas e cauda em pincel, revelam sua herança nórdica. Sua movimentação característica é suave e sem esforço aparente. Sua performance original, no arreio de trenó é muito eficiente, transportando cargas leves, a velocidade moderada, atravessa grandes distâncias. As proporções e formas de seu corpo refletem esse equilíbrio básico entre a velocidade, a força e a resistência. Os machos da raça Husky Siberiano são bem masculinos, mas, nunca grosseiros; as fêmeas, bem femininas, sem fragilidade estrutural. Em condições ideais, com sua musculatura firme e bem desenvolvida, o Husky Siberiano não transporta peso excessivo.

Standard_ picture2

Proporções e angulações – o Husky Siberiano deve ser bem balanceado na estrutura frontal e traseira.

CABEÇA: crânio de tamanho médio e proporcional ao tronco, topo ligeiramente arredondado, afinando, gradualmente, do ponto mais largo em direção aos olhos.

FOCINHO: de comprimento médio, isto é, a distância da ponta do nariz ao stop é bem definida e a cana nasal é reta, do stop à ponta do nariz. A largura do focinho é média afinando gradualmente para a trufa, sem que a ponta seja coniforme ou romboédrica. Os lábios são bem pigmentados e bem ajustados; os dentes fecham-se com a mordedura em tesoura.

ORELHAS: tamanho médio, triangulares, de inserção alta e próximas. Espessas, bem revestidas, com a face posterior (concha acústica) levemente arqueada, e rigidamente empinadas, verticais, com as pontas levemente arredondadas.

OLHOS: amendoados, moderadamente afastados e inseridos sutilmente oblíquos. A expressão é penetrante, mas amigável, interessada e até com uma pitada de malícia. A cor dos olhos pode ser marrom ou azul; é aceitável um de cada cor ou particoloridos.

TRUFA: preta, nos exemplares de cor cinza, castanho e preta; fígado nos cães cor de cobre; podem ser cor de carne nos cães branco puro. É aceitável o “nariz de neve”, rajado de rosa.

TRONCO: pescoço de comprimento médio, arqueado e, em stay, mantido erguido. No trote, adianta o pescoço, portando a cabeça sutilmente à frente.

OMBROS: a escápula é inclinada, fazendo um ângulo, aproximado, de 45º com o solo. O úmero é ligeiramente angulado para trás, desde a ponta do ombro até o cotovelo, nunca vertical. Os músculos e ligamentos, que mantêm os ombros articulados ao tórax, são firmes e bem desenvolvidos.

Proporções e angulações da frente - úmero e escápula de tamanho proporcional e ombros angulados em 45°.

Proporções e angulações da frente – úmero e escápula de tamanho proporcional e ombros angulados em 45°.

PEITO: profundo e forte, sem ser muito largo, com o ponto mais baixo logo atrás dos cotovelos e no mesmo nível. Costelas bem arqueadas, desde a articulação com a espinha, achatando-se nos flancos, de modo a proporcionar liberdade de ação.

DORSO: é reto e forte, com a linha superior nivelada da cernelha à garupa. De comprimento médio, sem ser curto nem excessivamente longo. O lombo é tendido e seco, mais estreito que o tórax e, no ventre, ligeiramente esgalgado. A garupa faz um ângulo com a linha superior, mas nunca a ponto de comprometer
a propulsão dos posteriores. De perfil, o comprimento do tronco, da ponta dos ombros ao extremo posterior da garupa, é ligeiramente maior que a altura na cernelha.

ANTERIORES: visto de frente, em stay, os membros são moderadamente afastados, paralelos e retos, com os cotovelos trabalhando rente ao tórax e corretamente direcionados para frente. De perfil, os metacarpos são ligeiramente inclinados, com as articulações cárpicas fortes e flexíveis. A ossatura é substanciosa sem ser pesada. O comprimento do membro, do cotovelo ao solo, é ligeiramente maior que a distância do cotovelo à cernelha.

Frente correta - pernas paralelas e fortes.

Frente correta – pernas paralelas e fortes.

POSTERIORES: visto por trás, e em stay, os membros são paralelos e moderadamente afastados. As coxas são bem musculadas e poderosas, joelhos bem angulados, jarretes curtos com articulações bem definidas. Ergôts (quinto dedo) devem ser removidos.

Posteriores corretos - paralelos e fortes.

Posteriores corretos – paralelos e fortes.

PATAS: de tamanho médio, ovais sem serem longas, compactas e bem revestidas entre os dedos e almofadas plantares. As almofadas são bem acolchoadas, com a sola resistente. Em “stay”, as patas ficam corretamente direcionadas para frente.

CAUDA: bem revestida, com o formato da cauda da raposa e inserida logo abaixo do nível da linha superior e, geralmente, portada acima da linha do dorso, fazendo uma graciosa curva em foice, quando o cão está em atenção, sem enrolar para os lados, nem se achatar sobre o dorso. Em trabalho ou em repouso, é normal a cauda ficar caída. Pêlos, de comprimento médio, aproximadamente, do mesmo tamanho em todas as direções, conferindo o aspecto de uma escova redonda.

Nas duas figuras, exemplos de caudas portadas corretamente em movimento.

Na figura, exemplos de caudas portadas corretamente em movimento.

MOVIMENTAÇÃO: a característica do Husky Siberiano é a movimentação suave e fluente e, tão leve, que parece não fazer o menor esforço. Rápido e ágil, devendo ser apresentado nas exposições com a guia frouxa. Para exibir, o alcance dos anteriores e a propulsão dos posteriores, o trote deve ser um pouco mais rápido. No exame de ida e volta, a passo, o Husky Siberiano não converge os membros numa trilha única, mas à medida que a velocidade aumenta, os membros convergem e se aproximam gradualmente, até que as almofadas plantares pisem sobre a linha da projeção no solo, do eixo longitudinal do corpo. Conforme as pegadas convergem, os membros anteriores e posteriores movimentam-se no mesmo alinhamento, com os joelhos e cotovelos movimentando-se corretamente direcionados para frente. Cada membro posterior se move para alcançar a pegada do anterior do mesmo lado. Durante a movimentação a linha superior se mantém firme e nivelada.

Movimentação passo-a-passo.

Movimentação passo-a-passo.

Movimentação lateral correta - bem balanceada, com bom alcance de anteriores e boa propulsão de posteriores.

Movimentação lateral correta – bem balanceada, com bom alcance de anteriores e boa propulsão de posteriores.

PELAGEM: dupla, de comprimento médio, aparência bem peluda, sem ser longa a ponto de empanar o contorno bem definido do cão. Subpêlo macio e denso, de comprimento necessário para armar a pelagem de cobertura. Os pêlos são retos, suavemente assentes, uniformes, sem ser ásperos ou eriçados. A ausência de subpêlo durante a época da muda é normal. É permitido aparar os bigodes e tufos entre os dedos e em volta das patas para apresentação mais elegante. Em qualquer outra parte do cão a tosa não deve ser tolerada devendo ser severamente penalizada.

COR: do preto ao branco puro, todas as cores são permitidas. A variedade de marcações na cabeça é comum, incluindo muitas combinações, não encontradas em outras raças.

TEMPERAMENTO: o temperamento característico do Husky Siberiano é amigável, gentil, mas também atento e expansivo. Não demonstra as qualidades possessivas do cão de guarda, nem é desconfiado com estranhos ou agressivo com outros cães. Algumas atitudes de reserva e dignidade podem ser esperadas de um cão amadurecido. Sua inteligência, tratabilidade e boa disposição, tornam-no uma companhia agradável e um cão disposto ao trabalho.

TAMANHO – ALTURA – PESO: machos de 53 cm a 60 cm na cernelha. Fêmeas, 51 a 56 cm (20 a 22 polegadas) na cernelha. Peso – machos: 20,5 a 27 quilos (45 a 60 libras). Fêmeas, 16 a 22 quilos (35 a 50 libras). O peso é proporcional à altura. As medidas mencionadas acima representam os limites de altura e peso. Não há preferência para qualquer dos extremos.

SUMÁRIO: as mais importantes características do Husky Siberiano são: tamanho médio, ossatura moderada, proporções bem balanceadas, movimentação fluente e livre, pelagem apropriada, cabeça e orelhas agradáveis, cauda correta e boa disposição. Qualquer aparência de excesso de ossatura ou peso, movimento restrito ou desajeitado, pelagem longa e áspera, é penalizável. O Husky Siberiano nunca parece tão pesado ou grosseiro a ponto de sugerir um animal de carga, nem é tão leve e frágil para sugerir um animal de corrida. Em ambos os sexos, o Husky Siberiano revela grande resistência. Acrescente-se às faltas já registradas, as faltas estruturais comuns a todas as raças, tão indesejáveis no Husky Siberiano como em qualquer outra raça, embora não sejam especificamente mencionadas aqui.

FALTAS: cabeça grosseira ou pesada, cabeça muito cinzelada. Focinho pontudo ou grosseiro, focinho curto ou comprido, stop insuficiente, qualquer mordedura, que não em tesoura. Orelhas muito grandes em proporção à cabeça, inseridas muito separadas, sem ser fortemente eretas. Olhos de inserção oblíqua ou muito próximos. Pescoço muito curto e grosso, pescoço muito longo. Ombros retos, ou soltos. Peito muito largo, costelas em barril, sem curvatura ou fracas. Dorso frágil ou selado, dorso carpeado, linha superior inclinada. Metacarpos fracos, ossos muito pesados, muito estreito ou frente muito larga, cotovelos abertos. Joelhos retos, jarretes de vaca, posteriores muito fechados ou abertos. Dedos fracos ou espalmados, patas muito grandes e grosseiras, patas muito pequenas e delicadas; desvios para dentro ou para fora. Cauda quebrada ou enrolada, excessivamente empulmada, de inserção muito alta ou baixa. Movimentos curtos, saltitantes ou arritmados, bamboleantes ou desajeitados; movimento cruzado, movimentação de caranguejo. Pelagem longa, áspera ou felpuda, textura muito áspera ou sedosa, trimming de pelagem fora das regiões permitidas.

DESQUALIFICAÇÕES: machos, acima de 60 cm e fêmeas, acima de 56 cm.

NOTA: os machos devem apresentar dois testículos visivelmente normais, bem acomodados na bolsa escrotal.

É proibida a cópia parcial ou total sem autorização dos textos e fotos aqui publicados. Todos os direitos autorais reservados.

Postado por Bukharin Siberians

Horários de Pista – FESTICÃO

Prezados Expositores,
250 inscrições!!!! Um Sucesso esta edição do Festicão!

Teremos que unir esforços para o rigoroso cumprimento dos horários, pois a organização da exposição depende do envolvimento de TODOS!!!
Não haverá chamada para entrada dos cães em pista, por favor atenção aos horários.

Muito Obrigada!
Diretoria FECIRS

http://www.fecirs.com.br/expo/circ11/horfesticao_ago11.pdf

LII EXPOSIÇÃO ESPECIALIZADA – comemorativa 25 anos

CLUBE DO HUSKY SIBERIANO DO ESTADO DE SÃO PAULO

Protocolo de Homologação  – SPAB/2E-10720 Á 10721/09

LII  EXPOSIÇÃO ESPECIALIZADA – comemorativa 25 anos

Árbitro:  Sra. Mônica Correia do Amaral  (PR)

Árbitro Reserva:  Sr. Neide C. L. Paduano (SP)    

2. Match da Raça: Marcelo Mazoni  (Weisswolf Kennel – MG)

Confraternização & surpresas

PROGRAMAÇÃO:   Sábado  20/11/2010 –  início previsto : 17:00hs – após o julgamento das finais dos grupos das exposições gerais do CPC, conforme regulamento da CBKC.

Obs. O julgamento do 5º grupo das exposições. Gerais do CPC – 1 Int e 2 Pan no sábado!LOCAL:  Pavilhão da FOB em Itatiba SP – Av. Luciano Consolini, 1500

Mais detalhes no site http://www.fob.org.br/            

INSCRIÇÕES:

Condições especiais para sócios do CHESP em dia com a anuidades até  2010

Valor:   ……………………………….  R$ 30,00

A partir do 2º cão (do mesmo proprietário): R$ 25,00    

Veteranos, iniciantes e filhotes …R$ 25,00

Não sócios …………………….. R$ 30,00 p/cão inscrito em qualquer classe/número de cães

Match …………………………………..R$ 5,00 p/cão – sócio não paga.

FAX/Fones :   11- 3834 2077 , 11-47035968

E-Mail: clubedohuskysiberianosp@hotmail.com ou http://www.dogshow.com.br/ (favor confirmar p/email)

ENCERRAMENTO DAS INSCRIÇÕES: 

Inscrições  até 16.11.2010 (Terça-feira) às 20hs  impreterivelmente.

Hotel Fazenda Green Gold  – aceita cães – fones 11-45380773 c/Sra.Vilma

Itatiba Colonial Hotel – não aceita cães – fones 11-45381210 c/Sr. Evandro

Obs. vagas limitadas!

1) De acordo com as Resolução da CBKC nºs 0040/95 e 143, não será permitida propaganda de qualquer outra marca de ração, a não ser a do Patrocinador Oficial.

2) O não comparecimento do exemplar não isenta o pagamento da taxa.

3) Celular no Dia: (11) 9947 2805 – Monika

4) O CHESP não se responsabiliza por inscrições passadas por fone ou fax, sem as confirmações.

5) Nas inscrições deverão constar nome e endereço completo do proprietário e o número de identificação (chip) do cão – porte da carteira de vacinação é obrigatório no evento.

6) Solicitamos dos senhores expositores a gentileza de manterem limpos seus acampamentos.

Togo e Vida na Cães & Cia

O Togo da Mariana saiu na revista Cães & Cia de abril de 2010, na seção Cães de Destaque como o 3º melhor siberiano de criação nacional no ranking da CBKC de 2009 e a Vida da Márcia como a melhor siberiana entre os importados.

Cães & Cia pg 45, ed 371 (abril/2010)

Parabéns Togo, Mariana, Vida e Márcia!!

Padrão da raça Husky Siberiano

Links com o padrão da raça segundo a FCI – Fédération Cynologique Internationale ( principal entidade da cinofilia mundial), a qual a CBKC – Confederação Brasileira de Cinofilia (principal entidade brasileira) é filiada. E os padrões utilizados pelas outras duas entidades cinófilas nacionais: SOBRACI (Sociedade Brasileira de Cinofilia Independente) e ACB (Associação Cinológica do Brasil).



%d blogueiros gostam disto: