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Eletrônicos voltados a donos de cães e gatos começam a ganhar espaço na capital gaúcha

Novidades tecnológicas facilitam o cuidado dos animais de estimação

Aplicativo para smartphone ajudou Gabriela a reduzir os problemas com os latidos de Chopp Foto: Carlos Macedo / Agência RBS

Aplicativo para smartphone ajudou Gabriela a reduzir os problemas com os latidos de Chopp | Foto: Carlos Macedo / Agência RBS

Popularizados entre japoneses, americanos e europeus, aplicativos e apetrechos tecnológicos que prometem facilitar a vida dos donos de pets começam a chegar ao Brasil. São itens como calendários de vacinas para smartphones, coleiras com lanterna LED para o passeio noturno ou cortadores de unha com sensores de aproximação da pele, que têm virado objetos de desejo no lastro da profusão dos celulares e da escassez de tempo para tomar conta dos peludos.

A dentista Gabriela Correa Ferreira, 32 anos, resolveu recorrer à tecnologia para tentar aplacar as saraivadas de latidos de Chopp, seu filhote de shih-tzu. Comprou uma coleira que dispara som a frequência audível só pelos cães.

O efeito foi zero – Chopp latia mais alto para superar o ruído. Então Gabriela baixou um programa em seu smartphone com a mesma proposta. Aí, sim, os au-aus se tornaram mais escassos.

– Melhorou um pouco, mas os latidos só foram resolvidos com adestramento. O bacana é que comecei a conhecer outros aplicativos dedicados aos cachorreiros – conta Gabriela.

Um deles é uma agenda que alerta a proximidade das datas de aplicação de vacinas e vermífugos e das consultas médicas – o melhor amigo dos donos sem tempo.

Opções ainda são raras nas pet shops de Porto Alegre

Em sua maioria fabricados na China, eletrônicos dedicados a cachorros e gatos estão ganhando espaço – ainda que a passos de tartaruga – nas vitrines das pet shops de Porto Alegre. Algumas lojas começam a vender sensores que alertam quando o animal deixa uma determinada área e potes de comida que se abrem quando o bichano se aproxima, impedindo a disputa com formigas e lesmas pela ração. Uma minoria já insere chips de identificação sob a pele do animal, no qual constam o telefone dos donos, muito útil para os pets fujões.

– A oferta desses produtos ainda é restrita, mas a procura também é muito baixa em Porto Alegre – diz Flávia Piva, diretora da Grooming Place, pet shop na Capital.

Os inventos disponíveis em Porto Alegre ainda são discretos em relação aos já encontrados em São Paulo, onde há uma massa consumidora bem maior. Um ano atrás, a importadora Chalesco passou a revender alimentadores automáticos, que são programados para abastecer os pratinhos a cada intervalo de tempo. Nem os pets distraídos correm risco de perder a refeição: o aparelho reproduz a voz do dono anunciando o almoço.

– Mesmo sendo o segundo maior mercado pet, o Brasil consome poucos itens tecnológicos. Os consumidores ainda estão interessados no básico – explica Simone Rosenbaum, analista de marketing da Chalesco.

Especialistas estimam que o mercado de gadgets – equipamentos eletrônicos portáteis – para animais ficará mais forte no Brasil nos próximos dois anos. Assim, os preços poderiam baixar, e os donos começariam a ficar familiarizados com as novidades tecnológicas. A expectativa é que o encantamento com os aplicativos nos smartphones gere, gradativamente, curiosidade pelos dispositivos físicos.

– Os clientes que se interessam por essas novidades acabam comprando pela internet e isso também atrasa uma maior oferta nas lojas – constata Marione Pinheiro, diretora da pet shop Mundo Animal.

 

Instrutor pavloviano

Já ouviu falar no experimento de Pavlov, aquele que dava ao cachorrinho petiscos quando soava uma campainha? Esse sistema funciona de uma maneira parecida: quando o animal faz xixi em uma área determinada, um dispositivo o recompensa com uma guloseima. É o fim das pocinhas em locais indesejados.
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Alimentador automático

Essa é uma opção para quem passa o dia fora e não quer forrar de uma só vez o pratinho com ração. O dispensador é programado de acordo com o horário de alimentação do animal, liberando uma quantidade específica de ração. Já pode dispensar a babá.
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Brinquedo a laser

O aparelho emite feixes de laser que correm alucinadamente pela sala, tirando do tédio até dois cães ou gatos. São quatro opções de velocidade, e a brincadeira dura cerca de 20 minutos. Dê adeus à bolinha babada.
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Monitorador de saúde

Especial para os hipocondríacos alheios: uma coleira à prova d’água que mede o nível de atividade física do animal. Sinais vitais e até temperatura corporal são enviados a um aplicativo no smart-phone. A bateria dura 10 dias.
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Fonte automática

Essa fonte é ativada quando o cachorro se aproxima, e para de jorrar quando ele vai embora. A promessa é de água mais fresca e limpa para os animais que vivem em pátio. Mas tome cuidado para não passar muito perto.
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Rastreador de pet

Para aqueles que não esquecem o cão quando estão a léguas de distância. Essa coleira envia a um smartphone informações sobre o trajeto do pet dentro de casa, avisa se ele está dormindo ou acordado e dispara torpedos se ele se põe a latir. Não se preocupe, seu cão não liga para a privacidade.
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Fonte: Erik FarinaZero Hora

Os 10 maiores cães Super-heróis

O melhor amigo do homem também pode ser um herói. Eles podem guiar pessoas cegas, encontrar explosivos e auxiliar no resgate de feridos. Mas por mais herpicos que eles sejam, ainda não são super-heróis. Mas alguns cães conseguiram ir mais longe, usando superpoderes incríveis e trajando suas super-capas.

Aqui estão 10 super-heróis caninos que fizeram parte da nossa infância, ou não, e ajudaram os super heróis a desvendar crimes e combater o mal.

10. Dinamite, o Bionicão

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Dinamite seria, a princípio, o companheiro robótico do herói Falcão Azul de Hanna-Barbera, mas o desenho teve curta duração e foi rebatizado com o nome do cão e não mais do multimilionário que combatia o crime durante as noites (Falcão Azul e Dinamite nada mais são do que uma sátira às aventuras de Batman e Robin.) Apesar de ser um robô cheio de aparatos e engenhocas, Dinamite sempre era espetacularmente incompetente, mas acabava ajudando a derrotar o vilão no final da história. O Bionicão ainda teve um crossover com o célebre cão detetive de hanna-barbera, Scooby-Doo. Originalmente transmitido entre 1976 e 1977, Dinamite ainda é reprisado em diversos canais ao redor do mundo.

9. Hong Kong Fu

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Não se tem certeza se o desenho animado, transmitido originalmente entre 1974 e 1975, foi a primeira experiência de Hanna-Barbera no mundo dos super-heróis, mas foi o primeiro desenho estrelado por um cachorro. Hong Kong Fu é o alter-ego de Penry, o desastrado e simpático faxineiro da delegacia de polícia. Sempre que um crime acontece ele entra na gaveta de baixo de um arquivo e sai na de cima já trajado como Hong Kong Fu. A bordo de seu Fumóvel ele persegue os vilões e os derrota graças às lições de seu livro de Hong Kong Fu.

Hong Kong Fu é, na verdade, muito incompetente e normalmente não consegue derrotar ninguém. Na verdade, ele é constantemente salvo por seu ajudante, o gato China. Mesmo sem conseguir capturar uma mosca, Hong Kong Fu é famoso e amado por todos os cidadãos.

8. O Vira-Lata

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É um avião? É um pássaro? É uma barata?

O pacato cão engraxate transformava-se no vira-lata ao menor sinal de pergio e não media esforços para resgatar a doce Polly Puro Sangue das garras dos malvados Simon Sinistro e Riff Raff. E tudo isso rimando!

Equipado com sua superforça, habilidade de voar, visão de raio-X e super-sopro, o vira-lata era quase imbatível. Mas se você já assistiu ao desenho sabe que seus poderes são limitados e ele tem que apelar para as cápsulas de energia escondidas em seu anel.

O vira-lata é uma sátira ao Superman e é um dos personagens mais amados pelo público norte-americano, tanto que se transformou em filme em 2007.

7. Amaterasu

amaterasu

Lançado para PlayStation 2 em 2006, Okami recebeu o prêmio de jogo do ano pela IGN, merecidamente. O visual do jogo foi inspirado na tradicional técnica chinesa do sumi-e (pintura) e o jogador podia atuar como um pintor celestial usando seu pincel para derrotar os inimigos. O jogo conta a história de Amaterasu, a deusa xintoísta do sol lutando para salvar o mundo das trevas na forma de um lobo branco.

Amaterasu combate o mal para destruir o demônio do mal, Orochi. Apesar do pincel celestial ser a principal arma do jogador, utilizando-o para atacar os inimigos e desenhar o caminho por onde o lobo passará, Amaterasu também recorre a métodos de combate mais tradicionais, usando suas presas e garras. Salvar todos do Japão antigo não é uma tarefa fácil, mas Amaterasu consegue fazê-la ao passo em que faz crescer plantas e restaura a beleza do mundo por onde passa.

6. Lockjaw

lockjaw

Lockjaw é um bulldog comum. Mas ele é gigante. E telepata. E pode se teletransportar. E é um super-herói. Depois de um encontro com o Sr. Fantástico, Lockjaw decide partir em busca das jóias do infinito e deixa pra trás sua vida como um animal de estimação da realeza para se unir a uma equipe de super-heróis animais, incluindo um tigre dentes-de-sabre e Throg, o sapo de Thor.

Depois de muitas aventuras – incluindo uma batalha contra Thanos em um universo alternativo e ser engolido por uma baleia – Lockjaw e sua equipe encontram todas as jóias do infinito e as entregam ao Sr. Fantástico. Lockjaw também é o líder dos Pet Avengers.

5. K-9

k9

K-9, o robô companheiro de Doctor Who não só deu as caras na TARDIS, mas também participou das Aventuras de Sarah Janes. Ele estrelou sua própria série de livros e teve até mesmo uma série de TV na Austrália. Sua série, intitulada K-9, mostrava suas viagens ao ano de 2050 onde ele, um grupo de cientistas loucos e alguns adolescentes protegiam o mundo de invasores alienígenas e batalhavam em uma agência governamental distópica, “O Departamento.” Além disso, K-9 também possuía a habilidade de voar!

4. Ace, o Bat-cão

ace

Houve várias versões de Ace ao lango dos anos (incluindo uma versão com a voz grave no desenho de Krypto, o Supercão.) Mas a versão original, de 1955, era a de um pastor alemão com uma marca em forma de estrela na testa. Para esconder sua identidade secreta, Batman vestiu o cão com uma máscara e um capuz, assim ninguém poderia ligar o cão a Bruce Wayne. O cão investigador ajudou Batman a resolver seus casos até 1964, quando foi completamente retirado das histórias.

Algumas versões posteriores do Bat-cão já o transformaram em um cão guia de um nativo americano que ajudou Batman a derrotar alguns vilões infiltrados na tribo. Depois que seu dono foi assassinado ele passou a viver na mansão Wayne.

Nos desenhos de Kypto, de 2005, Ace não só tem uma máscara como também traja capa e outros Bat-acessórios, incluindo um planador que o permite voar. O Bat-cão também tem um romance com Isis, a gata de Selina Kyle.

3.  Krypto

krypto

Estreando apenas alguns meses antes de Ace, o Batcão. Krypto, o Supercão era o animal de estimação de Kal-El em Krypton. Jor-El o usou como cobaia para o protótipo do foguete berço que usaria para enviara Kal-El para a Terra, posteriormente. Krypto acabou se perdendo no espaço e só reencontrou Kal-El quando este já assumira a identidade de Clark Kent, como Superboy. Krypto derrota os bandidos ao lado de Superman e já se uniu à Legion of Super-Pets e a Patrulha espacial de agentes caninos.

Ele tem todos os poderes do Superman, inteligência a nível humano e até mesmo um disfarce. Quando se torna o cachorro dos Kent surgem manchas em seu pelo que se torna castanho.

Assim como Ace, Krypto foi retirado das histórias com o passar dos anos. Recentemente uma nova versão de Krypto surgiu nos quadrinhos, mas ele não é tão poderoso nem possui inteligência humana. Mas ainda pode voar!

2. Hyperdog

hyperdog

O sargento Kemlo Caesar é um Doberman com super inteligência em um exo-esqueleto que lhe permite andar como uma pessoa e utilizar as mãos. Ele faz parte dos Neopoli’s Finest, um grupo de policiais que mantém a ordem em Neopolis, uma cidade onde todos possuem super poderes. Em Top Ten, de Alan Moore, Caesar não só rastreia e prende o serial killer Libra, mas também convence os outros oficiais a ficar na cidade e assinar juramentos de lealdade. Ele mantem sua super força policial unida e, eventualmente, se torna Prefeito.

1. Rex, O Cão Maravilha

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Rex, O Cão Maravilha pode ser um personagem B no Universo DC, mas fez sua estreia em sua própria HQ, diferente dos outros cães que se uniram a heróis humanos. Suas HQ’s foram publicadas entre 1952 e 1959, embora Rex tenha feito inúmeras participações em outras revistas.

Rex foi cobaia para a criação de um super soldado, mas infelizmente os cientistas que faziam parte do experimento foram assassinados por Nazis e Rex foi o único sobrevivente. Rex lutou na Segunda Guerra Mundial, Guerra da Coreia e fez parte da legião francesa, já foi um detetive, fez parte de um circo itinerante, foi guarda florestal, cão dublê, astronauta e chefe dos bombeiros. Ele também encolheu e viveu algumas aventuras subatômicas. Rex já bebeu da Fonte da Juventude e lutou sozinho contra um tiranossauro.

Recentemente, enquanto enfrentava o Gorila Grodd, Rex descobriu que possui habilidades telepáticas. Ele também faz parte do Bureau of Amplified Animals, um grupo de super animais que ajudam a combater o crime no universo DC.

 Fonte: Legião dos Heróis

Recolher a sujeira de seu animal diminui riscos de doenças

Cocôs deixados nas ruas, além de emporcalhar a cidade, podem transmitir doenças a outros animais e também a humanos

Muitas pessoas acreditam que recolher as fezes de seus animais das ruas é uma obrigação somente em razão da sujeira ou do risco de alguém pisar. Já ouvi pessoas comentando que “se ele fez o cocô na grama da pracinha e ninguém passa por lá, não tem problema não recolher”.

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Mas o que poucos sabem é que o não recolhimento desses dejetos pode transmitir certas doenças tanto a outros animais quanto aos seres humanos. Existem diversos vermes intestinais que são transmitidos pelo contato com fezes contaminas, assim como muitos vírus!

risco de contaminação é alto quando um animal entra em contato com essas fezes!

Para algumas doenças o tratamento é demorado e caro. Dependendo da gravidade, pode até ser fatal. Um exemplo é a parvovirose, um vírus transmitido pelas fezes de animais contaminados sem a devida vacinação.

Algumas enfermidades adquiridas pelos pets podem ser transmitidas também para os seres humanos, são o que chamamos de zoonoses. A giárdia é uma delas e tem como sintoma uma forte diarreia. Um animal com giárdia pode contaminar alguém da casa, principalmente crianças pequenas, que acabam levando a mão suja à boca e têm o sistema imunológico mais fraco.

Quando se tem um animal com giárdia, o ideal é tratá-lo corretamente e cuidar também do ambiente, para que não haja recontaminação nem contaminação das pessoas ou outros animais da casa. Sempre que entrar em contato com as fezes do animal, lave bem as mãos!

Ficam os alertas para a prevenção! Mantenha a vacinação e a vermifugação em dia e recolha as fezes dos seus animais das ruas. Vamos manter a cidade limpa e longe de qualquer contaminação.

por Andressa Gontijo

Fonte: R7

Mascotes nos espaços públicos dividem opiniões

Cachorros acompanham os donos em praças e parques, mas há quem não concorde em dividir o espaço com eles

São tênues os limites da divergência entre o social e o direito individual no debate sobre a presença de cachorros em áreas públicas e deveres dos donos nesses espaços Foto: Lauro Alves / Agencia RBS

São tênues os limites da divergência entre o social e o direito individual no debate sobre a presença de cachorros em áreas públicas e deveres dos donos nesses espaços
Foto: Lauro Alves / Agencia RBS

A família Müller vive um dilema. Há dois meses a cadela Lili chegou à cobertura de Raquel, 59 anos, e Ricardo, 61 anos. Os filhos já saíram de casa, os netos ainda não foram providenciados, e o vazio do apartamento se preencheu pela meiguice da border collie. O marido é daqueles que gosta muito de cachorro, no pátio. Apegada, a mulher criou o hábito de, no final da tarde, passear com a nova companheira. Já faz até parte do grupo Cachorreiros da Encol, com mais de 250 membros nas redes sociais.

— Ela é do meu filho. Está lá em casa só até ficar crescidinha — diz Ricardo.

— Ah, não vou me desfazer dela — retruca a mulher.

Esse impasse privado se reflete, de certa maneira, nas ruas. Porto Alegre é a capital com mais animais de estimação: 51% das famílias criam um bichinho, segundo levantamento de 2013 da Comissão de Animais de Companhia do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Saúde Animal (Sindan). Em locais públicos, os donos dão segmento aos mimos oferecidos em casa. Mas há quem não concorde em dividir o espaço público com eles. Aí se estabelece uma guerra.

Patrícia Konarzewski, 32 anos, reconhece um possível mal estar. Billie Jean, a border collie de três anos dela, é treinada e anda sem coleira por tudo:

— Faço isso porque a minha cachorra obedece voz de comando. Mesmo assim, não vou com ela na pracinha, não invado espaço do outro.

São mesmo limites tênues. Sophia, quatro anos, voltava da escola acompanhada da mãe na última segunda-feira, quando avistou a irmã, de 20 anos, com o cãozinho da família no “cachorródromo da Redenção”. Saiu correndo para encontrá-la e um vira-lata de médio porte se avançou.

— Ficou com medo de voltar, mas eu reconheci que levei ela no espaço dos cachorros e fiz questão de retornar no dia seguinte em outros espaços da Redenção, mostrando que não tinha problema. Não acreditei quando um cachorro se soltou e pulou em cima dela querendo morder de novo — relata a mãe, Juliana Furtado, 39 anos.

Só 15 fiscais para 630 praças

Para organizar esses conflitos, foram criadas legislações estaduais, federais e municipais. Fosse pelo o que diz a lei, cachorro grande de raças consideradas perigosas, como fila, rottweiler, pitbull e dobermann não poderia andar em praças, e, quando saísse à rua, deveria ser conduzido com guia curta, enforcador e focinheira.

Com mais de 630 praças em Porto Alegre, a secretária Especial dos Direitos Animais (Seda), Regina Becker, diz que seria necessário pelo menos um fiscal por parque, e há apenas 15 para dar conta de toda a cidade:

— Não temos como fiscalizar tudo. Seria melhor se a população entendesse que cabe ao proprietário fazer com que a boa convivência se efetive.

Carlos Gross, juiz da 9ª Vara Criminal Especializada em Crimes Ambientais da Capital, lembra que recentemente foi aprovada a possibilidade de haver em parques municipais com mais de 10 mil metros quadrados uma área para cães:

— São locais ótimos, mas, ainda assim, resta a responsabilidade penal do dono se o cão lesionar alguém.

O primeiro local formal deve ser lançado em setembro, no Parque Germânia. Com 7 mil metros quadrados, dispõe de bebedouros para os animais e obstáculos para se exercitarem.

A veterinária e doutora em Psicologia Ceres Faraco lembra que o direito dos que gostam e dos que não gostam dos cães é legítimo.

— A permanência nas praças traz à tona a divergência entre o social e o direito individual. Os grandes conflitos são causados por intransigência, pela carga emocional: se os bichos não estão incomodando, não haveria motivo para criar caso.

Amizade antiga

> Não se sabe bem quando foi que começou esta aproximação, mas a notícia é de que tenha ocorrido há pelo menos 14 mil anos, quando foi encontrado em um sítio arqueológico de Israel um esqueleto humano enterrado ao lado do seu cachorro.

> As pessoas e os cães têm características sociais e familiares semelhantes: ambos precisam viver em grupo, diferentemente dos gatos, mais solitários.

> Pesquisas recentes demoveram a ideia de que o homem é que domesticou os cães. O que se sabe hoje é que as espécies tiveram movimento simultâneo de aproximação por interesses, já que as duas espécies sofreram transformações no seu jeito de viver para poderem dividir espaço. Era bom para os cães porque os humanos ofereciam proteção e comida. E os humanos viam neles um companheiro e uma fonte de defesa.

> Estudiosos dizem que três características separam os cachorros das demais espécies na cultura ocidental: não servem de alimento, receberam nome e foram autorizados a entrar dentro de casa.

> Quando vemos um lhasa apso, poodle ou yorkshire, esquecemos que são todos descendentes do lobo, que foram se adaptando para viver em sociedade.

> Cada vez mais as pessoas estão desenvolvendo a necessidade de olhar para os animais como indicadores de segurança ou ameaça, ou seja, quando ele está tranquilo, significa que o ambiente não oferece perigo. Além disso, há o fator emocional, já que são seres vivos que nos ajudam a sermos sociáveis em um mundo com tanta dificuldade de relação entre as pessoas.

> Os cães conseguem perceber o estado de humor do dono e são afáveis para acalmá-lo. Hoje, poucas pessoas fazem este investimento para manter uma relação.

Cuidados também com a vacinação dos animais

O Judiciário tem sido um termômetro para os sinais dos novos tempos. Centenas de processos envolvendo animais são encaminhados ao Tribunal de Justiça do Estado. A professora de Direito Imobiliário e Responsabilidade Civil da Unisinos Isabel Cristina Porto Borjes conta que já defendeu um rottweiller.

— Um condômino pediu a retirada do bicho, alegando medo. Reunimos os vizinhos para discutir a permanência do cão. Conseguimos provar, por meio de testemunhos, que ele não causava dano — lembrou a advogada.

Há também casos emblemáticos, como o da família indenizada há três anos em R$ 18 mil por danos morais depois que um cão matou de forma brutal, em Porto Alegre, o poodle deles na frente das meninas, uma de 12 anos e outra de oito anos.

— As pessoas precisam entrar com processo pedindo indenização porque talvez essa seja a única forma de o dono aprender que este assunto é sério — prega a advogada.

Como não há forma de vigiar o comportamento de cada cão e seu dono, e a polícia nem sempre consegue priorizar o atendimento desse tipo de ocorrência, o jeito é as pessoas ficaram de olho. Isabel dá uma dica: quando alguém é atacado e o dono está perto, o ideal é tirar fotos da situação, tentar saber o nome completo do proprietário do animal e registrar uma ocorrência na delegacia ou mesmo na internet. Pegar nomes e contatos de possíveis testemunhas da cena também é aconselhável.

Conforme Sônia Maria Duro da Silva, veterinária da equipe de vigilância de zoonoses da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), é importante que os proprietários de cães mantenham a vacinação em dia, principalmente contra a raiva, e também utilizem remédios para vermes. Em contato com os humanos, as fezes dos cães podem transmitir doenças de pele, como o bicho geográfico, por exemplo. Além disso, dados da SMS mostram que no primeiro semestre deste ano foram atendidas 1.049 pessoas no Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre por causa de mordidas de cachorro.

Dicas para uma boa vizinhança

O animal já virou um membro da família, então, dificilmente será possível se perpetuar normas em condomínios que proíbam a presença de animais nos apartamentos, desde que ele não prejudique a saúde, o sossego e a segurança dos condôminos. Por isso, atenção a normas de boa convivência

> Evite entrar no elevador com o seu cachorro, caso tenha alguém dentro.

> Não deixe o animal sozinho o dia inteiro. Ele pode ficar estressado e latir o tempo todo, incomodando vizinhos.

> O dono fica responsável por verificar a periculosidade do animal e escolher a coleira adequada, conforme manda a legislação.

> Ande sempre com um saquinho para juntar os dejetos do seu animal.

> Tente não passear com seu animal em área de recreação infantil.

> Use a coleira para identificar o nome e o telefone do dono.

> Mantenha o seu animal desverminado e com as vacinas em dia.

> Controle pulgas e carrapatos.

Saiba a quem pedir auxílio

193 (Bombeiros)

— Se o animal estiver arisco e sem o dono, ameaçando pessoas em um parque.

— Caso ele esteja com o dono, mas saiu do controle e ofereça risco aos usuários do local.

190 (Brigada Militar)

— Se o animal estiver com o dono e atacar alguém, em caso de lesão corporal.

156 (Prefeitura)

— Animal abandonado na Capital.

O que está por vir

Dois projetos com o mesmo tema foram encaminhados à Câmara de Vereadores. A Secretaria Especial dos Direitos Animais (Seda) e o vereador Marcelo Sgarbossa (PT) querem ver aprovado um projeto de lei para o transporte de cães e gatos de até 10 quilos em coletivos, desde que acompanhados por seus responsáveis. Uma das propostas delimita o horário permitido das 9h às 17h e das 20h às 6h.

Kamila Almeida

fonte: ZERO HORA | 25 de agosto de 2013

Famosas disputam corrida de trenó no Chile. Saiba quem venceu a prova

CARAS Neve | 07/08/2013

Famosas disputam corrida de trenó no Chile. Saiba quem venceu a prova

Na Temporada CARAS/Neve 2013, as atrizes Alice Wegmann, Laryssa Dias, Letícia Persiles e Louise D’tuani não tiveram medo de encarar o nosso desafio: uma corrida de trenós! Entrevistada por Daniele Suzuki, Letícia disse que a corrida foi ótima e “completamente inesperada”. Mas, para a modelo, a neve também foi uma atração da viagem. Assista ao vídeo e veja os melhores momentos das famosas na neve.

A lúdica aventura da tradicional corrida de trenó

REVISTA CARAS | 9 DE AGO. DE 2012 (EDIÇÃO 979 – ANO 19)

A LÚDICA AVENTURA DA TRADICIONAL CORRIDA DE TRENÓ

Convidados da Temporada CARAS/Neve se encantam com a magia da prova, a paisagem e os cães Huskies

A lúdica aventura da tradicional corrida de trenó

A lúdica aventura da tradicional corrida de trenó

Uma aventura fora do comum, a 1600 metros acima do nível do mar e com sensação térmica de 15 graus negativos provocou uma mistura de sentimentos entre os convidados da temporada CARAS/Neve 2012. Além da ansiedade, emoção e expectativa tomaram conta dos atores Deborah Secco (33), Sérgio Marone(31), Oscar Magrini (50), Ana Lima (38), o casal Thiago Luciano(32) e Lucy Ramos (29), Priscila Sol (32), Patrícia Barros (31) eEduardo Galvão (50) e das tops Renata Kuerten (23) e Ana Beatriz Barros (30) pouco antes do início da 13ª edição da tradicional corrida de trenós, puxados por cães da raça Husky do Alasca, em Villa La Angostura, na província argentina de Neuquén. “É tudo muito diferente do que estamos acostumados. Como imaginar que um dia participaria de uma competição como esta? Nunca! Mandei até fotos para os meus filhos. Eles vão ficar loucos”, divertiu-se Ana, ao lado do namorado, o pecuaristaTico Cardoso (39), citando Tom (10) e Davi (7), frutos da relação com o cantor Gabriel, o Pensador (38).

O local da disputa, o caminho Panorâmico do Cerro Bayo Ski Boutique, uma das mais charmosas e seletivas estações de esqui da América do Sul, a 10 minutos do centro da cidade, chamou a atenção pelo visual espetacular da Cordilheira dos Andes e do Lago Nahuel Huapi. “Sem dúvidas, é um dos lugares mais bonitos que já vi”, emocionou-se Priscila Sol, do elenco de Lado a Lado, trama das 6 com estreia em setembro, na companhia da irmã, Carla Amadeu (20). “Inacreditável. Tem luz de cinema. Se não estivesse aqui vendo in loco, pensaria que era tudo mentira”, emendou Lucy Ramos. Sérgio Marone também se impressionou. “Pela primeira vez vejo neve com esta magnitude. É lindo observar o desenho das montanhas brancas, com o lago à frente. Tudo aqui parece cenário de filme, em cada direção que se olha, há um enquadramento, uma cena”, constatou o ator.

Após os momentos iniciais de contemplação, todos passaram a prestar a atenção nas outras estrelas da tarde, os cachorros huskies. Impressionados com os latidos e uivos dos animais, procuraram saber informações sobre o perfil deles. “São treinados especialmente para a prática deste esporte, latem porque querem correr”, contou o instrutor Alejandro Cipriani. Ele disse ainda que os cães estão preparados para percursos de até sete dias.“Dependendo da distância e do tempo da travessia, podem ir em grupos de 22 cachorros. Inclusive, são magros, têm porte de atleta, se preparam para isso. A alimentação é balanceada, com bastante proteína”, completou.

Atenta às explicações, Renata Kuerten lembrou dos seus cães de estimação: o golden retriever Thor, a shitzu Kim, além de Toro e Nikita, da raça Jack Russel“Sou apaixonada por eles”, contou. Já Thiago Luciano falou sobre sua relação especial com o gato Estradinha“Ele tem oito anos e é paraplégico. Eu o coloco em quase todos os meus filmes e ele encara tranquilamente a câmera. É uma figura”, disse, sob o olhar atento da amada. “Thiago tem um carinho enorme por este gato. E não é fácil cuidar. Precisa ter coração grande para se dedicar da forma como ele faz”, constatou Lucy. Deborah Secco também logo se encantou pelos bichos. Ao acariciá-los, a estrela do seriado global Louco por Elas, que retorna ao ar em outubro, se divertia ao recordar histórias dos chihuahuas da família, Al Capone e Conchita“São como filhos, tenho grande amor por eles. Mas estava sempre viajando por causa do trabalho do Roger (seu marido, Roger Flores), eles moram com minha mãe. Quando chego lá, ficam loucos. Al Capone é muito agarrado comigo e Conchita fica com ciúmes”, disse.

Em relação à corrida de trenó, Deborah estava empolgada, mas não mostrava-se muito confiante em uma boa colocação. “Nunca ganhei nada, até já desisti de tentar. Cresci vendo todos da minha família sendo bastante competitivos, mas eu não sou nem um pouco. Meu irmão, Ricardo, por exemplo, chegou a participar de vários campeonatos de natação”, contou para suas empresárias, as irmãs Fernanda (31) e Paula Colucci (33), da Colucci Agentes. Silvia Secco (60), mãe da atriz, fez um adendo às palavras da filha. “Talvez por isso, ela tenha ficado traumatizada. Até jogando buraco, tanto faz se ganha ou perde. Não vê graça na competição”, revelou. Mas, incentivada pela madrinha, a diretora, professora e autora teatral Neide Lira (52), sua parceira na competição, a atriz se animou. “Estou confiante, ela é uma excelente piloto”, assegurou Neide, dona de curso de teatro que leva o seu nome, no clube Alfa Barra, Rio, e com quem Deborah estreou no teatro aos 9 anos.

Já outros participantes esbanjavam confiança. “Se entramos na disputa, temos que ir em frente, para vencer. Essa história de que o importante é competir, é papo furado”, avisou Oscar Magrini, antes de conduzir o trenó com a filha,Isabella (20), da união com Matilde Mastrangi (59). Enquanto isso, seus oponentes já armavam as estratégias.“Como somos leves, quase dois mosquitinhos, vai parecer que não há nada em cima do trenó. Pode ser que isso nos ajude a ganhar mais velocidade”, apostou Renata, com 53kg em 1,74m de altura, ao lado do seu booker, Murilo Andrade (33), de 65kg em 1,80m. Já Thiago se prontificou a assumir o volante. “Nem entramos nesta discussão. Se deixar, Lucy é capaz de me jogar montanha abaixo”, brincou o ator e diretor, provocando risadas no grupo.

Dada a largada, todos se divertiram, vibrando a cada curva. No fim, Magrini e a filha ultrapassaram a faixa de chegada em primeiro lugar, seguidos de Deborah e Neide. “Bati um papo com os cães antes e combinei de dar biscoitinho a eles. E, durante a disputa, grita va, ‘anda, perro’, ‘vá, perro’. Acho que eles entenderam”, contou Magrini.“Na verdade, Isabella foi o meu amuleto da sorte”, emendou. Em terceiro lugar, chegaram as irmãs Ana Beatriz e Patrícia Barros. Após a competição, todos deixaram o local com gostinho de quero mais. “É uma adrenalina muito gostosa”, definiu Renata. “Queria correr mais”, emendou Thiago. Após receber o troféu do secretário de turismo de Villa La Angostura, Marcelo García Leyenda (40), o campeão Magrini brindou com o espumante Brut Santa Carolina, importado pela Casa Flora. “Nunca imaginei na minha vida que algum dia iria guiar um trenó. É tudo lúdico, a neve, a montanha, os ‘perros’ latindo e correndo. O prêmio vai ser uma lembrança a mais desta maravilhosa viagem. Agora, vou treinar bastante para competir pelo mundo”, avisou o sempre brincalhão ator.

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Assista ao vídeo em: CARAS Neve

Descontração na neve

ZERO HORA |  caderno VIAGEM | Porto Alegre 20 de agosto de 2013

DICAS ESTADOS UNIDOS

Em Aspen, fique à vontade

Esquis, snowboards e caminhadas no gelo no inverno e trilhas para caminhadas no verão fazem da cidade um destino para descontrair

Um convite para conhecer Aspen sinaliza, à primeira vista, um roteiro turístico de requinte, hotéis luxuosos, jantares caríssimos e uma paisagem povoada por celebridades internacionais escondidas atrás de coloridos equipamentos de esqui. Visitar Aspen pode ser assim, cenário de um luxo extremo, mas também consegue se transformar em um passeio descontraído, de tombos na neve nada elegantes, temperado por um almoço caseiro em um bistrô que também abriga uma descolada livraria. E ainda pode incluir a visita a uma farmácia que tem, além de remédios, brinquedos, meias grossas e equipamentos, dentre outras tantas utilidades.

Aspen, localizada no Estado do Colorado, nos Estados Unidos, é o ponto de partida para um complexo de quatro montanhas: Snowmass, Aspen Mountain, Aspen Highlands e Buttermilk. No inverno, iniciantes e veteranos se esbaldam com esquis, snowboards e caminhadas no gelo. No verão, as trilhas e os bosques ficam livres para bicicletas e acampamentos. Embora a temporada de inverno seja a mais movimentada e famosa internacionalmente, a paisagem de verão também é uma boa opção para conhecer a região.

Além de esquiar ou curtir um happy hour ao lado de empresários e artistas de diferentes partes do mundo, quem visita Aspen também tem a oportunidade de se divertir com um passeio de trenó puxado por cães ou com batata frita servida com queijo ralado, salsinha e óleo trufado (iguaria do restaurante Ajax, em ajaxtavernaspen.com). São diferentes lugares e cardápios que deixam a cidade chique com o clima de um acolhedor lugarejo interiorano.

Trenó com cachorros

Quem quiser escapar das aulas de esqui ou snowboard pode fazer uma atividade diferente: passeio de trenó na neve, puxado por cães treinados. O lugar de partida para o tour é Krabloonik, localizado próximo de Snowmass Village, onde cachorros são adestrados para isso desde 1974.

O passeio dura em torno de uma hora e inclui almoço ou jantar no restaurante local. Uma dica para a escolha no cardápio: experimente o creme de cogumelos como entrada.

– Confira mais informações em krabloonik.com

Trenó com cachorros.

Trenó com cachorros.

*A editora de ZH viajou a convite de Aspen/Snowmass e Coelho da Fonseca

ÂNGELA RAVAZZOLO*



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