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A rede social dos pets

Metro | Porto Alegre | 10 de junho de 2012

Ambiente virtual. Criado para donos de animais dividirem dúvidas e paixão pelos bichinhos, Farobook ganha usuários.

São dedos humanos, mas é como se fossem patas digitando palavras no computador. Na rede social dos pets, o “tchau” é trocado pelo “Au, Au” ou “Miau”. Já a palavra “lambidas” representa o beijo que anuncia a despedida em uma postagem. No Farobook é assim: os usuários viajam sobre o imaginário animal e reproduzem uma versão pet da consagrada rede social norte-americana.

Criado no fim de 2012, o Farobook já superou mais de 6 mil internautas, que se registram na rede social brasileira com diversos propósitos. A estrutura do site é bastante semelhante a de outros do gênero, com reserva para a publicação de foto, vídeo e bate-papo entre usuários, que devem criar conta informando o nome do pet, seguido pelo seu real entre parênteses.

Marcos Rodrigues, 46 anos, responsável pela criação do site, percebeu que as fotos de animais de estimação postadas no Facebook eram seguidas de registros sobre outros assuntos, desvirtuando o tema pet da pauta central e, assim, começou a projetar o Farobook. “Tinha muita gente que postava coisas de animais, mas logo abaixo tinha postagem de acidente de carro, daí se perdia”, explica o
eletricista que vive em Santos, no litoral paulista.

Na rede social não é permitida a publicação de imagens de animais feridos ou mortos, nem mesmo com propósito de denúncia.

Site foi criado em 2012 e conta com 6 mil usuários.

Site foi criado em 2012 e conta com 6 mil usuários.

6 mil usuários já têm conta cadastrada no Farobook, segundo os administradores da rede social brasileira. “Tinha muita gente que
postava coisas de animais (no Facebook), mas abaixo tinha outras postagens e se perdia.” (MARCOS RODRIGUES, CRIADOR DO SITE)

Micheli, moradora de Porto Alegre, é uma das mais novas usuárias do site.

Micheli, moradora de Porto Alegre, é uma das mais novas usuárias do site.

Na busca por um filho

Micheli Sielecki costuma brincar que vive com irmã e sobrinha, mas que ainda sente falta de ter um filho. Os cães das raças shitzu e schnauzer, de seu irmão e mãe, respectivamente, são criados em Porto Alegre pela analista de sistemas de 27 anos, natural de Santo
Ângelo. A vontade de adotar um pet a aproximou do Farobook, há cerca de uma semana.

Na seção “Farejando” do site há anúncios de adoção de cães e gatos e é aí que reside a esperança de Micheli em encontrar mais um
companheiro. “Não busco cachorro pela raça ou pelo amor, mas pela condição do animalzinho. Há animais na rua que precisam de carinho”, explica.

Filha de proprietários de uma indústria de artigos para pet shop, Micheli sempre viveu cercada por animais, mas, ao entrar no Farobook, espantou-se com a paixão dos donos pelos seus bichinhos. “No começo foi muito engraçado porque era como animais falando entre si, demorei para entender”, diverte-se.

Além dos chats, fóruns levantam dúvidas recorrentes sobre a criação dos animais. Na rede social também dividem espaço com
proprietários de cães e gatos, donos de peixes, cavalos e até mesmo hamster. Para participar basta ir ao site www.farobook.com.br,
levar o cursor ao ícone “registrar”, informar nome e e-mail e anexar uma imagem de seu pet no avatar do usuário.

10%das contas cadastradas no Facebook são supostamente administradas por animais, apontou uma pesquisa realizada pela companhia de marketing da eMarketer.

“É um lugar para espalhar o amor, não cabe a dor. Postagens de animais sofrendo, nem que seja para denúncia ou mesmo vídeo, não
são aceitos. Aqui, quem tem animal de estimação é bem-vindo, seja cão, gato, iguana, cavalo, hamster ou peixe.” (MARCOS RODRIGUES, FUNDADOR DO FAROBOOK)

Fonte: Jornal Metro

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