Arquivo para fevereiro \06\UTC 2013

Conte sua viagem: Canadá

Na parte de Turismo e Viagem do G1,leitores podem enviar dicas de viagens. Achei esta dica de um leitor que esteve no Canadá:

Confira as dicas de locais não tão conhecidos que merecem uma viagem.

Paulo na aurora boreal no Canadá (Foto: Paulo Costa/VC no G1)

Paulo na aurora boreal no Canadá (Foto: Paulo Costa/VC no G1)

Para quem pensa que a dica de Paulo Costa não passa de uma “fria”, ele concorda. E avisa: “Enfrentei sensação térmica de – 40°C e os locais disseram que tive sorte, pois não estava frio. A melhor época para ir é no inverno”. O leitor escolheu o destino de Yellowknife, no norte do Canadá, porque queria fotografar a aurora boreal, além de dirigir um trenó puxado por cachorros e passear sobre lagos congelados. O frio, segundo ele, funciona como “atividade de viagem”. “Assim que você sai do aeroporto e respira o ar frio e seco, sente os pelos do nariz congelando. Para sair, precisa colocar 2 ou 3 camadas de roupa e uma jaqueta à prova de vento”.

Paulo também experimentou o trenó puxado por cães em Yellowknife (Foto: Paulo Costa/VC no G1)

Paulo também experimentou o trenó puxado por cães em Yellowknife (Foto: Paulo Costa/VC no G1)

Paulo lista outras atrações da cidade, como passeios de snowmobile, pesca no gelo, passeios aéreos e viagens para quem deseja caçar. O leitor recomenda também o hambúrguer de bisão, servido em alguns bares da cidade. Como dica de viagem, ele aconselha: “para ver a aurora boreal, você precisa ficar ao ar livre por cerca de 2 a 5 horas de madrugada. Se vestir corretamente é essencial para evitar frustrações. As agências de viagem oferecem aluguel de roupas próprias, o que elimina a necessidade de comprar roupas extras para a viagem”.

Conte sua viagem

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Borghetti na Estrada

Sábado (2 fev 2013), foi ao ar na RBS TV, o último episódio da segunda temporada de Borghetti na Estrada.

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E além de visitar o Texas, nos Estados Unidos, onde visitou um rancho e tocou com o gaiteiro Ponty Bone. O último programa da série também vai até a Finlândia, onde o músico se apresenta no inusitado Festival do Acordeom da Neve e faz um passeio em um trenó puxado por huskies siberianos. Curtam no link abaixo:

Borghetti na Estrada

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Produtos e serviços para pets se sofisticam e atraem consumidores

Matéria sobre o crescimento do mercado pet na Zero Hora de domingo (3 fev 2013).

Com mais de 100 milhões de bichos de estimação, brasileiros gastam com acessórios e roupas

O gasto médio de uma família brasileira com seu cão em pet shops é de R$ 760 por ano, segundo a consultoria Gouvêa e Souza Foto: Mauro Vieira / Agencia RBS

O gasto médio de uma família brasileira com seu cão em pet shops é de R$ 760 por ano, segundo a consultoria Gouvêa e Souza Foto: Mauro Vieira / Agencia RBS

Erik Farina

Poucos setores da economia emplacaram um crescimento tão intenso nos últimos anos como o mercado pet. A venda de produtos e serviços para animais de estimação mais do que triplicou em seis anos. Com mais de 100 milhões de bichinhos para mimar, brasileiros deixaram de gastar apenas com ração e vacinas e passaram a desembolsar com acessórios, brinquedos e roupas. Nas pet shops, gastam muito dinheiro com banhos, tosa e tratamento de pelos.

Os motivos da paixão entre humanos e seus animaizinhos, cada vez mais evidenciada pelo consumo, são conhecidos: jovens casais imersos na carreira trocam seus planos imediatos de ter filhos pela companhia dos pets. À medida que as famílias passaram a migrar de casas para apartamentos, a necessidade de manter animais limpos e com conforto sugere gastos crescentes com itens como camas, arranhadeiras e até banheiros. Uma pitada adicional de apego em um mundo cada vez mais impessoal e está pronto o cenário para o consumo de itens cada vez mais sofisticados.

— Nossos clientes não vêm procurar algo para seu cachorro ou gato: vêm falando no “filho” e querem o melhor que puderem pagar — afirma Marione Pinheiro, sócia-diretora da pet shop Mundo Animal, de Porto Alegre, e presidente da recém-criada Gespet, associação que representa o varejo de produtos e serviços para animais de estimação no Estado.

O gasto médio de uma família brasileira com seu cão em pet shops é de R$ 760 por ano, segundo a consultoria Gouvêa e Souza. Os donos de gatos gastam um pouco menos:

R$ 550. A cada ida a lojas especializadas, o brasileiro gasta cerca de R$ 68. Com o mercado efervescente, o número de pet shops já ultrapassa 40 mil.

— Muitos dos gastos são com banho e tosa, mas já se nota um crescimento na procura por acessórios, recreação e hospedagem — diz José Edson Galvão de França, presidente da Abinpet.

Os clientes mais inclinados a comprar novidades são os que azeitam este mercado bilionário. A estudante de direito Isabella Ely Guerreiro, 17 anos, e a irmã Manoela Barcelo, oito anos, divertem-se escolhendo bolsas acolchoadas para levar o shitzu para passear, roupas de marca, camas e brinquedos. Quando a caminha de Pit-boo começa a desbotar, logo a substituem por uma nova em folha. Por mês, gastam cerca de R$ 500 na pet shop — os pais pagam sem reclamar.

Mercado ganha ares de sofisticação

À medida que os donos se dispõem a gastar mais com produtos e serviços sofisticados para seus animais de estimação, as empresas se adaptam rapidamente. No ano passado, a pet shop Bicho Mania mudou sua sede na Capital para ampliar a capacidade de atendimento e oferecer hospedagens mais confortáveis.

Com capacidade para 18 animais, o hotel ganhou espaços climatizados e separados por material transparente, sem grades. Um profissional cuida da recreação, de olho nos animais em área de convivência. No espaço de vendas da Bicho, acessórios destinados aos donos, como canecas temáticas, mouse peds com figura de cães, enfeites de mesa e até quadros com oração de São Francisco, padroeiro dos animais, viraram mania entre os clientes.

— Vendemos muito esses produtos. A estampa que mais sai é a do shitzu — diz a proprietária Daniela Segalin.

Na pet shop Mundo Animal, os itens importados ganham cada vez mais espaços. Estão à venda coleiras ornamentadas com pedras de cristais e douradas, cadeirinha para automóveis, fontes de água corrente para gatos matarem a sede e arranhadeiras de palha com mais de dois metros de altura. Recentemente, a pet recebeu um lote de coleiras da marca Louis Vuitton, praticamente esgotadas.

A indústria nacional também passou a oferecer itens de primeira linha. A Emporiopet ganhou clientes em todos os Estados ao apostar em xampus, condicionadores e perfumes feitos à base de óleos naturais trazidos da Amazônia. Uma das linhas com maior saída é à base do linho, rico em vitaminas benéficas ao pelo, explica a coordenadora administrativa Marcele Barbo Dutra. No ano passado, a empresa produziu 400 toneladas.

Tecnologia, por sinal, tem pautado o mercado pet. A última moda no setor é o implante de chips. Comuns nos EUA, os dispositivos permitem ao dono saber do paradeiro do bicho e acompanhar o calendário de vacinação por um software. Sandra Araújo comprou a gata Sophia já com o chip.

— Dá mais tranquilidade para não perder informações importantes — explica Sandra.

Cães têm até hotel-fazenda

Hana, uma bulldog de quase 30 quilos, observa a agilidade de Choco, uma australian cattle de um ano, sobre um tapete por onde corre sem jamais sair do lugar. Sabe que logo será sua vez de subir na esteira e dificilmente vai flutuar como a cadelinha com pinta de atleta.

E nem adianta rosnar: afinal, este é um lugar para onde os cães vão para perder peso e recuperar a agilidade. Mas há um consolo: depois de trotar por 20 minutos, Hana vai para uma piscina de água morna refrescar-se no colo do adestrador.

Cenas como essas são curiosas, mas fazem parte da rotina de Angélica Pires e Sérgio Paim. Há quatro meses, eles inauguraram, em Viamão, a Dog’s Village, hotel-fazenda para cachorros com proposta de aliar atividade física e hospedagem.

O investimento de R$ 1,5 milhão deverá ser recuperado em menos de cinco anos, já que o negócio vai bem: as 30 vagas lotam com facilidade.

O conceito de hospedagem com recreação tem motivado a abertura de negócios na Região Metropolitana, especialmente em áreas rurais. Alguns deles chegam a receber uma centena de animais. É o caso do Vet Hotel, em Viamão. No verão, quando famílias procuram lugar para deixar seu animal enquanto curtem as férias, a hospedagem chega a receber mais de cem cães. No local, há oito câmeras na área de convivência.

— Quando bater a saudade, os donos acessam o monitoramento pela internet — explica o proprietário Alexandre Stigger Terra Lima.

Saúde não fica para trás

Poucas semanas após serem presenteados com a boxer Nina, os namorados Filipe Narciso e Marcela Sosa tiveram de procurar às pressas ajuda veterinária. A cadela teve crise de diarreia, problemas de pele e não comia mais.

Em um hospital para animais, encontraram uma estrutura que jamais imaginaram existir: UTI com leitos individuais, todos com soro e marcador de batimentos cardíacos, equipamentos avançados de ecografia e raio X e veterinários especializados em áreas como endocrinologia e dermatologia.

— Fiquei feliz em saber que poderia contar com lugar tão especializado e aberto 24 horas — diz Marcela.

O valor do tratamento, estimado em mais de R$ 2 mil, valeu a pena, diz Felipe. Nina, hoje com quatro meses, se recuperou do problema sofrido em consequência de vacina inadequada dada pelo antigo dono.

Os cuidados com a saúde dos animais se sofisticam a cada dia. Inaugurado no fim de 2011, o hospital da Mundo Animal tem condições de manter internados e monitorados até 40 animais. Pelos seis consultórios, três áreas de internação e dois blocos cirúrgicos circulam 40 especialistas.

— Quisemos montar um hospital de alto padrão de higiene e sofisticação — conta a dona, Marione Pinheiro.

A clínica e pet shop Bichos da Gente, também na Capital, oferece banhos terapêuticos para animais com problema de pele. Um dos mais populares é a vinoterapia, com xampu à base de uva, explica a proprietária Ana Paula Azevedo. E cães com dores musculares são encaminhados à acupuntura.

Produtos e serviços para pets se sofisticam e atraem consumidores

Para saber mais acesse os links abaixo (é necessário ser assinante de ZH online):

MERCADO DE LUXO PARA ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO

O MELHOR AMIGO DAS PET SHOPS

MERCADO GANHA ARES DE SOFISTICAÇÃO

CÃES TÊM ATÉ HOTEL-FAZENDA

SAÚDE NÃO FICA PARA TRÁS

A terra encantada dos cachorros

Saiu na Zero Hora de terça passada (29 de janeiro de 2013)  no caderno Viagem.

HISTÓRIAS DE VIAGEM

A terra encantada dos cachorros

Uma amiga me contou outro dia da importante decisão tomada por ela e o namorado após a recente viagem de Ano-Novo: a partir dali, o segundo requisito ao escolher um hotel, depois de ter wi-fi gratuita, é o local não ser pet friendly. Eles não gostaram da presença de animais no ambiente.

O fato, porém, é que o terror de alguns pode ser o deleite de outros. A minha amiga fez questão do comentário após eu relatar, maravilhada, como amei a terra encantada dos cachorros e de seus adoradores chamada British Columbia, província da costa oeste do Canadá.

As pessoas ali realmente parecem amar seus bichos de estimação e os levam junto mesmo nas férias, mesmo na neve e na temperatura abaixo de zero. Os três hotéis onde ficamos eram pet friendly, e eu – cachorreira que sou – tinha um ataque de fofurice a cada vez que encontrava um cachorro no corredor ou no elevador. E nada de cão de madame (nada contra). Eles eram muitos e lindos e grandes e bem comportados. E fofos. Óuunnn

Depois de parar e afofar cada cachorro (e encher o saco de seus donos) em Sun Peaks e Whistler, tive de reconhecer que eu havia virado a “crazy dog lady” (“a louca dos cachorros”).

Em Sun Peaks, conheci os alaskan huskies que levam turistas em passeios de trenó de cerca de uma hora, ao custo de 200 dólares canadenses (R$ 415, uma ou duas pessoas). Fiz um interrogatório ao pessoal do Dog Sled Tours (http://zhora.co/dogtours), porque não me agrada a ideia de obrigar os bichinhos a puxar pessoas por aí. Mas os donos me garantiram: os cães, que são poucos e “da casa”, adoram a tarefa e até sentem falta quando estão de folga. Os que não curtem muito ou estão cansados são aposentados – mas não abandonados. Continuam com a família dona do negócio.

Em Vancouver, qual é a minha surpresa quando chego para o café da manhã e encontro um cachorro, misto de labrador e golden retriever, de anfitrião, saracoteando entre as mesas? Era a Mavis (na foto abaixo), um dos dois cães que vivem no luxuoso Fairmont Vancouver Hotel, no centro da cidade. Hoje com 12 anos, ela foi adotada após não passar pelos testes para ser cão-guia, por ser muito sociável. O outro é o labrador Beau, que passou parte de sua vida em uma penitenciária americana.

Tem quem não goste, tanto que nem sempre eles podem perambular no breakfast. Mas eu A-M-E-I. Geralmente, os dois ficam em camas especiais no saguão, ao lado do Concierge. Os hóspedes podem até levá-los para passear pela cidade. Tão populares são que até têm perfil no Facebook.

Do luxo para o mochileiro – em Toronto, na costa leste, o meu hostel também tinha um cão: a dachshund Lily.

Muitos cachorros encontrei, mas fiquei chateada por não ter conhecido um em específico: a Nora, heroína da Canadian Avalanche Rescue Dog Association, que resgata pessoas soterradas por avalanches em Whistler. Fica para a próxima.

priscila.martini@zerohora.com.br

PRISCILA DE MARTINI | EDITORA DOS CADERNOS VIAGEM E MEU FILHO

Mavis

Mavis (Erik Pzado, Jeguiando.com)



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