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Quero ser um criador. E agora?

SÁBADO, 21 DE JULHO DE 2012

Que tipo de criador eu quero ser?

Em primeiro lugar, vale esclarecer que dificilmente um bom criador obterá lucro financeiro com a produção do seu canil. Sim, existem aqueles que criam visando lucro financeiro, e até conseguem, mas temos que analisar a que “custo” isso é possível. E existem, também, aqueles que decidem ser criadores simplesmente porque amam os cães e querem aprimorar a raça.
Um criador que visa o lucro, precisa pensar em como reduzir, ao máximo, os gastos. Isso quer dizer que, fatalmente, vai relaxar nos cuidados e buscar subprodutos para tratar seus cães. Vai economizar comprando uma ração de baixa qualidade (ou “standard”), comprar vacinas mais baratas (e não tão eficientes), espaçar mais as vermifugações, utilizando remédios de segunda linha, e por aí vai. Além disso, vai vender um cão a qualquer pessoa que possa pagar por ele, sem critério de seleção para um futuro promissor ao filhote.

Muitas vezes, esse tipo de criador não registra os filhotes, e coloca anúncios do tipo: “com pedigree, sem registro” (isso não existe!!), ou “filhotes puros, pais com pedigree” (e aí, quem garante?). Outro problema desse “tipo” de criação, é que não há o controle genético, por meio de exames específicos (geralmente caros), para evitar que os filhotes desenvolvam doenças hereditárias. Aí o “criador” anuncia: “os pais têm todos os exames de saúde em dia”. A pergunta é: quais exames? Aqui, não estamos falando nos exames corriqueiros pedidos pelos médicos veterinários clínicos, como hemograma, parasitologia, etc., que são, sim, igualmente importantes e necessários. Mas, sim, de exames, realizados por profissionais especializados, como oftalmologistas (exame de fundo de olho, para detectar se o cão é livre de doenças como a catarata juvenil, o glaucoma, a distrofia de córnea, atrofia progressiva da retina, entre outras), radiologistas (exame de quadris e cotovelos, por meio de radiografias, para detectar se o cão é livre de displasia coxofemoral ou de cotovelos), entre outros.

Canso de receber mensagens de pessoas que estão enfrentando problemas de saúde com seus cães, e o “criador” do cão, que é quem deveria estar dando o apoio e orientações ao proprietário, já não se interessa, porque sua parte, de embolsar o dinheiro da venda, já está cumprida. Aí o cão, que custou barato ao comprador, agora está cheio de problemas, tem desvios de temperamento, doenças genéticas… E o proprietário, que se deixou enganar por propaganda enganosa ou que pensou estar fazendo um ótimo negócio pagando barato pelo seu filhote, agora se vê em apuros e gasta tudo o que pode e o que não pode para tratar do animal. Sim, o barato pode custar MUITO CARO!!
Exemplo das condições de um Husky Siberiano mantido por um fabricante de filhotes.

Exemplo das condições de um Husky Siberiano mantido por um fabricante de filhotes.

Vai por mim: se o valor de um bom cão, provindo de um criador que faz um trabalho sério pela raça, estiver fora do seu orçamento, adie o sonho de ter um belo cão de raça e adote um vira-latas! Os cães “sem raça definida” são excelentes companheiros, costumam ser naturalmente saudáveis, porque vêm de uma “seleção natural” – não é regra, mas não é à toa que costuma-se dizer que os SRD’s são mais fortes e saudáveis que os cães de raça. Por que isso acontece? Um criador que visa lucrar com a venda de cães de raça, não se importa em selecionar pelo padrão morfológico e nem pela saúde física ou mental dos cães. Para eles, se o cão é “puro”, ou se parece com a raça, vai para reprodução, não interessa se o cão e cego, se tem dificuldades para se locomover, se é epilético. Muitas vezes, como tais cães não têm boa procedência, podem ser frutos de cruzamentos entre parentes muito próximos e seus problemas de saúde se agravam. Ou, o criador está buscando determinada cor de olhos, comprimento ou cor da pelagem, e não liga para nada além disso, pois sua “seleção” visa apenas atender o “mercado”, sua lista de possíveis compradores, que querem um cão da tal cor, com a tal pelagem, e os olhos da cor tal.

Muitas vezes, esse tipo de criador participa de feiras, ou repassa seus filhotes para serem vendidos em eventos ou em pet shops. Não aconselho, em hipótese alguma, comprar um animal em feiras ou em pet shops! É impossível saber o histórico desses filhotes, das condições em que foram criados, de ver seus pais ao vivo a fim de verificar sua procedência. Como saber se esse filhote não foi vítima de abusos ou maus-tratos, sem conhecer sequer o local onde nasceu e foi criado? Comprar dessa forma, é incentivar a má criação, o abuso, e correr o risco de pegar uma verdadeira “bomba-relógio”. Esses cães são manuseados por várias pessoas, podem estar contaminados por parasitas ou vírus, e podem vir a morrer em poucos dias após chegar em sua casa.
Por outro lado, um criador que se importa com seus cães e quer o melhor para eles e para a evolução da raça, vai selecionar criteriosamente os animais que serão usados na reprodução. Vai estudar a fundo o padrão da raça, vai trocar informações com criadores mais experientes, vai buscar o melhor espaço para criá-los, vai pesquisar qual é a melhor alimentação, a melhor vacina, os melhores medicamentos, os melhores especialistas. Vai “se matar trabalhando” para investir o máximo possível em sua criação. Seus cães fundadores custarão caros, muitas vezes serão importados de canis renomados, terão vários exames de saúde à disposição, realizados por especialistas.
O bom criador fará uma série de perguntas aos possíveis novos proprietários, e não apenas irá “trocar” o filhote por uma pilha de dinheiro. Ele se preocupará com a preservação da sua linhagem, buscando pessoas conscientes que saibam que um cão “pet”, que será o mascote da nova família, não precisa reproduzir, e viverá melhor sendo esterilizado. Dessa forma, o criador e o proprietário estarão prevenindo uma série de doenças que são desenvolvidas por causa da ação dos hormônios sexuais, como o câncer nas glândulas mamárias e nas adanais, somente para citar alguns exemplos.
Um contrato entre criador e proprietário é sempre recomendável, pois aí um assegura a saúde e pureza do cão, e o outro se compromete com os cuidados adequados e a preservação da linhagem, além de outras cláusulas que garantirão direitos e deveres de ambas as partes sobre aquele cão.
Como faço para abrir um canil?
Aqui vale iniciar dizendo que um canil não é, necessariamente, uma estrutura física, cheia de baias, jaulas ou canis, e nem é preciso ter um monte de cães reprodutores. Podem-se ter, simplesmente, os cães no aconchego do lar, dentro de casa, com acesso ao jardim. Ter uma fêmea, com registro, já é o suficiente para homologar um canil.
O fato é que “ter um canil” é registrar um nome, junto à CBKC (Confederação Brasileira de Cinofilia), pagando as taxas necessárias. Isso lhe dará a possibilidade de registrar ninhadas, tendo, dessa forma, os pedigrees dos filhotes produzidos. Ressalto, porém, que apenas filhotes que tenham AMBOS os pais registrados, poderão ter seus pedigrees emitidos.
Dito isso, o próximo passo é dirigir-se a um KENNEL CLUBE, e solicitar os formulários de registro de canil e realizar o pagamento das taxas correspondentes. O interessado deverá levar 3 sugestões de nome de canil, em ordem de preferência, sendo que um deles será homologado junto à FCI (Federação Cinológica Internacional), com sede na Bélgica.
Os Kennel Clubes servem como um cartório, além de promoverem outras atividades para seus sócios. Para saber sobre o Kennel Clube mais próximo, basta entrar no site da CBKC (www.cbkc.com.br).

 

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Genes de coloração “merle” no Husky Siberiano

QUINTA-FEIRA, 10 DE NOVEMBRO DE 2011

O gene “merle” ocorre em muitas raças naturalmente, como em Collies, Australian Shepherds, Australian Cattle Dogs, Shetland Sheepdog, Cardigan Welsh Corgies, etc. Em outros raças, tal padronização foi “introduzida” com a interferência do homem na seleção de acasalamentos, mestiçando com outras raças, como ocorreu com o Chihuahua, por exemplo.

Exemplo de pelagem blue merle em cão da raça Cardigan Welsh Corgi. Imagem capturada da Wikipedia.

Exemplo de pelagem blue merle em cão da raça Cardigan Welsh Corgi. Imagem capturada da Wikipedia.

Então, por quê a preocupação com os Huskies Siberianos “merle”?

Chegou à atenção do SHCA (Siberian Husky Club of America), de que existem vários sitesna internet que estão divulgando ou colocando a venda Huskies Siberianos “merle”. Alguns desses cães podem ser listados como merles, enquanto outros são incorretamente listados como “piebalds”, mas suas fotos evidenciam claramente sua marcação “merle”.
Exemplo de filhote de Husky Siberiano "blue merle", publicado em sites de venda de filhotes nos EUA.Notem a falta de pigmentação na trufa (nariz).

Exemplo de filhote de Husky Siberiano “blue merle”, publicado em sites de venda de filhotes nos EUA.
Notem a falta de pigmentação na trufa (nariz).

Marcação “piebald” é considerada “merle”, ou tem algo a ver com a mesma?

Não. Os Huskies Siberianos de marcação “piebald” – corpo totalmente branco com algumas manchas de outra cor (preto, cinza, marrom ou vermelho), são aceitos sem qualquer discriminação pelo padrão da raça, diferentemente do “merle”. Em breve, publicaremos um artigo específico sobre a marcação “piebald” e outras marcações permitidas no Husky Siberiano aqui no blog.
Belo exemplar de Husky Siberiano de marcação "piebald", permitido pelo padrão da raça.BIS Multi Ch. St.Lazarus DaVinci, de criação e propriedade de María Elisa Alvárez e Corina Conzález (Guatemala).

Belo exemplar de Husky Siberiano de marcação “piebald”, permitido pelo padrão da raça. – BIS Multi Ch. St.Lazarus DaVinci, de criação e propriedade de María Elisa Alvárez e Corina Conzález (Guatemala).

O “merle” se refere ao padrão de marcação de pelagem do cão, e não à cor em si. Como cor, temos o preto e branco, cinza e branco, etc. Como marcação, o “irish”, o “splash”, o “piebald”, etc.

O efeito do gene “merle” é alterar a cor da pelagem de base, causando manchas mais claras, que resultam em uma aparência salpicada ou malhada com a cor da pelagem base. Pode também afetar o pigmento escuro dos olhos (muitas vezes resulta em olhos azuis, bicoloridos ou particoloridos), nariz e almofadas das patas despigmentadas ou com pouca pigmentação.
Exemplo de pelagem red merle em cão da raça Australian Shepherd. Imagem capturada da WikipediaNotem a falta de pigmentação na trufa (nariz) e o olho azul.

Exemplo de pelagem red merle em cão da raça Australian Shepherd. Imagem capturada da Wikipedia. Notem a falta de pigmentação na trufa (nariz) e o olho azul.

Para ajudar a proteger a nossa raça de problemas de saúde associados com o gene “merle”, e para proteger o público leigo que pode querer comprar um “raro” Husky Siberiano de marcação “merle”, o SHCA adotou uma declaração política sobre Huskies Siberianos “merle”.

O Conselho de Administração do SHCA reconhece que o padrão da raça Husky Siberiano permite todas as cores de pelagem, do preto ao branco puro, sendo a variedade de marcações na cabeça comum, incluindo muitas combinações não encontradas em outras raças. No entanto, o SHCA tem a firme convicção de que a marcação “merle” está associada a problemas.

No site do SHCA, está o texto referente aos Huskies Siberianos “merle”:http://www.shca.org/shcahp5a.htm.

Husky Siberiano "blue merle", marcação não desejável e desencorajada pelo Siberian Husky Club of America (SHCA). Foto capturada do site http://www.mysiberianhusky.org. A informação é que os pais são desconhecidos e que essa cadela, de nome "Shasta", é registrada pelo CKC.

Husky Siberiano “blue merle”, marcação não desejável e desencorajada pelo Siberian Husky Club of America (SHCA). Foto capturada do site http://www.mysiberianhusky.org. A informação é que os pais são desconhecidos e que essa cadela, de nome “Shasta”, é registrada pelo CKC.

Os problemas de saúde genéticos que estão associados com o gene “merle” (como a surdez, por exemplo), não são desejáveis para a raça, e nem geneticamente possível no conjunto de genes de raça Husky Siberiano. Portanto, é nossa crença de que um Husky Siberiano exibindo padronização “merle” é o resultado da criação de cães fora do padrão racial e como tal, o SHCA desencoraja qualquer pessoa a comprar ou criar um Husky Siberiano “merle”.

É muito provável que tais cães sejam fruto de mestiçagens realizadas com outras raças, nas quais o gene “merle” é facilmente encontrado.
Geneticamente falando… O gene “merle”:
O gene “merle” (M) é um pleiotropismo, isto quer dizer que ele está relacionado a mais de uma característica além da coloração. A característica principal do gene M é ser um gene de diluição. Quando homozigoto (MM), este gene acaba trazendo anomalias oculares, como a redução do tamanho do globo ocular e algumas vezes a ausência do mesmo, heterocromia da íris (manchas), surdez parcial ou total, cegueira, esterilidade e coloração praticamente branca. Quando heterozigoto (Mm), ele apenas apresenta efeitos sobre a cor, sem causar qualquer tipo de problema para o animal.

O gene M não está ligado ao sexo, podendo ser passado tanto pelo pai quanto pela mãe. Muitos dizem ser um gene dominante, mas ele não passa de um gene com dominância incompleta. Por tal motivo, um cão (mm) não é “merle”, visto que a coloração causada pelo M é por ser um gene de diluição, mas ao invés de diluir completamente a cor, ele deixa marcas. Um cão preto com o gene para o “merle” se tornará um cão com manchas de fundo azulado com pequenas marcas pretas espalhadas pelo corpo (blue merle), enquanto um cão de cor fígado que tenha o gene M se tornará um cão de fundo vermelho claro com manchas fígado espalhadas acima da cor diluida de fundo (red merle).

O (M) é um gene extremamente frágil, tendo uma alta probabilidade de mutar, se tornando (m). Isso explica porque algumas vezes o cruzamento entre “merles” resulta em filhotes pretos.

Algumas raças que têm genética para tal marcação são as seguintes:

  • Pastor de Shetland
  • Collie
  • Border Collie
  • Pastor Australiano
  • Welsh Corgi Cardigan
  • Dachshund
  • Pastor dos Pirineus
  • Beauceron
  • Pit Bull
  • Chihuahua
  • Cão de Caça Norueguês
  • Spitz Alemão
  • Dogue Alemão
  • Cão Leopardo de Catahoula
  • Old English Bulldog

Em muitas das raças citadas acima, essa marcação é considerada um defeito desclassificatório. Em outras, é completamente aceita e normal.

O “merle” faz parte das manchas “arlequim”. O (M) é o gene que remove o pigmento diluído, deixando a área “azul” em branco puro. Por tal motivo, não existe a marcação “arlequim” sem o gene (M). Para que o cão seja “arlequim”, ele deve ter no mínimo um gene (M) e um gene (H), ficando assim (MmHh).
Para que não existam problemas de compreensão: (H) é o gene que “diz” que tal cão é “arlequim”. Para que o cão seja “arlequim”, então, tem que ter, no mínimo, um gene (H) dominante, combinado com um gene (M) dominante. Caso contrário, não será “arlequim”.

Observações:

  • (HH) é um par de genes dominantes e letal, logo não nascem filhotes.
  • (MM) é um par de genes dominantes e gera problemas. Se os filhotes nascerem, terão os conhecidos problemas causados pelo (M) duplo (ou “merle” duplo).
  • HhMm = arlequim
  • hhMm = merle
  • HhMM / hhMM = problemas com o merle, cães brancos, surdos…
  • HHmm/HHMM = letal
  • mmHh/mmhh = cor normal
Texto gerado a partir do compartilhamento de informações postadas no Grupo de discussões Mushing Brasil, do Facebook, por Leandro Jorge, criador e titular do Canil Verkoiansk, recebendo contribuições também da estudante de Medicina Veterinária da UFPel e criadora de Cães Lobos Tchecoslovakos, Paula Pandolfo, titular do Canil Taura Berá.

Cinofilia oficial: por quê criar cães de raça e com pedigree?

SÁBADO, 2 DE JULHO DE 2011

Breve Histórico

A seleção de cães existe desde a pré-história, quando o homem passou a considerar a funcionalidade e a utilidade dos cães e, assim, começou a selecionar casais mais aptos para determinadas tarefas, de acordo com as necessidades das tribos ou grupos de pessoas. A partir dessa seleção artificial, baseada em aptidões, comportamento ou habilidades físicas, surgiram inúmeras raças.

Cães molossos, por exemplo, eram utilizados em combates.

Cães molossos, por exemplo, eram utilizados em combates.

Para que as características desejáveis de cada raça fossem mantidas, foram criados os “standards”, ou padrões, que ditam a conformação física e comportamental de cada raça, servindo como um guia para os criadores produzirem cães dentro de um tipo definido, que diferenciam uma raça da outra.

A fim de ordenar esse sistema, foram criadas entidades oficiais de cinofilia no mundo, que promovem o registro de cães de raça pura e, desta forma, instrumentalizam os criadores com os pedigrees, que lhes permitem analisar a genealogia de cada indivíduo canino.

Atualmente, as raças estão divididas em grupos de cães de tipos distintos, ou grupos funcionais, como cães pastores, de caça, molossos, e assim por diante.

Pela Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC), as raças estão divididas em 11 grupos:

Grupo 1 – Pastores e Boiadeiros (exceto suíços);
Grupo 2 – Tipo Pinscher, Schnauzer, Molossos e Boiadeiros Suíços;
Grupo 3 – Terriers;
Grupo 4 – Dachshunds;
Grupo 5 – Spitz e Primitivos;
Grupo 6 – Sabujos e Pista de Sangue;
Grupo 7 – Aponte (caça);
Grupo 8 – Recolhedores, Levantadores e D’água (caça);
Grupo 9 – Companhia;
Grupo 10 – Lebréis e Lebreiros (galgos);
Grupo 11 – Raças em reconhecimento.

Nota: O Husky Siberiano pertence ao Grupo 5, que está assim relacionado:

GRUPO 05 – Cães Spitz e Tipo Primitivo.

Seção 1 – Cães Nórdicos de Trenó.
1. Escandinávia.
2. Rússia.
3. EUA.

Exemplo: Husky Siberiano.

Exemplo: Husky Siberiano.

Seção 2 – Cães Nórdicos de Caça.
1. Noruega.
2. Rússia.
3. Suécia.
4. Finlândia.

Exemplo: Norwegian Elkhound.

Exemplo: Norwegian Elkhound.

Seção 3 – Cães Nórdicos de Guarda e Pastoreio.
1. Islândia.
2. Noruega.
3. Suécia.
4. Finlândia.

Exemplo: Icelandic Sheepdog.

Exemplo: Icelandic Sheepdog.

Seção 4 – Spitz Europeus.
1. Alemanha.
2. Itália.

Exemplo: Spitz Alemão Anão (Pomerania).

Exemplo: Spitz Alemão Anão (Pomerania).

Seção 5 – Spitz Asiáticos e Assemelhados.
1. China.
2. Alemanha.
3. Japão.

Exemplo: Chow Chow.

Exemplo: Chow Chow.

Seção 6 – Tipo Primitivo.
1. Israel.
2. Malta (Grã-Bretanha).
3. México.
4. Peru.
5. Região da África Central.

Exemplo: Basenji.

Exemplo: Basenji.

Seção 7 – Tipo Primitivo de Caça.
1. Espanha.
2. Itália.
3. Portugal.

Exemplo: Ibizan Hound.

Exemplo: Ibizan Hound.

Seção 8 – Tipo Primitivo com Crista Dorsal.
1. Tailândia.

Por quê escolher uma raça?

Quando alguém decide ter um cão, provavelmente esteja buscando, mesmo que inconscientemente, determinadas características que deseja em um animal com o qual vai conviver por vários anos.

Cada raça tem suas características e aptidões inerentes, provindas de anos e anos de seleção de cruzamentos. Existem, atualmente, mais de 200 raças reconhecidas, e é bem provável que haja a raça ideal para cada pessoa, condizente com seu estilo de vida e personalidade, o que facilita, e muito, na hora da escolha. Cada raça carrega consigo um “padrão”, que descreve como deve ser o caráter, a morfologia, etc.

Por isso, é fundamental que se busque o máximo de informações possíveis sobre a raça antes de tomar a decisão final, e nunca adquirir um cão por impulso ou por vaidades.

Diz um ditado: “HOJE ESTÃO NA MODA, AMANHÃ ESTÃO JOGADOS NA RUA”, que exemplifica o que acontece em muitos casos, onde a pessoa se encanta por um filhotinho ou por determinada raça que está na moda, e depois o “brinquedo” acaba crescendo, ou perdendo a graça, e o cão acaba atirado no fundo do quintal sem cuidados adequados, ou jogado na rua.

Caso o comportamento e as características físicas sejam indiferentes na busca por um cão, ou se o valor de um cão de raça, provindo de um criador responsável e idôneo, esteja fora de cogitação, incentivamos o resgate de cães de raça abandonados em abrigos, ou mesmo o recolhimento de cães de rua que, além de um ato louvável de compaixão, ajuda a salvar vidas e a diminuir um problema que cada vez aumenta mais no nosso país.

O que é e para que serve o PEDIGREE?

“Pedigree” é o nome dado ao registro de origem do cão de raça pura, que contém, além de dados como nome, sexo, data de nascimento, número de registro, nome do criador e do proprietário e número de microchip ou tatuagem, a árvore genealógica do animal – pais, avós e bisavós, bem como os títulos oficiais obtidos por cada um.

Exemplo de pedigree da CBKC.

Exemplo de pedigree da CBKC.

Esse documento deve ser apresentado pelo criador do cão no ato da entrega do filhote ou cão adulto para o novo proprietário e, caso ainda não esteja pronto, o criador deverá apresentar o protocolo de registro da ninhada, e enviar o pedigree posteriormente ao proprietário.

O pedigree serve como um guia para o criador selecionar o casal que irá reproduzir, pois visualizando-o, ele será capaz de identificar o nível de consangüinidade (inbreeding, linebreeding, outcrossing), propensão a doenças hereditárias, características da família, etc.

Quem emite o pedigree é a entidade oficial de registros genealógicos de cães de cada país, e são encaminhados pelo criador, isto é, aquele que possui a fêmea mãe dos filhotes (matriz).

Ambos pais devem ter pedigree para que o registro de uma ninhada seja possível.

Estrutura da Cinofilia Oficial no Brasil

O Brasil tem uma cinofilia oficial organizada, regida pela Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC). A CBKC segue as normas da entidade maior, em nível mundial, que é sediada na Bélgica: a Federacion Cinologuique Internacionale (FCI).

A CBKC abrange todo o território nacional, por isso, delega seus poderes de cartório de registros, organização de eventos (exposições) e homologação de títulos, a seus clubes afiliados, os chamados “Kennel Clubes”, espalhados por diversas cidades do país. Alguns estados possuem, ainda, Federações Cinologicas ou de Cinofilia, que regem todos os Kennel Clubes.

O proprietário da fêmea (matriz) deverá requerer, junto a um Kennel Clube, o registro de canil, que servirá para registrar os filhotes gerados. Lembrando que é essencial que a matriz e o macho escolhidos para o cruzamento tenham pedigree.  O nome do canil será o sobrenome dos filhotes, identificando, dessa forma, a origem dos animais.
No site da CBKC, poderão ser encontradas as normas e regras que regem todo esse processo.

Imagens das raças (exemplos) capturadas do site do American Kennel Club (AKC). É proibida a cópia parcial ou total sem autorização dos textos e fotos aqui publicados. Todos os direitos autorais reservados.

Convívio com gatos – SIM, é possível!

QUINTA-FEIRA, 19 DE MAIO DE 2011

Por Amanda Elisa Pulita Giacomet*

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Neste texto, comentaremos um pouco sobre a relação entre cães e Huskies Siberianos, dando algumas dicas para futuros ou já proprietários de Huskies e felinos.

Antes de mais nada, alguém que obtém um cão, seja ele da raça que for. deve ter muita ou alguma noção sobre comportamento animal, sendo um tópico precioso para o bom convívio com outros cães, humanos e outros animais, como gatos – no caso desse texto.
Sabe-se que, tanto os cães como os gatos, possuem sinais comportamentais muito diferentes, para não dizer completamente opostos.  Enquanto para um cão a cauda abanando indica felicidade, na maioria das vezes, para um gato indica nervosismo e/ou estresse.
No caso dos Huskies, um filhote de 60 dias idade que já esta apto a ir para sua nova casa já está maior, em tamanho, que um gato adulto, e isso pode assustar ou acuar o bichano. O ideal é que o filhote tenha acesso restrito a certas áreas que o gato frequenta e, se possível, que haja um portão ou alguma barreira através da qual ambos possam ter contato visual e olfativo.
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É importante observar como o filhote se comporta, se tem medo, se é curioso e dominante, ou se é curioso e submisso. Se caso o filhote for medroso, fique perto do portão e o chame com petiscos, e quando ele estiver se sentindo confortável perto do gato, as apresentações podem começar a serem feitas.Procure pegar o gato no colo, deixando o filhote de Husky vir cheirá-lo na parte traseira, como os cães costumam fazer entre si para se reconhecerem. Depois, com o filhote em uma guia, com enforcador, solte o gato e deixe que esse se aproxime. Caso o gato saia correndo, desvie a atenção do cão, nunca deixando que esse fique fixado no gato, demonstrando orelhas altas, boca fechada e olhos fixos, pois isso é, de longe, um sinal que indica que o gato é algo a ser pego – ou seja, uma presa. Corrija o filhote de cão sempre que ele apresentar essa “pose” de fixação.Outra dica é, nunca, em hipótese alguma, deixar o filhote de cão perseguir o gato. Isso ativa um “botãozinho no cérebro” dos caçadores.

Qualidades a procurar em um filhote de Husky Siberiano que vá conviver com um gato na futura casa:
– Submissão;
– Ser calmo;
– Curiosidade;
– Ser brincalhão;
– Ter nível médio a baixo de energia (sim, existem Huskies Siberianos assim!).
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Procure criadores conscientes e procure um filhote com as características descritas acima. O criador saberá qual filhote se encaixará na sua rotina e no que você procura. Se o criador já possui gatos em casa, e ser for possível, ele mesmo pode começar a apresentar os bebês Huskies desde cedo aos felinos. Dessa forma, os pequenos aprenderão, desde cedo, que os gatos fazem parte da matilha, e que devem ser respeitados também.

Algumas dicas para o cão associar o gato com coisas boas:
– Ao servir a ração para o cão, tenha o gato no colo ou perto do pote, fazendo o cão esperar. Depois, libere para que coma e, se possível, fique sentado ao lado do filhote, mexendo em seu pote ainda com o gato ou colo ou por perto. Assim, ele associará a satisfação com o gato e ainda o terá como um dos líderes que ele deve respeitar.
– Dê petiscos ao filhote de cão sempre que o gato estiver junto, de maneira calma e submissa, fazendo com que o cão fique deitado perto dos gatos ou mesmo olhando-os brincar. Mas lembre-se de evitar a fixação. Quando o cão começar a se fixar, corrija sua atenção para um brinquedo ou para um petisco em sua mão, ou ainda, se estiver com guia, de um toque de leve para que ele desligue o “botão de fixação do cérebro”.
Algumas características que Huskies e gatos possuem em comum:
– Agilidade;
– Independência;
– Carinhosos, sem serem grudentos;
– Muitos limpos.
Com tantos pontos em comum, a relação entre um Husky Siberiano e um gato tem tudo pra dar certo se o proprietário se dispuser a fazer as apresentações de maneira adequada e se tiver muita paciência.
Lembre-se: um cão bem exercitado é um cão calmo e submisso, por esse motivo sugere-se aos futuros proprietários que levem seus filhotes para casa após a 3ª dose de vacina múltipla ou perto de tomá-la, pois o tempo dentro de casa sem exercício será menor.
Twister e sua "irmã" gata. Propriedade de Luma e Beni (Porto Alegre/RS).

Twister e sua “irmã” gata. Propriedade de Luma e Beni (Porto Alegre/RS).

ADVERTÊNCIA:

Huskies Siberianos e gatos, mesmo quando bem acostumados a conviver pacificamente, devem ser SEMPRE supervisionados enquanto estiverem juntos.* Estudante do penúltimo ano de faculdade de Medicina Veterinária, com foco principal em comportamento de animais de companhia. Titular do Canil Jack’s Wolfpack, voltado para a criação de Husky Siberiano e Cão Lobo Tchecoslovako, localizado em Curitiba/PR.

Ranking 2012

Nossa pequena Punky fechou o ano como a Husky filhote número 1 do Brasil nos rankings da CBKC e DogShow.

Ranking CBKC

Ranking CBKC

Ranking DogShow

Ranking DogShow

 

Dermatose responsiva ao zinco

TERÇA-FEIRA, 17 DE MAIO DE 2011

dermatose responsiva ao zinco é uma doença de pele manifestada pela deficiência de zinco. A deficiência pode ser dietética, ou em algumas raças árticas, sendo o Husky Siberiano uma das mais propensas à doença, que pode ser um distúrbio hereditário de absorção de zinco.

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SINAIS E SINTOMAS

Os sintomas iniciais são crostas grossas ou escamosas na pele e alopecia (queda/falha de pelos), especialmente em torno dos olhos e no focinho. Esse sintoma também pode ser visto nas orelhas, jarretes, sob as almofadas dos pés e em volta dos órgãos genitais. As crostas grossas podem ocorrem nos pontos de pressão, como nos cotovelos, por exemplo. A pelagem pode ficar fosca e dura, e infecções de pele secundárias podem ocorrer. Muitos cães podem mordiscar ou lamber insistentemente as áreas afetadas devido ao prurido. Os sintomas da doença podem ocorrer em qualquer idade, mas normalmente são vistos pela primeira vez em cães adultos jovens.
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A deficiência de zinco pode estender-se, causando outros problemas, incluindo a falta de apetite e a consequente perda de peso, cicatrização lenta, ceratite (inflamação da córnea) e conjuntivite (inflamação da conjuntiva – o tecido que reveste a pálpebra interna e a parte branca do globo ocular). Linfadenopatia (gânglios linfáticos) pode ocorrer em cães muito jovens.

CAUSAS
Podem haver várias razões para a deficiência de zinco:
Dietéticas/Alimentares:
– Alimentação pobre em zinco;
– Excesso de suplementos minerais, principalmente cálcio, ferro e cobre;
– Alimentação com excesso de fitatos, uma substância encontrada em algumas dietas à base de cereais que interfere na absorção de zinco no intestino
Hereditárias:
Má absorção do zinco. Acredita-se ser uma desordem recessiva, herdada pelas raças árticas, consideradas como fatores de risco à doença, como Husky Siberiano, Malamute do Alasca e Samoieda.
Os genes responsáveis pela má absorção parecem ser recessivos, mas ainda não há nenhum marcador genético como prova em qualquer uma das raças afetadas. Esterilizar as fêmeas com o transtorno tem sido indicado, pois nota-se uma visível melhora nos sintomas, podendo-se até diminuir ou cessar a suplementação com zinco nestes casos.
TESTES PARA O DIAGNÓSTICO
Problemas de pele geralmente são difíceis de diagnosticar, mas este, em específico, tem mudanças definitivas que podem ser facilmente reconhecidos. O diagnóstico pode ser feito por análise microscópica, por meio de uma biópsia da pele. Esta biópsia pode ser feita com anestesia local. O diagnóstico é confirmado pela resposta do cão para a suplementação de zinco.
DIRETRIZES DO TRATAMENTO
Nota: O tratamento dos animais deve ser feito apenas por um médico veterinário licenciado.
Os veterinários devem consultar a literatura atual e farmacológica antes de iniciar qualquer protocolo de tratamento.
Se a causa da deficiência de zinco for dietética/alimentar, há resposta do cão com a adequação da dieta e com a suplementação com zinco em curto prazo. Normalmente nota-se uma melhora em um mês ou dois.
Se a causa for hereditária, a suplementação com zinco geralmente alivia os sintomas, mas pode ter de ser contínua ao longo da vida do cão. O zinco pode ser administrado por via oral, mas é preciso ter cuidado para não haver uma overdose e, neste caso, pode ocorrer o envenenamento pelo excesso de zinco.
A dose correta de zinco deve ser determinada individualmente para cada cão, e somente por um médico veterinário competente. Doses maiores podem causar vômito. Se forem necessárias doses altas de zinco, elas podem ser divididas ao longo do dia, e administradas juntamente com a comida, várias vezes ao dia. Em alguns casos, o zinco é administrado por via intravenosa. Uma vez que a dose correta é determinada com a ajuda do médico veterinário, provavelmente terá que ser mantida por toda a vida do animal.
Os sintomas podem reincidir se a suplementação não for mantida. Mesmo um pequeno esquecimento da dosagem de um dia pode causar recidiva. Mesmo ministrando as doses corretas e diariamente, os sintomas podem ocasionalmente voltarem a ocorrer. Se isso acontecer, eles geralmente são de curta duração – em média, 2 a 3 semanas –, e geralmente desaparecem espontaneamente, enquanto a dose de manutenção ainda está sendo dada.

Um shampoo anti-seborréico nos banhos pode ser usado para o alívio das áreas cutâneas afetadas, mas os cuidados devem ser redobrados ao utilizar ao redor dos olhos. Para alívio tópico imediato, um gel de Aloe Vera pode ser utilizado, embora com moderação.

Copper Basin 300 Sled Dog Race

Entre os dias 12 e 15 de janeiro ocorreu a Copper Basin 300 Sled Dog Race, uma corrida de trenós no Alaska com um percurso de aproximadamente 450km (300 milhas).

E tivemos um brasileiro participando, Luan Ramos Marques. Que ficou em 28º lugar.

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Em março, Luan será o primeiro brasileiro a participar do Iditarod, chamada de A Última Grande Corrida, entre Anchorage e Nome, no Alaska.

Parabéns e boa sorte Luan!



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