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Escolha do Filhote

SEXTA-FEIRA, 10 DE DEZEMBRO DE 2010

Quando decidimos adquirir um novo filhote de cão, a primeira pergunta que devemos nos fazer é qual a raça que melhor se encaixa nas nossas condições de vida, seja o estilo, a disponibilidade de tempo, de espaço físico, o valor que vamos dispensar aos gastos mensais do animal, etc. Tudo isso deve ser muito bem analisado e ponderado antes da escolha da raça e da decisão de trazer um novo cãozinho para casa.

Caso a sua idéia seja adquirir um Husky Siberiano, aconselhamos iniciar pela leitura do artigo “Então… Você quer um Husky Siberiano?” que está publicado aqui no blog, além de, claro, os demais artigos aqui disponibilizados. Quanto maior for o conhecimento antes da aquisição do animal, maiores as chances de fazer a escolha certa e de não haverem arrependimentos futuros, pois quem mais sofre nesses casos, no final das contas, acaba sendo o cão.

O Husky Siberiano costuma fascinar as pessoas pela sua beleza ímpar, seu porte majestoso, sua pelagem exuberante, olhar penetrante e esperto, e sua aparência que lembra a de um lobo. Porém, a raça definitivamente não é ideal para todos que sejam cativados pela sua aparência física, tendo seus prós e contras para o convívio e manutenção.

Depois de ter o máximo de informações que seja possível sobre a raça e, se ainda assim se decidir a ter um Husky Siberiano, faça uma pesquisa por criadores sérios, que se preocupem com a seleção da raça e que busquem manter e aprimorar suas características físicas e temperamentais, priorizando a saúde dos cães acima de tudo.

Identifique o propósito da sua aquisição. Além das características da raça, procure saber se quer o cão apenas para ser seu mascote, se quer para reproduzir, ou se quer para levar às exposições. É importante que o criador saiba o que você está procurando, para disponibilizar o filhote ideal para o seu objetivo. Mascotes normalmente serão esterilizados quando atingem idade adequada, a fim de evitar transtornos à nova família e algumas doenças. Os cães destinados à reprodução geralmente são destinados às pessoas que já tenham afixo (canil) registrado junto às entidades cinófilas oficiais ou que pretendam registrar.

O casal escolhido para ser os pais da ninhada deve ter feito um check up completo de saúde, como hemogramas, radiografias de quadris, exame oftalmológico, estarem devidamente vacinados e vermifugados, além de outros exames que podem ser orientados por um bom médico veterinário, a fim de prevenir algumas das principais doenças que acometem a raça. Alguns exames, como os de displasia coxofemoral e de olhos, devem ser feitos por especialistas, para garantir a seriedade dos laudos.

Pais que tenham obtido títulos em exposições poderão ser uma garantia a mais ao novo proprietário de que seu filhote alcançará as características desejáveis da raça, pois tais cães foram avaliados e premiados por juízes cinófilos especializados, que conferiram aos mesmos a qualificação de excelente, verificando além dos aspectos de estrutura e dinâmica (movimentação), a mordedura dos mesmos e os testículos do macho.

É importante que o filhote tenha pedigree, ou registro de origem, junto a alguma entidade oficial que reconheça e registre a ninhada. No Brasil, aconselhamos que o filhote seja registrado junto a algum Kennel Clube filiado à CBKC (Confederação Brasileira de Cinofilia). Todo o trabalho de registro da ninhada é feito pelo criador, que deve fornecer ao novo proprietário um comprovante de registro do Kennel Clube caso o pedigree ainda não esteja em sua posse no ato de entrega do filhote, e o criador não deve cobrar uma diferença por isso. O pedigree mostrará a genealogia do animal, aonde são apresentadas no mínimo três gerações passadas do cão (pais, avós e bisavós), que será identificado com um número de registro, data de nascimento, nome (o afixo do canil do criador será o “sobrenome” do cão) e outras informações sobre o mesmo.

Ao encontrar o criador adequado, faça uma visita para ver em que condições ele tem seus cães, no sentido de verificar a saúde e também se ele oferece bem estar aos animais. Procure ver toda a ninhada, comparar os filhotes. Um filhote saudável deve ser vigoroso, alegre, ativo, ter olhos límpidos e livres de secreções, pele sadia e pelagem brilhante, livre de parasitas como pulgas ou carrapatos. Verifique se os filhotes e a mãe da ninhada não apresentam diarréia, vômitos ou outras moléstias que indiquem doenças parasitárias, bacterianas ou virais. Preste atenção também no temperamento do filhote, desde cedo já é possível notar aqueles que são mais dominantes, os mais submissos, os mais afetuosos, etc. Um bom criador oferece uma ração de alta qualidade para a ninhada desenvolver-se de maneira adequada.

É muito importante que o novo proprietário encontre total confiança no criador, pois este será seu guia durante a vida do cão, devendo oferecer suporte à nova família para ter a certeza de que o filhote receberá os cuidados adequados e para orientar o proprietário em tudo o que disser respeito ao manejo e manutenção do animal.

Exija, ainda, que o filhote esteja com, no mínimo, 60 dias de idade (8 semanas), já com ao menos duas doses de vacinas de qualidade, microchipado, e que esteja sendo submetido a um rigoroso controle de parasitas internos (vermifugado). Ele deverá ter uma carteirinha de vacinção, assinada e carimbada por um médico veterinário responsável pelos procedimentos de vacinas e vermifugações, bem como a implantação do microchip.

Os criadores sérios costumam fornecer ao novo proprietário uma proposta de contrato com direitos e deveres sobre o cão antes de fechar negócio, para assegurar-se de que o cãozinho terá uma vida digna e que o novo proprietário se comprometerá com sua guarda e zelo.

Por Bukharin Siberians. É proibida a cópia parcial ou total sem autorização dos textos e fotos aqui publicados. Todos os direitos autorais reservados.

Postado por Bukharin Siberians

Quer um Husky Siberiano?

SEXTA-FEIRA, 10 DE DEZEMBRO DE 2010

Então… Você quer um Husky Siberiano?

Você está interessado em comprar um Husky Siberiano? Então, você já deve ter ouvido falar de como eles são maravilhosos. Nós pensamos que você também deveria saber que eles têm suas falhas, e que podem não ser os animais de estimação ideiais para todos os que são atraídos por eles.

Huskies Siberianos são animais extremamente gregários e necessitam da companhia de outros cães ou pessoas o tempo todo.

Togo e Greiss brincando -- Bukharin Siberians.

Togo e Greiss brincando — Bukharin Siberians.

Se você trabalha o dia todo, ou tem espaço para somente um cachorro… NÃO COMPRE UM HUSKY SIBERIANO.

Ao mesmo tempo que possui uma forte afeição por sua família, o Husky Siberiano é também amigável com estranhos. Então, se você quer ter a lealdade cega de um cachorro de um único dono… NÃO COMPRE UM HUSKY SIBERIANO.

O Husky Siberiano não é um cão de guarda, embora as pessoas que ignoram sua real natureza possam se amedrontar com sua aparência. Se você deseja ter um cachorro com instintos agressivos de um cão de guarda… NÃO COMPRE UM HUSKY SIBERIANO.

Pelo menos uma vez por ano os Huskies Siberianos trocam seus pelos.

Fotos capturadas do site Husky Power Dogsledding

Fotos capturadas do site Husky Power Dogsledding

Se você gosta de pelos por toda a casa e no ar que você respira, tudo bem. Se, no entanto, você dá importância ao asseio todo o tempo, então… NÃO COMPRE UM HUSKY SIBERIANO.

Subpelo de um Husky Siberiano depois de breve escovação durante a muda

Subpelo de um Husky Siberiano depois de breve escovação durante a muda

Huskies Siberianos têm uma propensão natural de cavar buracos nos quintais.

Dmitri e Lunita cavando. - Foto de Amanda Giacomet e Juliana Danielewicz

Dmitri e Lunita cavando. – Foto de Amanda Giacomet e Juliana Danielewicz

Se você tem um grande orgulho de seus esforços de jardinagem… NÃO COMPRE UM HUSKY SIBERIANO.

De todas as falhas que podem ser encontradas nos Huskies Siberianos, a MAIS PERIGOSA para o dono do cão é o seu tremendo desejo de CORRER.

Thaynã e Dmitri. - Foto de Juliana Danielewicz

Thaynã e Dmitri. – Foto de Juliana Danielewicz

Mas a primeira corrida de um filhote pela rua pode ser sua última, em qualquer lugar. Um Husky Siberiano, para sua própria proteção, deve ser mantido confinado ou sob controle o tempo todo. Se você é daquelas pessoas que pensam que é cruel manter um cachorro no canil, ou mantê-lo confinado no quintal… NÃO COMPRE UM HUSKY SIBERIANO.

Nós simplesmente acreditamos que qualquer cão está melhor em um canil apropriado do que correndo perdido pelo mundo. Sim, um cachorro mantido em canil está perdendo um monte de coisas na vida: a chance de ser atropelado por um carro; a diversão de ser imundo, cheio de vermes e parasitas; a oportunidade de ser atacado por outros cães; a alegria de ficar doente por ter comido lixo contaminado; o prazer de ser atormentado por crianças mesquinhas; a emoção de ser atingido por um tiro de um fazendeiro; e finalmente o grande conforto de nunca saber o lugar ao qual pertence ou como se comportar. Não queremos ver nenhum Husky Siberiano tornar-se um MENDIGO.

Se você leu tudo até aqui, honestamente acredita que se encaixa em TODOS os aspectos, e ainda está determinado a ter um Husky Siberiano, então nós temos o grande prazer em lhe dar as boas vindas à raça. Junte-se à nós na complacência presunçosa de saber que possuímos o cão mais bonito, mais inteligente e mais próximo ao ideal no mundo… O HUSKY SIBERIANO!

Texto capturado do site do Siberian Husky Club of America e traduzido por Bukharin Siberians. É proibida a cópia parcial ou total sem autorização dos textos e fotos aqui publicados. Todos os direitos autorais reservados.

Postado por Bukharin Siberians

Instrumentos para passeios

QUARTA-FEIRA, 8 DE DEZEMBRO DE 2010

CAIXA TRANSPORTADORA:

CAIXA TRANSPORTADORA:

A caixa de transporte é ideal para ser utilizada nos passeios ou viagens de carro, a fim de oferecer segurança e comodidade ao cão e ao proprietário. Também é um instrumento útil para o dia-a-dia, para quando seja necessário conter o animal por curtos períodos de tempo.

Lunita adora descansar na sua caixa. Foto de Amanda Giacomet

Lunita adora descansar na sua caixa. Foto de Amanda Giacomet

Acostumar o cão a gostar de entrar na caixa desde filhote, oferecendo petiscos e incentivando-o a acomodar-se na mesma, pode ajudar muito para que ele sinta-se tranquilo, bem acomodado e confortável na caixa.

ENFORCADOR – de nylon ou de elos (corrente):

enforcador

A utilização de peitorais ou coleiras NÃO são indicados para os passeios com o Husky Siberiano. Os peitorais são bastante incômodos para o animal, além de prejudicarem sua liberdade de locomoção, e as coleiras não oferecem segurança, pois o cão pode facilmente escapar se livrando da mesma com um movimento rápido.

Lembramos que o cão deve ser conduzido sempre ao lado esquerdo do proprietário ou passeador, e apresentamos a maneira correta de colocação do enforcador, para que haja um melhor controle sobre o animal:

enforcador (1)

GUIA – de nylon ou retrátil:

guia

As guias retráteis são interessantes para passeios em locais espaçosos e seguros, aonde se possa dar mais liberdade ao cão.

BEBEDOURO – água fresca:

É importante manter o Husky Siberiano bem hidratado durante os passeios, especialmente aqueles longos ou feitos em dias mais quentes. Por isso, é bastante útil carregar sempre junto uma garrafinha de água fresca e um recipiente para oferecer água ao animal durante as caminhadas e exercícios.

bebedouroportatil

Os bebedouros portáteis são bastante úteis e práticos para os passeios.

Também lembramos da importância de carregar junto uma sacolinha descartável para recolher as fezes do cão, contribuindo assim para a limpeza das nossas cidades e para os passantes não terem surpresas desagradáveis nos seus sapatos.

Por Bukharin Siberians. É proibida a cópia parcial ou total sem autorização dos textos e fotos aqui publicados. Todos os direitos autorais reservados.

Postado por Bukharin Siberians

O que é criador RESPONSÁVEL?

Quando procurar pelos vários sites de criadores de huskies siberianos pela internet, por favor esteja avisado que muitos desses chamados “criadores” estão produzindo filhotes sem nenhuma preocupação a respeito de saúde e bem estar dos cães.

Gostaria de apontar aqui algumas responsabilidades que o criador RESPONSÁVEL deve ter.

– O criador RESPONSÁVEL não acasala cães com menos de 2 anos de idade. Cães precisam ter no mínimo 2 anos de idade para serem devidamente checados quanto a exames oftálmicos, mesmo porque anormalidade oculares normalmente ocorrem com menos de 2 anos.

– O criador RESPONSÁVEL faz os exames necessários tais como exames de fundo de olho e raio x de displasia para garantir que os animais do plantel estão livres de problemas oculares como Catarata Juvenil, Distrofia da Córnea e Atrofia Progressiva da Retina e de Displasia Coxofemoral.

– O criador RESPONSÁVEL orgulhosamente apresenta essas informações em seu web site.

– O criador RESPONSÁVEL segue o padrão da raça no que diz respeito ao tipo de pelagem, estrutura, tamanho, etc.

– O criador RESPONSÁVEL não cria animais para produzir especificas características como coloração dos olhos ou coloração de pelagem para satisfazer o mercado consumidor.

– O criador RESPONÁVEL cria para melhorar a criação e mostrar isso em provas de conformação, obediência e trabalho como puxar trenós.

– O criador RESPONSÁVEL não tem necessidade de fazer propaganda de linhas campeãs. Os campeões são orgulhosamente exibidos no pedigree que são fornecidos no site. Linhas de campeões que são 5 gerações de volta do trabalho árduo de criadores responsáveis! Pergunte por que o Linhas de campeão não aparecem nas primeiras gerações, começando com os pais e avós.

– O criador RESPONSÁVEL vende exemplares pet com contrato de castração.

– O criador RESPONSÁVEL não aumenta o número crescente de Huskies Siberianos abandonados e depois se esconde atrás da afirmação de ser uma organização de salvamento.

Não preencha o ego e bolso dos PRODUTORES de filhotes que se intitulam criadores. Seja um consumidor educado e um comprador informado, ajude a proteger nossa raça e não destruí-la.

Uma manobra de publicidade é que muitos criadores de fundo de quintal e antiéticos irão alegar ter linhas que mostram campeões. Mas normalmente não existem mais que dois campeões no pedigree, mas em 6 gerações atrás. Esses ditos “criadores”estão tentando lucrar com o trabalho árduo dos criadores de renome que produziram esses campeões. Outro truque é dizer que os cães possuem pedigree e são aprovados pela CBKC. Uma vez que o “criador” registra um certo número de ninhadas elas são bandeira vermelha e a CBKC deveria inspecionar a papelada. E cães usados mais do que o esperado é requerido fazer um perfil de seu DNA. Isso é necessário para provar parentesco. O perfil de DNA não é garantia contra problemas de saúde.

Por Andrea Erickson, titular do afixo Kivalina Siberians, USA. Tradução e adaptação por Amanda Giacomet, do afixo Jack’s Wolfpack. É proibida a cópia parcial ou total sem autorização dos textos e fotos aqui publicados. Todos os direitos autorais reservados.

Postado por Bukharin Siberians

Displasia Coxofemoral

SEXTA-FEIRA, 26 DE NOVEMBRO DE 2010

A displasia coxofemoral, ou displasia de quadril, é a má formação da articulação que se localiza entre o fêmur e a bacia do cão. Manifesta-se tanto em machos como em fêmeas, em um quadril ou em ambos. O cão não apresenta a displasia ao nascer, mas a desenvolve durante os dois primeiros anos de vida. É uma doença progressiva, que causa inflamação, dor e artrite do quadril afetado. Nos cães afetados, o problema é agravado com exercícios intensos, e ao sentar, deitar e subir escadas. Pode incidir de forma branda ou severa, sendo que os sinais clínicos podem ser mais evidentes em cães jovens (menos de um ano de idade).

Sua transmissão se dá através de herança poligênica, o que significa, em linhas gerais, ser a combinação de múltiplos genes. Assim sendo, mesmo um casal que não apresente o problema, a combinação de seus genes pode resultar em transmissão da doença para sua descendência.

O diagnóstico da displasia é feito através de raio-x. O médico veterinário deve ter especialidade em radiologia e estar apto para bater chapas de alta qualidade, a fim de que haja um laudo adequado à realidade do animal. O laudo definitivo deve ser emitido a partir dos 24 meses de idade do cão.

Husky Siberiano e a Displasia Coxofemoral

Até pouco tempo no Brasil, acreditava-se que não havia importância em radiografar os Huskies Siberianos devido à baixa incidência do problema na raça. Segundo dados emitidos pela OFA (Orthopedic Foundation for Animals) e divulgados pelo SHCA (Siberian Husky Club of América), de janeiro de 1994 a dezembro de 1998, 12.087 Huskies Siberianos tiveram suas radiografias avaliadas pela OFA. Desse total, 30,5% dos cães receberam “excelente”, e apenas 2,2% foram diagnosticados displásicos.

Há dados apresentados pelas mesmas entidades que evidenciam uma grande queda de animais afetados a partir de 1980, momento em que a raça começou a ficar mais popular e, consequentemente, a existir um maior número de criadores e de cachorros produzidos. Essa diminuição de Huskies Siberianos afetados por displasia coxofemoral se dá devido à cooperação de criadores em seguirem os protocolos indicados pelo SHCA e pela OFA, dispondo-se a checar seus animais com profissionais qualificados. Se não houvesse um controle desde aquela época, provavelmente hoje a displasia coxofemoral seria uma grande “dor de cabeça” para a maioria dos criadores de Huskies Siberianos. Salienta-se ainda a grande contribuição nesse sentido de preservação da saúde da raça por parte da maioria dos países europeus, que realizam rígido controle nos Huskies Siberianos destinados à reprodução.

É de extrema importância que um Husky Siberiano não possua displasia, pois tal doença impossibilitaria um cão de exercer sua função de trabalho, afetando sua movimentação livre e sem esforço. É altamente recomendado, portanto, que os criadores brasileiros se conscientizem da importância de dar continuidade a este senso de preservação da saúde da raça, que já se iniciou há décadas em outros países, de forma que todos os cães direcionados à reprodução tenham seus quadris radiografados e que somente aqueles que recebam laudo negativo para displasia emitido por profissional qualificado sejam acasalados.

Classificação do grau de displasia

Método de Norberg – aceito pela FCI (Fédération Cynologique Internationale) e acolhido pelo CBRV (Colégio Brasileiro de Radiologia Veterinária):

Grau A (HD -) – articulação normal, isento de displasia. A cabeça femoral e o acetábulo são congruentes. A borda crânio-lateral apresenta-se pontiaguda e ligeiramente arredondada. O espaço articular é estreito e regular. O ângulo acetabular, segundo Norberg, é de aproximadamente 105º (como referência). Em articulações coxofemorais excelentes, a borda crânio-lateral circunda a cabeça femoral pouco mais na direção látero-caudal.

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Grau B (HD+/-) – próxima do normal. A cabeça femoral e o acetábulo são ligeiramente incongruentes e o ângulo acetabular, segundo Norberg, é de aproximadamente 105º ou o centro da cabeça femoral se apresenta medialmente à borda acetabular dorsal e a cabeça femoral e o acetábulo são congruentes.

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Grau C (HD +) – displasia leve. A cabeça femoral e o acetábulo são incongruentes. O ângulo acetabular, segundo Norberg, é de aproximadamente 100º ou há um ligeiro achatamento da borda acetabular crânio-lateral, ou ambos. Poderão estar presentes irregularidades ou apenas pequenos sinais de alterações osteoartrósicas da margem acetabular cranial, caudal ou dorsal ou na cabeça e colo femoral.

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Grau D (HD++) – displasia moderada. A incongruência entre a cabeça femoral e o acetábulo é evidente, com sinais de subluxação. O ângulo acetabular, segundo Norberg, é de aproximadamente 95º como referência. Presença de achatamento da borda crânio-lateral ou sinais osteoartrósicos, ou ambas.

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Grau E (HD+++) – displasia severa. Há evidentes alterações displásicas da articulação coxofemoral, com sinais de luxação ou distinta subluxação. O ângulo de Norberg é menor que 90º. Há evidente achatamento da borda acetabular cranial, deformação da cabeça femoral (formato de cogumelo, achatamento) ou outros sinais de osteoartrose.

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Um cão só é totalmente isento de displasia se for HD (-). O HD (+/-), por exemplo, é uma articulação quase normal, mas não é isenta.

Até o grau C, o cão é aceito para reprodução. Porém, um animal grau C, só deverá acasalar com um de grau A.

Laudos oficiais no Brasil

As radiografias devem ser encaminhadas ao CBRV (Colégio Brasileiro de Radiologia Veterinária):

Caixa Postal 42041
CEP: 04073-970
São Paulo – SP
Email: colegio@abrv.com.br

Normas do Colégio Brasileiro de Radiologia Veterinária:

Os exames radiográficos deverão ser encaminhados ao CBRV pelos proprietários dos cães ou veterinários, para a avaliação das articulações coxofemorais e emissão do Laudo Oficial, quanto à presença ou não de displasia.

Junto ao exame radiográfico deverão ser enviados os seguintes documentos:

– Cópia autenticada do “Pedigree” do animal,
– Termo de responsabilidade do proprietário,
– Termo de responsabilidade do médico veterinário responsável pelo exame radiográfico,
– Taxa referente às despesas da avaliação.

Procedimentos (CBRV)

O procedimento radiográfico deverá ser realizado conforme as normas do CBRV para a avaliação das articulações coxofemorais em relação à Displasia coxofemoral envolve os seguintes quesitos:

1. Idade: A avaliação das condições articulares será realizada definitivamente a partir dos 24 meses de idade completos. Esta condição poderá ser precedida de avaliações preliminares das articulações coxofemorais, que fornecerão dados precoces de normalidade ou não das mesmas, cujo exame poderá ser realizado em torno e a partir de doze meses de idade.

2. Contenção: Com a finalidade de assegurar a qualidade técnica desejável, é obrigatória a contenção do paciente mediante a utilização de associações farmacológicas, capazes de determinar perfeito relaxamento do animal, para se obter o posicionamento correto e livre de reações por parte do cão.

3. Posicionamento: O animal deverá se mantido em decúbito dorsal, com os membros pélvicos em extensão, paralelos entre si e em relação à coluna vertebral, tomando-se o cuidado de manter as articulações fêmoro-tíbio-patelares rotacionadas medialmente, de tal forma que as patelas se sobreponham aos sulcos trocleares. Deve-se ainda ter o cuidado para que a pelve fique em posição horizontal. Uma segunda radiografia poderá também ser utilizada com os membros pélvicos flexionados.

4. Identificação do filme: Na identificação permanente do filme, deverá constar o nome e o número de registro do animal, número de identificação do mesmo pela tatuagem ou microchip, espécie, raça, data de nascimento, data do exame radiográfico, identificação da articulação coxofemoral direita ou esquerda e o local onde o exame for realizado.

5. Tamanho do filme: O filme radiográfico deverá ser suficiente para incluir toda a pelve e as articulações fêmoro-tíbio-patelares do paciente.

6. Qualidade da radiografia: Serão analisadas as radiografias cujo padrão de qualidade ofereça condições de visibilização da microtrabeculação óssea da cabeça e colo femorais e, ainda, definição precisa das margens da articulação coxofemoral, especialmente da borda acetabular dorsal.

7. Laudo: A comissão, ao receber a radiografia, avaliará sua qualidade para o diagnóstico, ficando a seu cargo a possibilidade de devolução ao médico veterinário que a realizou, caso não obedeça aos padrões técnicos desejados. Para a emissão do laudo definitivo, cada radiografia será examinada por uma comissão constituída por três médicos veterinários radiologistas membros do CBRV. O proprietário terá direito, mediante o pagamento dos respectivos custos, de recorrer a um segundo e último diagnóstico, submetido ao júri da displasia coxofemoral do Comitê Cientifico da Federação Cinológica Internacional.

Texto publicado no Boletim do Clube do Husky Siberiano do Estado de São Paulo. Por: Bukharin Siberians. Revisão técnica: Dra. Maria Ignez Carvalho Ferreira – Médica Veterinária, Professora Adjunta de Clínica Médica da UFRRJ e criadora de Dobermanns, titular do afixo JIF Dobermanns. É proibida a cópia parcial ou total sem autorização dos textos e fotos aqui publicados. Todos os direitos autorais reservados.

Postado por Bukharin Siberians

Principais doenças que acometem a raça

SEXTA-FEIRA, 26 DE NOVEMBRO DE 2010

A raça Husky Siberiano, no geral, é bastante saudável. Porém, alguns problemas hereditários podem acometê-la, especialmente quando não há um controle de tais doenças por parte dos criadores. Um criador responsável e comprometido com a raça realizará exames de saúde preventivos antes de acasalar seus cães, entre eles exames oftalmológicos e radiografia dos quadrís, sempre feitos por profissionais experientes e qualificados para que o diagnóstico seja confiável.

As doenças hereditárias mais comuns à raça estão relacionadas a problemas oftalmológicos, como a catarata bilateral juvenil, a atrofia progressiva da retina, o glaucoma e a distrofia de córnea.

O Husky Siberiano também tem, assim como outras raças nórdicas (Malamute do Alaska e Samoieda, por exemplo), propensão à dermatose responsiva ao zinco.

O controle da displasia de quadrís, ou displasia coxofemoral, deve ser rigoroso, pois apesar da raça não ter uma grande incidência devido ao controle feito já há muitas décadas na América do Norte e Europa, é importantíssimo certificar-se que o casal não seja acometido por este problema.

Outras doenças, como a epilepsia, o hipotireoidismo, a sarna demodécica e diversos tipos de câncer podem afetar a raça.

Falaremos mais especificamente de alguns dos principais problemas de saúde no Husky Siberiano em tópicos separados, inserindo links para os mesmos neste post.

Texto por Bukharin Siberians. É proibida a cópia parcial ou total sem autorização dos textos e fotos aqui publicados. Todos os direitos autorais reservados.

Postado por Bukharin Siberians

Padrão Oficial da Raça – Husky Siberiano

Padrão Oficial da Raça – Husky Siberiano

QUINTA-FEIRA, 25 DE NOVEMBRO DE 2010

BKC nº 270 de 25/04/94 – FCI nº 270b de 18/04/79

País de origem: Estados Unidos
Nome no país de origem: Siberian Husky

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APARÊNCIA GERAL: o Husky Siberiano é um cão de trabalho, de porte médio, rápido, ágil, fluente e gracioso em ação. Seu corpo, moderadamente compacto, pelagem densa, orelhas eretas e cauda em pincel, revelam sua herança nórdica. Sua movimentação característica é suave e sem esforço aparente. Sua performance original, no arreio de trenó é muito eficiente, transportando cargas leves, a velocidade moderada, atravessa grandes distâncias. As proporções e formas de seu corpo refletem esse equilíbrio básico entre a velocidade, a força e a resistência. Os machos da raça Husky Siberiano são bem masculinos, mas, nunca grosseiros; as fêmeas, bem femininas, sem fragilidade estrutural. Em condições ideais, com sua musculatura firme e bem desenvolvida, o Husky Siberiano não transporta peso excessivo.

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Proporções e angulações – o Husky Siberiano deve ser bem balanceado na estrutura frontal e traseira.

CABEÇA: crânio de tamanho médio e proporcional ao tronco, topo ligeiramente arredondado, afinando, gradualmente, do ponto mais largo em direção aos olhos.

FOCINHO: de comprimento médio, isto é, a distância da ponta do nariz ao stop é bem definida e a cana nasal é reta, do stop à ponta do nariz. A largura do focinho é média afinando gradualmente para a trufa, sem que a ponta seja coniforme ou romboédrica. Os lábios são bem pigmentados e bem ajustados; os dentes fecham-se com a mordedura em tesoura.

ORELHAS: tamanho médio, triangulares, de inserção alta e próximas. Espessas, bem revestidas, com a face posterior (concha acústica) levemente arqueada, e rigidamente empinadas, verticais, com as pontas levemente arredondadas.

OLHOS: amendoados, moderadamente afastados e inseridos sutilmente oblíquos. A expressão é penetrante, mas amigável, interessada e até com uma pitada de malícia. A cor dos olhos pode ser marrom ou azul; é aceitável um de cada cor ou particoloridos.

TRUFA: preta, nos exemplares de cor cinza, castanho e preta; fígado nos cães cor de cobre; podem ser cor de carne nos cães branco puro. É aceitável o “nariz de neve”, rajado de rosa.

TRONCO: pescoço de comprimento médio, arqueado e, em stay, mantido erguido. No trote, adianta o pescoço, portando a cabeça sutilmente à frente.

OMBROS: a escápula é inclinada, fazendo um ângulo, aproximado, de 45º com o solo. O úmero é ligeiramente angulado para trás, desde a ponta do ombro até o cotovelo, nunca vertical. Os músculos e ligamentos, que mantêm os ombros articulados ao tórax, são firmes e bem desenvolvidos.

Proporções e angulações da frente - úmero e escápula de tamanho proporcional e ombros angulados em 45°.

Proporções e angulações da frente – úmero e escápula de tamanho proporcional e ombros angulados em 45°.

PEITO: profundo e forte, sem ser muito largo, com o ponto mais baixo logo atrás dos cotovelos e no mesmo nível. Costelas bem arqueadas, desde a articulação com a espinha, achatando-se nos flancos, de modo a proporcionar liberdade de ação.

DORSO: é reto e forte, com a linha superior nivelada da cernelha à garupa. De comprimento médio, sem ser curto nem excessivamente longo. O lombo é tendido e seco, mais estreito que o tórax e, no ventre, ligeiramente esgalgado. A garupa faz um ângulo com a linha superior, mas nunca a ponto de comprometer
a propulsão dos posteriores. De perfil, o comprimento do tronco, da ponta dos ombros ao extremo posterior da garupa, é ligeiramente maior que a altura na cernelha.

ANTERIORES: visto de frente, em stay, os membros são moderadamente afastados, paralelos e retos, com os cotovelos trabalhando rente ao tórax e corretamente direcionados para frente. De perfil, os metacarpos são ligeiramente inclinados, com as articulações cárpicas fortes e flexíveis. A ossatura é substanciosa sem ser pesada. O comprimento do membro, do cotovelo ao solo, é ligeiramente maior que a distância do cotovelo à cernelha.

Frente correta - pernas paralelas e fortes.

Frente correta – pernas paralelas e fortes.

POSTERIORES: visto por trás, e em stay, os membros são paralelos e moderadamente afastados. As coxas são bem musculadas e poderosas, joelhos bem angulados, jarretes curtos com articulações bem definidas. Ergôts (quinto dedo) devem ser removidos.

Posteriores corretos - paralelos e fortes.

Posteriores corretos – paralelos e fortes.

PATAS: de tamanho médio, ovais sem serem longas, compactas e bem revestidas entre os dedos e almofadas plantares. As almofadas são bem acolchoadas, com a sola resistente. Em “stay”, as patas ficam corretamente direcionadas para frente.

CAUDA: bem revestida, com o formato da cauda da raposa e inserida logo abaixo do nível da linha superior e, geralmente, portada acima da linha do dorso, fazendo uma graciosa curva em foice, quando o cão está em atenção, sem enrolar para os lados, nem se achatar sobre o dorso. Em trabalho ou em repouso, é normal a cauda ficar caída. Pêlos, de comprimento médio, aproximadamente, do mesmo tamanho em todas as direções, conferindo o aspecto de uma escova redonda.

Nas duas figuras, exemplos de caudas portadas corretamente em movimento.

Na figura, exemplos de caudas portadas corretamente em movimento.

MOVIMENTAÇÃO: a característica do Husky Siberiano é a movimentação suave e fluente e, tão leve, que parece não fazer o menor esforço. Rápido e ágil, devendo ser apresentado nas exposições com a guia frouxa. Para exibir, o alcance dos anteriores e a propulsão dos posteriores, o trote deve ser um pouco mais rápido. No exame de ida e volta, a passo, o Husky Siberiano não converge os membros numa trilha única, mas à medida que a velocidade aumenta, os membros convergem e se aproximam gradualmente, até que as almofadas plantares pisem sobre a linha da projeção no solo, do eixo longitudinal do corpo. Conforme as pegadas convergem, os membros anteriores e posteriores movimentam-se no mesmo alinhamento, com os joelhos e cotovelos movimentando-se corretamente direcionados para frente. Cada membro posterior se move para alcançar a pegada do anterior do mesmo lado. Durante a movimentação a linha superior se mantém firme e nivelada.

Movimentação passo-a-passo.

Movimentação passo-a-passo.

Movimentação lateral correta - bem balanceada, com bom alcance de anteriores e boa propulsão de posteriores.

Movimentação lateral correta – bem balanceada, com bom alcance de anteriores e boa propulsão de posteriores.

PELAGEM: dupla, de comprimento médio, aparência bem peluda, sem ser longa a ponto de empanar o contorno bem definido do cão. Subpêlo macio e denso, de comprimento necessário para armar a pelagem de cobertura. Os pêlos são retos, suavemente assentes, uniformes, sem ser ásperos ou eriçados. A ausência de subpêlo durante a época da muda é normal. É permitido aparar os bigodes e tufos entre os dedos e em volta das patas para apresentação mais elegante. Em qualquer outra parte do cão a tosa não deve ser tolerada devendo ser severamente penalizada.

COR: do preto ao branco puro, todas as cores são permitidas. A variedade de marcações na cabeça é comum, incluindo muitas combinações, não encontradas em outras raças.

TEMPERAMENTO: o temperamento característico do Husky Siberiano é amigável, gentil, mas também atento e expansivo. Não demonstra as qualidades possessivas do cão de guarda, nem é desconfiado com estranhos ou agressivo com outros cães. Algumas atitudes de reserva e dignidade podem ser esperadas de um cão amadurecido. Sua inteligência, tratabilidade e boa disposição, tornam-no uma companhia agradável e um cão disposto ao trabalho.

TAMANHO – ALTURA – PESO: machos de 53 cm a 60 cm na cernelha. Fêmeas, 51 a 56 cm (20 a 22 polegadas) na cernelha. Peso – machos: 20,5 a 27 quilos (45 a 60 libras). Fêmeas, 16 a 22 quilos (35 a 50 libras). O peso é proporcional à altura. As medidas mencionadas acima representam os limites de altura e peso. Não há preferência para qualquer dos extremos.

SUMÁRIO: as mais importantes características do Husky Siberiano são: tamanho médio, ossatura moderada, proporções bem balanceadas, movimentação fluente e livre, pelagem apropriada, cabeça e orelhas agradáveis, cauda correta e boa disposição. Qualquer aparência de excesso de ossatura ou peso, movimento restrito ou desajeitado, pelagem longa e áspera, é penalizável. O Husky Siberiano nunca parece tão pesado ou grosseiro a ponto de sugerir um animal de carga, nem é tão leve e frágil para sugerir um animal de corrida. Em ambos os sexos, o Husky Siberiano revela grande resistência. Acrescente-se às faltas já registradas, as faltas estruturais comuns a todas as raças, tão indesejáveis no Husky Siberiano como em qualquer outra raça, embora não sejam especificamente mencionadas aqui.

FALTAS: cabeça grosseira ou pesada, cabeça muito cinzelada. Focinho pontudo ou grosseiro, focinho curto ou comprido, stop insuficiente, qualquer mordedura, que não em tesoura. Orelhas muito grandes em proporção à cabeça, inseridas muito separadas, sem ser fortemente eretas. Olhos de inserção oblíqua ou muito próximos. Pescoço muito curto e grosso, pescoço muito longo. Ombros retos, ou soltos. Peito muito largo, costelas em barril, sem curvatura ou fracas. Dorso frágil ou selado, dorso carpeado, linha superior inclinada. Metacarpos fracos, ossos muito pesados, muito estreito ou frente muito larga, cotovelos abertos. Joelhos retos, jarretes de vaca, posteriores muito fechados ou abertos. Dedos fracos ou espalmados, patas muito grandes e grosseiras, patas muito pequenas e delicadas; desvios para dentro ou para fora. Cauda quebrada ou enrolada, excessivamente empulmada, de inserção muito alta ou baixa. Movimentos curtos, saltitantes ou arritmados, bamboleantes ou desajeitados; movimento cruzado, movimentação de caranguejo. Pelagem longa, áspera ou felpuda, textura muito áspera ou sedosa, trimming de pelagem fora das regiões permitidas.

DESQUALIFICAÇÕES: machos, acima de 60 cm e fêmeas, acima de 56 cm.

NOTA: os machos devem apresentar dois testículos visivelmente normais, bem acomodados na bolsa escrotal.

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Postado por Bukharin Siberians



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