Arquivo para agosto \30\UTC 2010

Adrenalina e diversão em corrida de trenós

Bem, com 1 mês de atraso achei a matéria da revista CARAS sobre a sua tradicional corrida de trenós com celebridades (que inveja… hehe…), este ano foram utilizados Alaskan Huskies.

CARAS – 27/07/2010 – 10h08

Adrenalina e diversão em corrida de trenós

Vips da 11ª Temporada CARAS/NEVE se empolgam com prova no alto do Cerro Bayo

Na estação de esqui, na Patagônia argentina, o casal Fernanda Nobre e Gabriel Gracindo e o ator Kadu Moliterno com a filha, Lanai, largam na frente.

mais fotos

CADU PILOTTO, MARTIN GURFEIN, JAYME BORQUÉZ E SELMY YASSUDA/ARTEMISIA FOT. E COMUNICAÇÃO

Expectativa, ansiedade, nostalgia e deslumbramento. Esses foram alguns dos sentimentos que dominaram os convidados da 11ª Temporada CARAS/NEVE, em Villa La Angostura, ao sul da província de Neuquén, na Patagônia argentina, minutos antes do início da tradicional Corrida de Trenós, puxados por cães da raça husky do Alasca. Realizada pela primeira vez em Cerro Bayo, um dos mais charmosos e seletivos centros de esqui da América do Sul, a 15 minutos do centro da cidade, a disputa contagiou todos. Nem mesmo o frio, os termômetros marcavam dois graus negativos a 1650 metros acima do nível do mar, diminuiu a euforia dos participantes vips.

A atriz Renata Dominguez (30) e o namorado, o diretor da Record Edson Spinello (49), mostravam-se confiantes. Uma das táticas de concentração do casal foi contemplar por alguns minutos em silêncio a neve e a magnífica vista do lago Nahuel Huapi e da Cordilheira dos Andes. “Isso é uma pintura. Já viajei para vários lugares no mundo e nunca vi paisagem tão deslumbrante”, constatou Renata, de férias da TV desde o fim de Promessas de Amor, em 2009. “Aqui, para cada lugar que você olha, encontra um cenário de novela”, emendou Spinello, que dirigiu Bela, a Feia, primeira parceria da Record com a mexicana Televisa, encerrada no mês passado. Intérprete da doméstica Cida em Viver a Vida, Thaíssa Carvalho (27) esbanjava otimismo. “Só entro em competição para ganhar”, garantiu ela, já acomodada entre as mantas do veículo guiado por seu irmão, o estudante Jamerson Carvalho (22).

Na linha de largada, localizada em uma das 23 pistas da estação, batizada de Caminho Panorâmico, os concorrentes se mostravam focados e concentrados. O casal de atores Fernanda Nobre (26) e Gabriel Gracindo (32) impressionou no início de prova. A tática foi prestar atenção nas dicas do musher Hernan Cipriani (43) e se enturmar com os cachorros. Fernanda conquistou de cara Forrest Gump (3), um dos animais de sua equipe. “Eu saía de perto e ele chorava. Queria um desses para mim”, comentou a atriz, de férias da TV desde o fim de Poder Paralelo, e há cinco anos com Gabriel. “Adoramos bichos. Se fosse possível, teríamos vários cães. Só que para isso precisaríamos ter uma casa de campo”, disse, rindo, o ator, que viveu o vilão Dalfom na minissérie A História de Ester, da Record.

A atriz Claudia Ohana (47) se mostrava ansiosa, principalmente com os latidos dos huskies. Mas se acalmou ao conhecer a história e o perfil dos cachorros. “Eles querem correr o tempo todo e estão acostumados a realizar longas viagens pela neve, normalmente acampando no caminho. Essa raça é a mais rápida para corrida. E os cães são dóceis. Mas, às vezes, brigam entre si. Pode até assustar quem não conhece, mas é normal”, explicou o treinador e condutor Hernan. “O Boris, de três anos, é o mais briguento. Mas com a gente é manso. Ele até joga futebol com meu filho, Francisco”, completou ele. Os nomes bastante originais dos bichos também chamaram a atenção dos vips: Fiona (4), Tina (2), Araucana (8), Draco (7 meses), Oso (3), Panda (2), Homero (3), Kara (3), além de Forrest Gump. “Eles são umas graças”, deslumbrou-se Claudia. A exuberância do lugar comoveu a estrela. “Já conhecia a neve. Estive recentemente em Nova York e peguei uma nevasca. Mas nunca tinha visto tanta como aqui. É a minha primeira vez em uma estação de esqui. Esse visual das montanhas e do lago é impressionante, lindo demais”, elogiou Claudia.

A atriz Luma Costa (22) e sua parceira, a atriz e apresentadora Larissa Erthal (26), também começaram bem a prova, ultrapassando já na largada as irmãs Nelise (20) e Nathália Rodrigues (29). Mas a felicidade durou pouco. “Eu achava que daríamos uma lavada nos concorrentes. Nos demos mal (risos)”, analisou Luma, que preferiu realçar o lado lúdico da brincadeira. “No começo, fiquei receosa, achando que os cachorros iriam me derrubar. Depois achei divertidíssimo. Não é qualquer dia que vou andar num trenó puxado por eles, né?”, constatou ela. Luma também lembrou as peripécias de sua cocker spaniel Mel (11).

“Desde que fui morar com o meu namorado, Leonardo Martins, ela morre de saudades de mim. Agora tem ficado mais tempo com a minha mãe, Luiza. A Mel é a sua melhor amiga, a paixão da vida dela, ganha até café da manhã caprichado todos os dias”, contou a atriz.

Nathália Rodrigues e Nelise também divertiram o grupo com as histórias dos seus cãezinhos de estimação, o yorkshire Little e o shitsu Ralf. “Ralf é a minha cara, totalmente espoleta como eu. E late muito. Já Little é mais calmo, bem parecido com a Nelise”, analisou a atriz que, pouco antes da prova, aproveitou para fotografar o local. “É uma sensação prazerosa. Tudo é muito bonito. Você entra num estado de êxtase só de olhar”, explicou Nathália, que está em turnê com a peça No Recreio e cuja última aparição na TV foi na novela Chamas da Vida, em 2008.

O ator e cantor Maurício Mattar (46) participou da brincadeira em família. Ele estava acompanhado da namorada, a bailarina Keiry Costa (31), com quem se relaciona há dois anos e meio, da filha Petra (16) e da enteada, Nauhana (10). “Nós somos pequenas e mais leves. Acho que vamos nos dar bem”, apostou Petra, que fez dupla com Nauhana, intérprete da Malika em Caminho das Índias, em 2009. As duas riram muito ao provocar os pais, que formaram outra dupla. E a menina acertou no palpite. Logo nos primeiros metros, ultrapassaram o trenó pilotado pelo cantor. “O peso das duas não dá o do Maurício (risos). Mas a adrenalina da corrida é maravilhosa. O problema na minha equipe foi correr com essa âncora”, disse, rindo, Keiry, referindo-se ao amado. O ator fez questão de se explicar. “No começo do ano filmei um curta em que interpreto um mendigo. Cheguei a engordar 20 quilos. Agora preciso perder uns 15 e vou entrar na dieta”, prometeu ele, que está com 104 quilos e quer chegar a 89, o que considera ideal para os seus 1m82. A mesma união familiar foi mostrada pela atriz Carla Diaz (20) e a mãe, Mara (48). “Aqui, a categoria é peso-pena”, divertiu-se Mara, em referência aos seus 59 quilos, em 1m56, e aos 44 quilos, em 1m52, da filha. Enquanto Carla fazia carinhos no husky Oso, sua mãe tratava de armar a melhor tática em busca de uma vaga no pódio. Mas elas não tiveram sucesso e acabaram ficando para trás. “Carla mandou eu ir sentada, acredita? Ela argumentou que eu não conseguiria dirigir o trenó de pé. Quando eles são crianças, acham que a gente sabe tudo. Quando crescem, impõem a opinião. Olha só no que deu!”, reclamou. Apesar de não figurarem entre os três primeiros, as duas brindaram à prova com uma xícara de chá para espantar o frio. “Os treinadores disseram que nós tínhamos que gritar ‘bamos’, ‘bamos’ (vamos em Espanhol). Repeti isso várias vezes, mas acho que não escutaram ou não entenderam (risos)”, contou Carla, que aproveita a temporada de férias após viajar com os espetáculos O Mágico de Oz e Confissões de Adolescente.

A emoção provocada pela disputa rendeu muitas brincadeiras após os competidores cruzarem a linha de chegada. “Adorei! É uma experiência incrível. E ainda terminei bem na frente do meu pai”, festejou Petra, que fez dupla com Nauhana. As duas, que conquistaram o terceiro lugar, cederam o prêmio a Maurício Mattar: uma caixa de vinho Nieto Senetiner Malbec DOC, importado pela Casa Flora. Bem-humorado, o ator chamou ainda ao pódio a amiga Claudia Ohana. “Ela foi adotada pela nossa família”, brincou ele. “Eu estava carente, precisando desse aconchego (risos)”, agradeceu Claudia. O segundo lugar foi conquistado pelo casal Fernanda e Gabriel. Os dois ganharam uma máquina de café Nespresso. “Foi o maior barato. Achei emocionante ver esses cachorros correndo enlouquecidos. Fora essa magia de guiar um trenó. Quando eu imaginaria isso?”, vibrou Gabriel. “Amei participar. Isso é algo que a gente nunca faria na vida. Parece uma brincadeira de criança, mas que levamos super a sério”, completou a sua mulher.

Os grandes vitoriosos do dia foram Kadu Moliterno (58) e a filha, Lanai (16). Desde a chegada ao Cerro Bayo – Centro de Ski Boutique, o ator se mostrou concentrado na prova. E ainda conseguiu esconder a sua tática desde o começo da competição. “Agora eu posso revelar. Minha estratégia foi abaixar um pouco o corpo, colocando o peso em um dos lados do trenó para ganhar velocidade. Tanto que só consegui alcançar o primeiro lugar nos últimos 50 metros. Valeu seguir a orientação do treinador. Foi a vitória da família Moliterno”, comemorou ele, experiente surfista e adepto do snowboard. “Saí atrás, mas conhecia bem os cachorros”, emendou o ator, ainda no pódio. Ele e a filha receberam das mãos do empresário Alejandro Laurence (60), proprietário do Correntoso Lake & River Hotel, em Villa La Angostura, uma semana de hospedagem no charmoso estabelecimento à beira do rio Correntoso, no exato local em que ele se une ao lago Nahuel Huapi.

Em meio à festa dos ganhadores, iniciou-se um debate sobre as performances. Thaíssa Carvalho provocou gargalhadas ao solicitar um exame antidoping. “Eu estava muito na frente. Mas quando faltavam dois passos para chegar, um dos meus cachorros simplesmente parou. Ele dormiu no meio do caminho. Ele deitava, rolava e olhava para o céu. Só podem ter dado um tranquilizante para ele”, afirmou. Assim, em alto astral e cercados pela magia da neve, todos brindaram à divertida tarde no Cerro Bayo. “Me sinto dentro de um filme. Em todos os esportes na neve, de alguma forma, você interage com a natureza. E eu amo isso”, celebrou Maurício.

http://www.caras.com.br/especial/neve-2010/artigos/vips-em-corrida-de-trenos-na-caras-neve-kadu-moliterno-cerro-bayo-argentina

Link para mais 3 vídeos da TVCaras, da corrida de trenós.

http://www.caras.com.br/tv.htm?v=8kwzcp7z1aqc

Anúncios

Gran Competencia de Trineos “Bicentenario Chile 2010″‏

Estimados Amigos

Quedan todos cordialmente invitados a una gran competencia de Trineos tirados por Perros  

17 al 20 se Septiembre

Lonquimay, Chile

Atte

Ignacio Escobar 

Mushing Club Chile 

9-0990665
 

New (old) pictures

Three new (old) photos of Gorda in: https://propriusdominor.wordpress.com/our-dogs/gorda/

Evento Cinofilo dia 6 e 7 Novembro 2010 – Circular

Evento Cinofilo dia 6 e 7 Novembro 2010

Prezados Associados e Amigos:

O KENNEL CLUBE DO RIO GRANDE DO SUL tem a satisfação de anunciar a programação agendada para nossas próximas exposições que serão realizadas no dia 6 e 7 de novembro próximo, em nossa sede Estrada Costa Gama  4198 (Estádio Cinófilo Leyla Rebelo)

PROTOCOLO DE HOMOLOGAÇÃO RSA/I2P-11624 Á 11626/10

Exposição Internacional – Sr. Gael Morison (AFRICA DO SUL)

Exposição Panamericana – Sr. Denys Janssen (COLÔMBIA)

Exposição Panamericana – Sr. Enrique Gonzáles (MÉXICO)

Árbitro Reserva – Sra. Maria Clarice  Oliveira (BRASIL)

Inscrições:

Encerramento: dia 3/11/2010 às 18:00 hs.

Taxa de inscrição : R$ 60,00 cães até 9 meses / R$ 90,00 cães acima de 9 meses

 LOCAL PARA INSCRIÇÕES: Rua Múcio Teixeira, 724 –Menino Deus POA – 90150.090   FAX: 51 32331027E-mail: kcrgs@kcrgs.com.br

As inscrições estarão abertas pelo DOG SHOW

PAGAMENTOS DAS INSCRIÇÕES  SERÃO EFETUADOS NO LOCAL DA EXPOSIÇÃO,MEDIANTE A RETIRADA

DAS INSCRIÇÕES.

Os Julgamentos terão início às 9:00 hs

Estamos desde já agradecendo a colaboração de todos para assegurar a continuidade do brilho de nossos eventos, como também colocando-nos sempre a inteira disposição para quaisquer esclarecimentos.

CONTAMOS COM SUA VALIOSA PRESENÇA!!

Mushing Poodles in the Iditarod!

It’s true.

Mushing Poodles in the Iditarod!

Alaska, where women win the Iditarod and men mush poodles! (Chugiak, AK)

John Suter has been mushing poodles in Alaska since, 1976.

One day, John Suter went along for a snowmobile ride and was amazed that his miniature poodle could keep up with the snowmobile, at a reasonable speed. He decided to race standard poodles in the 1976 Chugiak Sled Dog Race. The poodles enjoyed running so much that they competed in the Iditarod Sled Dog Race in 1988 thru 1991. The poodles finished all four Iditarod Races, towards the middle of the pack. John and his poodles, also ran the John Beargrease 500 mile sled dog race in Duluth, Minnesota. Today, he enjoys spending time with his poodles, by going out on hiking trips.

The Iditarod lead dog, named Fifi stars in the “Best of Johnny Carson Tonight Show.”

Poodles in Alaska are starring in movies, TV. shows, newspapers, books and magazines.

Movies: Korean Movie “Love at the Edge of the Earth.”

TV. Shows: Johnny Carson, CBS Prime Time, ABC Wide World of Sports, Mac & Muttly.

Newspapers: USA Today, The Washington Post, Wall Street Journal, The Anchorage Daily News, The Alaska Star, The Anchorage Times.

Books: “The Complete Standard Poodle,” “Annerose Nagel, Der Pudel.”

Magazines: Sports Illustrated, Outside Magazine, Ein Herz fur Tiere.

Spirit Poodles

Iditarod musher, Larry Williams has proposed a script called “Spirit Poodles” and it’s about the poodles running the 1100 mile Iditarod Sled Dog Race from Anchorage to Nome, Alaska. “Spirit Poodles” will be shown as a romantic comedy.

1992 Jr. Iditarod

John Suter’s daughter Esther ran the 1992 Jr. Iditarod, a 154 mile sled dog race with poodles. Esther still holds the track record for rookie of the year and placed 3rd with a completion of 10.5 hrs. Esther and her poodles were shown on ABC Wide World of Sports in 1992.

 http://home.gci.net/~poodlesleddog/

‘Protetores’ bancam hotel para cães resgatados nas ruas de SP

17/08/2010 12h33 – Atualizado em 17/08/2010 12h33

‘Protetores’ bancam hotel para cães resgatados nas ruas de SP

Gasto pode variar de R$ 250 a R$ 450 por mês, conforme o porte do animal.
Grupo usa a internet para trocar informações e conseguir doação dos cães.

Marcelo Mora Do G1 SP

A publicitária Iracema Lima é recebida com festa pelo ‘pit-lata’ Carlito, mantido em um hotel para animais de estimação em Cotia, na Grande São Paulo (Foto: Marcelo Mora/G1)

‘Amigão’ é o nome que um cão da raça husky ganhou da jornalista Débora Gonçalves ao ser resgatado de uma rua na Casa Verde, na Zona Norte de São Paulo, por volta das 16h30 do dia 30 de dezembro. Na madrugada chuvosa do mesmo dia, ela já havia avistado o cachorro em uma praça próxima à casa dela. Logo na primeira olhada, percebeu se tratar de um animal abandonado.

Ao reencontrá-lo horas mais tarde e diante do estado debilitado e enfermo do cão, decidiu retirá-lo da rua. “Ele estava super mal, com fome, dois tipos de sarna, ferido nas pernas e tinha um problema no quadril”, lembra Débora. Ao seguir o impulso, a jornalista deparou-se com o primeiro obstáculo: para onde levá-lo? Ela mora em um apartamento de dois quartos também na Casa Verde.

Na primeira noite, o husky foi levado para um veterinário, que o medicou. Mas a clínica não tinha condições de abrigar animais. No dia seguinte, Débora o transferiu para uma clínica veterinária que também funciona como hotel para animais de estimação no mesmo bairro.

Lá, Amigão, além da hospedagem, recebeu tratamento veterinário, alimentação e banho. Sem ter onde criá-lo, a solução, provisória, foi manter Amigão no hotel. Com ele já recuperado, Débora passou a enviar e-mails para conhecidos para tentar a doação do animal.

Sem saber, a jornalista passou a conhecer e a integrar um grupo cujos integrantes se autodenominam ‘protetores’ e que utilizam a internet para trocar informações, pedir ajuda e apoiar quem resgata animais maltratados e abandonados nas ruas das mais diversas regiões da Grande São Paulo.

Depois de tratá-los, mesmo que para isso tenham de pagar hospedagem em hotéis, por não ter onde criá-los, essa rede de protetores se mobiliza, então, para encontrar novos lares – estáveis e seguros – para estes animais. Apesar do contato frequente, muitas destas pessoas nem se conhecem pessoalmente. O que as une é a paixão pelos animais.

A história da Débora é semelhante à de muitos protetores, que começaram seguindo um impulso de resgatar um animal abandonado na rua. A grande maioria, no entanto, não para neste primeiro impulso. E passa a dedicar grande parte do tempo – e, em alguns casos, do orçamento – a essa atividade.

A psicóloga e educadora Sônia Zaitune, de 53 anos, por exemplo, depois de uma troca de e-mails e de telefonemas com outros protetores, pegou seu carro no início da noite de segunda-feira (9) e se dirigiu às pressas para a Avenida Rebouças, quase na interligação com a Avenida Consolação, na região da Paulista. No local, havia três cães amarrados em pleno canteiro central, no meio do trânsito caótico do horário de pico na capital.

A vira-lata Vitória foi um dos animais resgatados por um protetor; depois de recuperada, ganhou um lar (Foto: Divulgação / Iracema Lima)

Sônia encontrou os animais exatamente onde indicaram para ela, mas não foi necessário resgatá-los. “Os três estavam amarrados, mas pertenciam a moradores de rua, que naquele horário se dirigem a um restaurante que dá refeição gratuita para eles ali perto”, disse.

A psicóloga admite que tenta se controlar, para evitar de recolher novos animais na rua. “Já mexeu no orçamento doméstico e já estou tendo problemas conjugais”, justificou. Por isso, ela tenta mudar sua forma de atuação, mas sem deixar de lado a preocupação com cães e gatos.

“Estou pensando em atuar mais no lado da educação, da prevenção, para evitar que o abandono aconteça”, disse. Hoje, ela mantém quatro cães em dois hotéis distintos, fora os que têm em casa, para economizar. Em dois anos, perdeu as contas de quantos resgatou e, posteriormente, conseguiu a adoção.

A publicitária Iracema Nogueira Lima, por sua vez, começou como protetora há seis anos, tirando da rua um vira-lata que ganhou o nome de Pop e mandando-o direto para um hotel. Desde então, contabiliza mais de 50 animais resgatados. De novembro de 2009 a maio de 2010, ela chegou a bancar 17 cães em uma clínica veterinária e hotel. “Consegui doar todos”, orgulhou-se.

Atualmente, mantém apenas um ‘pit-lata’ – cruzamento de pit bull com vira-lata – de nome Carlito, em um hotel em Cotia, na Grande São Paulo. Ela considera que faz pouco pelos animais abandonados.

“Eu não fazia parte. Você acaba entrando nesta rede do bem e descobrindo gente que faz coisas incríveis. Eu fico com vergonha do pouco que eu faço”, disse, logo após ser recebida com festa e lambidas em uma rápida visita a Carlito. Entre as suas ações, está a meta de pagar a castração de ao menos seis animais por mês. “É importante para fazer o controle demográfico, pois o abandono de cães e gatos é muito grande”, justificou.

Histórias parecidas vivenciaram também a gerente financeira Alessandra de Sanctis e o professor Lincoln Seiji Teshima. Há cinco anos, quando resgatou uma pit bull de rinha das ruas, Alessandra nem imaginava que um dia seria tratada como uma protetora. “Ele estava péssima, toda machucada, dentes serrados, doença de verme, carrapato. Gastei uma fortuna para tratá-la, mas estou com ela até hoje. A partir daí, comecei a reparar em animais na rua”, contou.

De lá para cá, foram mais de 30 animais resgatados, tratados em clínicas veterinárias/hotéis e colocados para adoção. “Isso mexe com você. Passei a não conseguir deixar estes animais na rua. Meu marido passou a entender isso depois que resgatou um poodle”, relatou.

Casa alugada

Já o professor Lincoln, sem condições de pagar hotel, começou a cuidar de cães na rua ou em praças mesmo, a partir de 2004. A atividade ganhou tamanha proporção na vida dele que, em vez de hotel, decidiu pagar R$ 550 de aluguel de uma casa, no Parque Santa Madalena, na Zona Leste de São Paulo, para manter 17 cachorros e oito gatos.

As consequências deste ato de caridade estão interferindo diretamente em sua vida pessoal, apesar de toda a colaboração que obtém de veterinários e outros protetores. “Foi piorando a qualidade de vida. O orçamento já estourou há muito tempo. Virou uma bola de neve. Peço ajuda à rede de protetores para pagar os custos”, revelou.

A atuação da rede de protetores, por outro lado, virou uma oportunidade de negócios. O Hotel e Canil Virtuous, de Cotia, onde o ‘pit-lata’ Carlito está ‘hospedado’, tem capacidade para 70 cães. “Estamos com capacidade completa. Cerca de 98% deles são de ao menos 10 protetores diferentes e estão para adoção”, disse o proprietário Gastón Alonso, de 35 anos.

A mensalidade cobrada varia de acordo com o porte do animal: de R$ 250, pelos menores; R$ 350, pelos médios; e R$ 450, pelos grandes. O preço inclui a hospedagem, alimentação, banho e tosa. Tratamento veterinário e medicamentos são à parte. De acordo com os protetores, o primeiro mês é sempre o mais custoso, dado o grau de debilidade em que se encontra o animal resgatado.

O husky Amigão, que foi abandonado na véspera do Ano Novo e que, depois de ser tratado, também foi adotado (Foto: Divulgação / Débora Gonçalves)

Tanta dedicação e sacrifício, no entanto, têm a sua compensação para o protetor ao obter a doação do cão. A exemplo de outros protetores, Débora Gonçalves experimentou esta sensação pela primeira vez ao conseguir um lar seguro para o husky Amigão, no final de junho passado.

“Fica um misto de satisfação com preocupação, porque ele estava recuperado, mas não queria que ele voltasse para rua. Então, fiquei me questionando como seria uma família ideal, com um local ideal, espaço amplo, para ele morar, correr. Uma família, da Casa Verde mesmo, se interessou. Levei ele lá, conheci as pessoas e eles gostaram do Amigão. E posso visitá-lo de vez em quando para saber se está sendo bem tratado. Fiquei mais tranquila. E não tem como descrever essa sensação de que ele ganhou um lar. Se não tivesse retirado ele da rua aquele dia, acho que teria morrido de pneumonia ou alguma outra doença”, disse Débora.

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/08/protetores-bancam-hotel-para-caes-resgatados-nas-ruas-de-sp.html

Punição para uma crueldade

Zero Hora |12 de agosto de 2010 | N° 16425

MASSACRE DE ANIMAL

Punição para uma crueldade

A história de um massacre ganhou uma rara e exemplar punição na Justiça gaúcha. Em votação unânime, três desembargadores da 21ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado (TJ) condenaram um dos autores do assassinato da cadela Preta – amarrada a um carro e arrastada até a morte em Pelotas, há cinco anos – a indenizar a comunidade por danos morais coletivos.

O acórdão estabelece que Alberto Conceição da Cunha Neto terá de pagar R$ 6 mil, revertidos como doação para o canil municipal pelotense.

A decisão é rara por dois motivos. O primeiro é que o trio de desembargadores votou da mesma forma, num consenso que não costuma ser usual. Com isso, não cabe recurso à sentença no TJ e, se quiser recorrer, o advogado de defesa do condenado deverá apelar ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília.

A segunda excepcionalidade é que o “dano moral coletivo” reconhecido na condenação é uma novidade poucas vezes vista na história do Judiciário brasileiro. O STJ costuma negar a existência de “dano moral coletivo”.

Os desembargadores gaúchos foram na contramão dessa tendência. Cunha Neto tinha sido absolvido em primeira instância, em Pelotas, pela juíza Gabriela Irigon Pereira. Na sentença, ela considerou que o jovem já havia sido punido criminalmente, em outro processo (em 2007, foi sentenciado a um ano de detenção pelo crime, em regime aberto). Além disso, o rapaz – estudante da Universidade Católica de Pelotas – foi suspenso das aulas na faculdade, se mudou de município e teve uma parente dele agredida dentro do fórum daquela cidade, por pessoas indignadas com a morte do animal.

Os desembargadores levaram ontem 20 minutos para decidir. Numa sessão assistida apenas por três estudantes de Direito, o desembargador Armínio da Rosa lembrou que a cadela foi “desintegrada” ao ser arrastada por cinco quadras, “com pessoas assistindo”.

O desembargador José Francisco Moesch afirmou que a cadela Preta era estimada em Pelotas e sua morte, “por pura diversão”, gerou incredulidade e repulsa. A posição final veio do desembargador Genaro Baroni Borges, para quem a reparação financeira ajuda a “apagar a afronta a valores muito caros da comunidade pelotense”.

O defensor de Cunha Neto, Henrique Boabaid, não compareceu à sessão e não foi localizado por Zero Hora. Os outros dois jovens que participaram do massacre não foram processados porque se dispuseram a doar R$ 5 mil, cada, ao canil municipal de Pelotas.

humberto.trezzi@zerohora.com.br

HUMBERTO TREZZI

A morte de Preta
– Estimada e adotada informalmente por frequentadores de um bar no centro de Pelotas, a cadela vira-latas Preta foi amarrada a um Ka e arrastada por cinco quarteirões, até a morte.
– O crime aconteceu em 9 de março de 2005. Os autores do massacre foram três jovens universitários. Eles disseram que o animal não parava de latir, admitiram que ataram o animal a um poste, mas negaram tê-lo arrastado de carro.
– O veículo pertencia a Alberto Cunha Neto, que foi condenado ontem por danos morais.

http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a3002542.xml&template=3898.dwt&edition=15279&section=1003



%d blogueiros gostam disto: