Arquivo para julho \25\UTC 2010

Renguear cusco

Saiu na Zero Hora de sábado a explicação da origem de uma expressão tradicional aqui no Rio Grande, da qual os nossos siberianos não sofrem.

Zero Hora | 24 de julho de 2010 | N° 16406 

LUIZ ANTÔNIO ARAUJO (Interino)

 Renguear cusco 

Faz frio, e outro dia mesmo um amigo gaúcho radicado em Florianópolis relatava o espanto de alguém diante da expressão “frio de renguear cusco”. Não é preciso passar mais do que um ou dois invernos abaixo do Mampituba para ouvir esse dito. Ocorre que Florianópolis fica um pouco acima, e esse amigo se divertiu com a situação.

Admitamos, contudo, leitor, que nem você nem eu, habitantes dessas imensas zonas de conforto a céu aberto que são as cidades, onde dispomos de edredons, splits e ônibus com ar-condicionado e ainda anteontem tínhamos cinema no aeroporto – admitamos, dizia eu, que não estamos acostumados a ver cusco renguear de frio. Em Porto Alegre, acontece por vezes o oposto: superprotegidos, alguns indivíduos dessa espécie podem até renguear, mas por excesso de peso ou de agasalho.

Quem consultar o bom Google – ia escrevendo “o velho e bom Google”, mas me dou conta de que, aos 12 anos, ele ainda não merece o primeiro adjetivo – descobrirá que, em linguajar gauchesco, “cusco” é cachorro pequeno e “renguear” é mancar. Quanto à expressão “frio de renguear cusco”, aparece traduzida como “frio que faz um cachorro tremer e mancar”. Ninguém precisa vir ao Sul para estremecer sob baixas temperaturas, mas um morador de Teresina, ao sentir frio, não sai necessariamente manquitolando. E chegamos ao ponto de nem o Google esclarecer o porquê de um cusco vir a renguear quando os termômetros despencam.

Ligo para o Hospital Veterinário da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O vice-diretor, Carlos Afonso Beck, explica:

– Alpinistas às vezes sofrem perda de orelhas ou de dedos sob temperaturas de dois dígitos abaixo de zero. Isso se deve à vasoconstrição (estreitamento dos vasos sanguíneos em razão do frio). Animais também podem ser vítimas desse fenômeno. Um cachorro pode, por exemplo, mancar depois de passar uma noite gelada num galpão ou ao relento.

Em outras palavras, o inverno e o campo ensinaram algo de fisiopatologia aos nossos antepassados, além de estimular sua veia cômica. Um pouco desse aprendizado chegou até nós em forma de frases e ditados. Mas os gaúchos não foram os únicos a tirar lições do desfile das estações no universo imutável da vida rural. Lembro de ter ouvido do professor Claude Chauvin, numa sala de aula da Aliança Francesa, um dito bem-humorado do interior de seu país: “Vento de descornar os bois”. Pense o leitor numa rajada tão forte, que faça os chifres dos bovinos voarem como folhas de árvore.

Insuperável, porém, é uma expressão alemã que devo à professora Kathryn Rosenfield: “Frio de fazer passarinho cair do galho”. Depois dessa, que ninguém fale em mau humor germânico sem apresentar como contraprova um frio que, no mínimo, seja capaz de derrubar passarinho em pleno voo.

Luiz Antônio Araujo substitui Claudia Laitano, que se encontra em férias até o dia 7 de agosto

http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2981748.xml&template=3916.dwt&edition=15157&section=70

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As corridas de cães de trenó e o ski-pulka (Parte 3)

As corridas de cães de trenó e o ski-pulka  – Enciclopédia do Cão – Royal Canin (parte 3)

A evolução na Escandinávia 

A Escandinávia (Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia) também é um dos berços das corridas de trenó. No entanto o trenó não é a actividade mais em voga, mas sim a pulka, um desporto que combina ski de fundo e trenó: o esquiador de fundo está preso à sua equipa, composta, em média, por um a três cães que puxam um pequeno trenó carregado. Para esta actividade, os Escandinavos preferem utilizar cães de caça (Bracos, Pointers, Setters), por se mostrarem os mais rápidos em distâncias curtas (7 a 12 km) e bem adaptados psicologicamente para um esforço solitário.
Os campeonatos da Europa 1988 (primeiros confrontos directos) foram a ampla demonstração de que os Noruegueses parecem mesmo ser os Europeus mais rápidos da actualidade nas distâncias curtas. Apenas um francês, François Menuet, conseguiu, desde então, tornar-se campeão do mundo.

 O aparecimento e desenvolvimento do desporto na Europa não setentrional

O Clube suíço dos cães nórdicos, fundado em 1959 sob o impulso do Dr. Thomas Althaus e do saudoso juiz Paul Nicoud, assumiu, imediatamente, a missão de promover a criação e o desenvolvimento das raças caninas nórdicas. Assim sendo, era inevitável que se chegasse à organização de corridas de trenós, e, em 1965, teve lugar a primeira corrida de trenó suíço, ocasião inicial para os poucos praticantes daquela época descobrirem verdadeiramente esse desporto, tal como era praticado no continente norte-americano. Muito rapidamente, um circuito de inverno de corridas foi implementado na Suíça (Lenk, Saint-Cergue, Saingnelégier, Sils-Saint-Moritz) e na Alemanha (Todtmoos, Bernau) para alcançar a França em 1979, com a organização da primeira competição nacional, na encosta do Schlucht (Vosges) a 26 de Fevereiro. No mesmo ano, nascia o CPTC (Club da pulka e de corridas de trenó), cujos fundadores foram Thierry Bloch, Monique Bene, Yannick e Gilles Malaterre.
Desde então, as corridas não pararam de se desenvolver e o número de equipas cresceu. Em cada país, implantaram-se estruturas sob a condução da ESDRA (European Sled Dog Racing Association). Ao mesmo tempo, criou-se, em 1973, um clube europeu (Trail Club of Europe) seguindo as grandes linhas da regulamentação elaborada nos Estados Unidos pela ISDRA (International Sled Dog Racing Association). Desde 1974, organiza um campeonato na Suíça e um campeonato europeu na Alemanha.
Actualmente, só a ESDRA controla a totalidade das estruturas nacionais e, a esse título, é a responsável pela organização, anualmente, de campeonatos na Europa (1984 em Saint-Moritz, Suíça; 1985 em Todmoos, Alemanha; 1986 em Fourgs, França; 1987 em Winterberg, Alemanha; 1988 em Bruneck, Itália; 1989 e 1990 em Bad Minterdorf, Áustria). Em cada categoria, enfrentam-se selecções nacionais.
No ano de 1988 nasceu a maior corrida europeia, a Alpirod-Royal Canin, uma competição em etapas que dura doze dias, no final de Janeiro e início de Fevereiro, numa distância total de mais de 1.000 km. Pela primeira vez, foi possível a participação de equipas típicas do Alasca numa corrida que atravessa a Itália, a França, a Alemanha, a Suíça e a Áustria, vencendo-a (Joe Runyan, 1988, Kathy Swenson, 1989 e Roxy Wright, 1990).
Por fim, 1990 foi um ano chave, com a organização dos primeiros campeonatos mundiais de velocidade em Saint-Moritz, reunindo pulka e corridas de trenós (seis cães, oito cães e dez cães), sob a supervisão da International Federation for Sled Dog Sport (IFSS).
Desde então, decorrem todos os anos. Aliás a IFSS é membro da Associação Geral das Federações Desportivas Internacionais, portanto, é possível que o Comité Olímpico Internacional permita brevemente a participação deste desporto nos Jogos Olímpicos de Inverno.
A pulka e as corridas de trenós constituem, doravante, uma actividade nobre dos desportos caninos. Sob a direcção de poderosas federações ou organizações, este desporto alcançou uma difusão internacional e são cada vez mais numerosas as trocas entre o velho e o novo continente. O troféu de Sabóia, organizado na abertura dos Jogos Olímpicos de 1992, no próprio local desse evento, e as demonstrações de Lillehammer, em 1994, podem ser indicações de que estas actividades possam rapidamente ter acesso ao máximo reconhecimento.

http://publications.royalcanin.com/renvoie.asp?type=1&id=102385&cid=118718&com=27&animal=1&lang=6&session=11872693 

http://publications.royalcanin.com/renvoie.asp?type=1&id=102385&cid=118719&com=27&animal=1&lang=6&session=11872693 

As corridas de cães de trenó e o ski-pulka (parte 2)

As corridas de cães de trenó e o ski-pulka – Enciclopédia do Cão – Royal Canin (parte 2)

 As corridas actualmente nos Estados Unidos

Desde o começo do século XX, deixando o seu berço no Alasca, as corridas têm-se multiplicado nos Estados Unidos e no Canadá. Um segundo local surgiu em 1924 em Nova Inglaterra, com a fundação do “New England Sled Dog Club”. Em 1932, os Jogos Olímpicos de Inverno de Lake Placid propiciaram o aparecimento das corridas de trenó como desporto de demonstração e, assim, conheceram um êxito bastante grande junto de um vasto público.
É verdade que a Segunda Guerra Mundial travou o desenvolvimento das competições, mas estas ressurgiram com mais força e foram criados clubes por toda a parte. Assim, surgiu o “Sierra Nevada Dog Drivers”, cujo responsável, Robert Levorson, foi presidente da ISDRA de 1971 até 1974. O ano de 1971 também será lembrado como uma grande data, visto que, naquele ano, o governo do Estado do Alasca proclamou oficialmente as corridas de trenós como “desporto nacional”.
Hoje em dia, é quase impossível enumerar todas as competições organizadas a cada Inverno na América do Norte. As mais importantes continuam a ser as seguintes: “Fur Rendez-vous World Championship”, Anchorage (Alasca) – “World Championship Sled Dog Derby”, Laconia (New Hampshire), “World Championship Dog Derby”, La Pas (Manitoba) – “North American Championship”, Fairbanks (Alasca) – “Alaska State Championship”, Kenaï-Soldotna (Alasca) – “Race of Champions”, Tok (Alasca) – “Surdough Rendez-vous”, Whitehorse (Território do Yukon) – “U.S. Pacific Coast Championship”, Priest Lake (Idaho) – “All American Championship”, Ely (Minnesota) – “Mildwest International”, Lalkaska (Michigan) – “Québec International Course de chiens”, Cidade de Quebeque (Quebeque).
Todas estas corridas são eventos anuais, assistidas por dezenas de milhares de espectadores. Desenrolam-se em três séries de 25 a 70 km, de acordo com a categoria, sexta-feira, sábado e domingo, parcial ou totalmente nas próprias ruas das cidades. Mas, o desporto também se modificou com o desenvolvimento de corridas em distâncias muito longas, sendo as mais famosas: a “Beargrease Sled Dog Marathon”, que ultrapassa as 500 milhas no Minnesota; o Iditarod, a mais longa (teoricamente 1.049 milhas, mas na verdade mais de 1.800 km!), a mais dura e a mais famosa pelo seu prestigioso passado; a Yukon Quest, que segue o rio Yukon desde o Canadá até a cidade de Fairbanks (Alasca) em cerca de 1.300 km; o “Alaska Come Back”, corrida em etapas de 800 km, que acontece no mês de Março na região de Nenana e que foi vencida em 1997 pelo francês Jacques Philip.
Assim nasceram outras lendas, outros grandes nomes, desde Joe Redington Senior, o mais importante, até “Doc” Lombard, passando por Earl Norris (o criador de Siberian Huskies, ele mesmo um corredor, o mais famoso do mundo), Eddy Streeper (campeão mundial 1985), Harris Dunlap, Rick Swenson (talvez o melhor competidor da actualidade), Libbie Riddles (a primeira mulher a vencer o Iditarod, em 1985), Suzan Butcher (vencedora do Iditarod nos anos 1986, 1987, 1988). Junto com Joe Redington, ela levou a sua equipa a mais de 6.000 m de altitude, no topo do monte Mac Kinley, proeza essa repetida em 1991 por Jacques Philip. Todos eles são lendas e exemplos para cada musher.
As categorias de corridas de “velocidade”
Categoria C
3 a 4 cães
7,5 km por série
Categoria B
4 a 6 cães
12 km por série

Categoria A
6 a 8 cães
18 km por série 

Categoria O
Mais de 8 cães
25 km por série 

Pulka short
1 a 3 cães
10 km por série 

Pulka long
1 a 3 cães
20 km por série 

http://publications.royalcanin.com/renvoie.asp?type=1&id=102385&cid=118717&com=27&animal=1&lang=6&session=11865512 

As corridas de cães de trenó e o ski-pulka (parte 1)

As corridas de cães de trenó e o ski-pulka – Enciclopédia do Cão  (parte 1)

Os primeiros vestígios de cães atrelados a trenós remontam a cerca de 4.000 anos na Sibéria oriental. Porém, é no início do século XX que o trenó puxado por cães e o ski-pulka são reconhecidos como actividades desportivas. Com efeito, no apogeu da “febre do ouro” (Gold Rush) no Alasca, formam-se grupos de entusiastas com vontade de avaliar as suas equipas em termos de força e velocidade. Pouco depois, surgem as corridas de cães de trenó como um verdadeiro desporto…

As primeiras corridas no Alasca

Das competições acaloradas entre equipas e pesquisadores de ouro nasceu o célebre Nome Kennel Club, fundado em 1907 na cidade de Nome (extremo Oeste do Alasca), cuja finalidade era permitir o bom desenrolar das corridas “oficiais”, garantindo a sua organização material e elaborando um regulamento rigoroso.
Um ano depois, Albert Fink, advogado em Nome, instituiu o regulamento da primeira competição, o “All Alaska Sweepstake”:
– todos os condutores têm de ser membros do Nome Kennel Club;
– todos os cães têm de estar registados no clube;
– o condutor poderá utilizar tantos cães quantos desejar, porém todos aqueles que fizerem parte do início da corrida deverão ser trazidos de volta, quer na composição, quer no trenó;
– os cães são identificados e marcados na partida, de maneira a evitar qualquer substituição durante a corrida;
– se duas equipas estiverem muito próximas uma da outra, a que for alcançada deverá parar obrigatória e imediatamente e deixar passar a outra, e esperará por um certo período de tempo antes de retomar a corrida.
Cientes dessas regras, os mushers lançaram-se então na corrida cujo trajecto, Nome-Candle-Nome, compreendia 408 milhas (aproximadamente 650 km). A palavra “musher” designa o condutor da equipa; na verdade, deriva do termo francês “marche”, ordem dada pelos Canadianos de língua francesa para pôr as suas equipas em marcha. Assim como muitas outras, a palavra anglicanizou-se e transformou-se em mush. Cinco dias após a partida, as primeiras equipas chegavam a Nome e nascera uma lenda.
Nesta pista feita de “gelo, montanhas altas, rios congelados, tundra, florestas e glaciares”, um jovem emigrante norueguês, Leonhard Seppala, tornou-se, para sempre, no maior nome do desporto de trenó. Com equipas de Huskies siberianos, Leonhard Seppala ganhará o “All Alaska Sweepstake” em 1915, 1916, e 1917.
Um dos seus rivais escreverá: “Este homem é um super-homem. Ultrapassou-me todos os dias da corrida, embora eu também fosse a grande velocidade. Nem sequer o via a conduzir os cães e, mesmo assim, eles puxavam como nunca antes vira cães puxar. Algo “ocorria” entre ele e os cães que eu não sei como definir; algo sobrenatural, uma espécie de hipnotismo…”.
Entre 1908 e 1915, as equipas evoluíram. Os primeiros Huskies, importados da Sibéria, estabeleceram um novo recorde em 1910 com Iron Man (o homem de ferro) John Johnson como musher (74 horas, 14 minutos e 37 segundos).
Em 1911, Allan Scotty Allan ganhou a corrida com uma equipa de “cruzados alasquianos” (cruzamento de Malamutes e Setters), em, aproximadamente, 80 horas e debaixo de uma terrível tempestade. Outro grande nome do desporto de trenó, Scotty Allati, correu em oito “sweepstakes”, vencendo três, chegando em segundo três vezes, e em terceiro duas vezes.
Quanto a Léonhard Seppala, muito há para dizer. Homem fora do comum, deixou a sua marca nas corridas de trenó. O seu melhor cão líder, Togo, é conhecido pelos mushers do mundo inteiro. Venceu muitas corridas em Nova Inglaterra, onde conheceu um jovem estudante de Medicina Veterinária, chamado Roland Lombard, outro grande nome. Devido à sua profissão, “Doc” Lombard, ao mesmo tempo que corria, fez com que o desporto de trenó norte-americano progredisse a passos de gigante: ganhou mais títulos do “Anchorage World Championship” (campeonato do mundo em Anchorage) do que qualquer outro. Foi o primeiro presidente da “International Sled Dog Racing Association” (ISDRA – associação internacional de desporto de cães de trenó).
Por fim, entre todos estes nomes, falta citar ainda Georges Attla, um Índio da tribo Athabascan de Huslia (Alasca). George Attla ganhou tudo e o seu livro, “Everything I know about Training and Racing Sled Dogs”, publicado pela editora Arner de Nova Iorque, é considerado, no mundo inteiro, como a verdadeira Bíblia do musher. Um extraordinário filme, mas que não teve o devido reconhecimento em França, “Spirit of the Wind” (O espírito do vento), conta a história de uma coragem sem limites, Georges Attla, que realiza todas suas proezas com uma perna só, pois a tuberculose óssea tirara-lhe o uso da outra!

Jacques philip: 20 anos no topo de um desporto maravilhosoComo desporto em França, o trenó começa nos anos 78/79, quando éramos uns cinquenta interessados, reunidos no Clube de pulka e de corrida de cães de trenó. Os mais afortunados possuem cinco cães; pessoalmente, só tenho dois.
A minha vocação nasce realmente por ocasião do primeiro curso de trenó organizado pelo presidente desse clube, Thierry Bloch. Com efeito, as fantásticas imagens de cães trazidas por Ernst Muller, após a sua estadia no Alasca, levam-me a efectuar, já em 1980, a minha primeira viagem a esta região, ficando hospedado em casa de Earl e Nathalie Norris. Ali, descubro, realmente, os rudimentos deste desporto com Huskies, Malamutes e cães esquimós do Canadá.
De volta ao meu país, ganho, entre 1982 e 1984, três títulos de campeão de França em corridas de velocidade. Em 1985, a minha atracção por este desporto domina-me completamente. Então, parto para a aventura única que é o Iditarod, graças a Joe Redington, pai espiritual dessa corrida, e volto a fazê-la cinco vezes mais, entre 1987 e 1991.
A minha parceria com a empresa Royal Canin começa, também, em 1987 e continua até hoje. Em 1988, nasce o Alpirod, o prelúdio de um novo tipo de corrida com etapas de 30 a 80 km por dia.
Como esta actividade se tornou a minha especialidade, ganho o Alpirod de 1992 a 1994. A ascensão, em 1990, do monte Mac Kinley, a montanha mais alta da América do Norte (6 194 m), com um trenó puxado por cinco cães, é também um momento importante da minha carreira, pois só duas equipas o fizeram até hoje (sendo a outra a de Joe Redington).
Hoje, a minha esposa Magali e eu estamos instalados na região de Fairbanks (Alasca), onde temos uma criação de 80 Alaskan Huskies.
Após ter vencido a edição de 1997 da famosa “Alaska Come Back Race”, corrida por etapas de 800 km, estamos agora em preparação para a “International Rocky Mountain Stage Stop Race”, o equivalente do Alpirod nas Montanhas Rochosas.
A aventura continua.

http://publications.royalcanin.com/renvoie.asp?type=1&id=102385&cid=118715&com=27&animal=1&lang=6&session=11856950

http://publications.royalcanin.com/renvoie.asp?type=1&id=102385&cid=118716&com=27&animal=1&lang=6&session=11856950

HUSKY SIBERIANO (Enciclopédia do Cão)

A Ficha da raça na Enciclopédia do Cão da Royal Canin:

HUSKY SIBERIANO

País de origem : Estados Unidos

Descrição (1979)

Histórico

De acordo com a expressão canadiana Husky (“rouco”) qualifica todos os cães de voz rouca que puxam os trenós. Esta raça, originária da Sibéria do Norte, e que provavelmente descende de lobos, foi apurada por uma população com raízes Esquimós, os Chukchis. Em 1909, foi introduzido no Canadá para participar em corridas de trenós. O primeiro standard data de 1930 e o primeiro clube americano desta raça foi criado em 1938. O Husky foi introduzido na Europa a partir de 1950 sendo a raça reconhecida pela FCI em 1966.

Educação

Rústico, extremamente resistente, muito independente, desaparece com muita frequência. Afectuoso, sociável é um companheiro agradável. Não é um cão de guarda pois não se mostra desconfiado em relação a desconhecidos. Não manifesta grande agressividade em relação a outros cães. O seu instinto de caça é muito forte, pelo que a propriedade onde o animal se encontre deverá estar bem vedada. Deverá receber uma educação firme para que considere o dono como o líder da sua matilha.

Conselhos

Animal próprio para viver ao ar livre, como tal sentir-se-á muito infeliz num apartamento. Para o seu equilíbrio é indispensável a prática de uma actividade intensa. Escovagem semanal. Desbaste da pelagem com uma escova própria na altura da muda do pêlo.

Utilização

Cão de trenó (carga ligeira, a velocidade moderada, para longas distâncias). Cão de companhia.

Cabeça :  Com um aspecto leve. Crânio ligeiramente arredondado no topo. “Stop” bastante acentuado. Chanfro recto. Focinho de largura média. Lábios bastante pigmentados. Trufa em harmonia com a cor da pelagem.
 Orelhas :  De tamanho médio, triangulares, próximas e de inserção alta. Espessas, guarnecidas de bastante pêlo, erectas.
 Olhos :  Amendoados, ligeiramente oblíquos. Castanhos ou azuis. É permitido um olho de cada cor ou olhos que comportem ambas as cores.
 Corpo :  Moderadamente compacto. Pescoço torneado, eguido quando o animal se encontra em pé. Em corrida, a zona do pescoço avança posicionando a cabeça ligeiramente na dianteira. Peito alto, forte, não excessivamente amplo. Dorso recto, sólido, de comprimento médio. Rim contraído e seco. Ancas inclinadas mas nunca rebaixadas.
 Membros :  Bastante musculosos, estrutura óssea forte. Pés ovais, alongados, compactos. Almofadinhas duras.
 Cauda :  Bem guarnecida, posicionada acima do dorso, enrolada em foice.
 Pêlo :  De comprimento médio, recto, acamado mas nunca duro. Sub-pêlo macio e denso.
 Pelagem :  São admitidas todas as cores, do negro ao branco puro. Pode evidenciar uma diversidade de marcas incluindo motivos característicos.
 Tamanho :  Macho: entre 54 e 60 cm. Fêmea: entre 51 e 56 cm.
 Peso :  Macho: entre 20 e 28 kg. Fêmea: entre 15,7 e 23 kg.
 Grupo :  Os cães de tipo Spitz e de tipo Primitivo.

Copyright 2000-2006 Royal Canin

http://publications.royalcanin.com/renvoie.asp?type=1&cid=705&id=100005&com=27&animal=1&lang=6&session=11846292

TSUKI – 4th ANNIVERSARY

In last Wednesday (07/July/2010) was the anniversary of four years of our “Gorda”.

Quarta-feira passada (14/07/2010) a “Gorda” fez 4 anos.

Comportamento também depende da educação que o cão recebe – Amanda e Lunita

Gazeta do Povo - Animal

especial

Comportamento também depende da educação que o cão recebe

Publicado em 03/07/2010

A estudante Amanda Pulita Giacomet, 20 anos, deixou a casa onde morava, em Jagua­riaíva, no Paraná, para estudar em Curitiba. Lá, Amanda tinha oito cães que não puderam ser trazidos para a capital porque ela foi morar em apartamento. Há dois anos, ela decidiu que queria também um companheiro por aqui, já que os outros só encontrava quando ia para a cidade natal.

Na hora de escolher, Amanda não teve pressa. Tinha em mente um husky siberiano, mas não sabia se ele era adequado para apartamento. O primeiro passo foi conversar com criadores para descobrir o perfil da raça. “Conheci uma criadora no Rio Grande do Sul que foi bastante atenciosa. Ela me explicou como era o comportamento do husky e do que ele precisava para se adaptar bem. Descobri que ele pode viver em apartamento e consegue ficar um tempo sozinho por dia porque é independente. Exatamente o que eu precisava”, conta.

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A husky siberiano Lunita e sua dona, a estudante Amanda Pulita Giacomet : relação feliz e saudável, resultado de um bom planejamento antes da escolha do pet (oto: Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo)
O apartamento em que a estudante mora é grande e bem espaçoso. Ela conta que sua cachorra, a Lunita, não late muito e que passeia todos os dias durante uma hora perto das ruas de casa. “É uma raça bem higiênica. Não faz nem xixi nem coco dentro do apartamento”, diz.

A pesquisa e escolha de Amanda deu certo e tanto ela quanto Lunita estão felizes. Mas nem todos tomam os mesmos cuidados na hora de escolher um cachorro. Segundo o coordenador do curso de Zootecnia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Paulo Parreira, um dos grandes enganos que as famílias cometem é comprar um cachorro porque o filho pequeno quer. “Não é ele quem vai cuidar e, dependendo do comportamento do cão, se ele não for muito ativo, a criança cansa rápido. Para que ela realmente cuide é necessário que perceba que os pais fazem isso. Por isso são eles que devem optar por uma raça que combina com seu estilo de vida”, explica.

Outro fator é a tolerância do animal às brincadeiras das crianças. O cachorro deve ser calmo e brincalhão para que não ocorra acidentes. De acordo com o superintendente da Federação de Cinofilia do Estado de São Paulo (Fecesp), Joaquim Alexandre Inácio, alguns exemplos adequados são o beagle, que é brincalhão, enérgico e tolerante, o golden retriever ou labrador, que são dóceis e pacientes ou o pug, que também é paciente, mas muito frágil e não deve conviver com crianças mais afobadas ou agressivas.

Fora do padrão

Mesmo que existam diferenças entre as raças, o dono não pode es­­quecer que a educação também influencia no comportamento de cada cão. Por isso nem sempre o que funciona para um, serve para todos. Mas, segundo Parreira, em geral eles seguem um padrão.

Para os que não podem ser encaixados em algum grupo, os sem raça definida (SRD), é difícil prever como eles serão na vida adulta. O que pode ajudar é conhecer os pais. De acordo com a gerente do Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo (CCZSP), Ana Cláudia Furlan, são eles as maiores vítimas de abandono. Por isso, o dono precisa pensar bem e investigar o máximo que conseguir para tentar prever tamanho e comportamento. O ideal é escolher um SRD quando ele já está adulto e não vai mais mudar de tamanho.

http://www.gazetadopovo.com.br/animal/conteudo.phtml?tl=1&id=1020164&tit=Comportamento-tambem-depende-da-educacao-que-o-cao-recebe

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